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	<title>Ecopolitica &#187; ponto de ruptura</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
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		<title>Estamos atravessando as fronteiras planetárias e isso pode ter conseqüências desastrosas para nós</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 03:27:06 +0000</pubDate>
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Estamos há muito tempo em uma rota insustentável: excedemos os limites seguros de emissões de gases de efeito estufa, poluição e outras formas de extrair recursos do planeta e despejar o resto de nossas atividades em sua atmosfera, água e solo.
Sérgio Abranches
O que tiramos da Terra e o que depositamos nela tem sido chamado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Estamos há muito tempo em uma rota insustentável: excedemos os limites seguros de emissões de gases de efeito estufa, poluição e outras formas de extrair recursos do planeta e despejar o resto de nossas atividades em sua atmosfera, água e solo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-284"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O que tiramos da Terra e o que depositamos nela tem sido chamado de nossa “pegada ecológica”. E sabemos que nossa pegada deixou de ser sustentável há muito.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Criamos diversos desequilíbrios e eles se tornaram cada vez mais agudos, por meio de um intrincado sistema de retroalimentação (feedback). Agora, Gaia está se vingando, como disse James Lovelock. Seu ar nos sufoca, a água está se tornando escassa, o solo erodido, a poeira sufoca grande número de pessoas e cobre vilas inteiras na Ásia e na África. E o planeta esquenta cada vez mais rapidamente. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Todos sabemos disso. Alguns não querem acreditar. Outros, nem ligam. A maioria de nós está profundamente preocupada.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Uma nova visão desse processo acaba de ser publicada por um grupo de notáveis cientistas, inclusive o prêmio Nobel Paul Crutzen, mais Hans Joachim Schellnhuber, Will Steffen, Katherine Richardson, Jonathan Foley, e o autor principal, Johan Rockström, Diretor Executivo do Centro de Resiliência de Estocolmo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa nova perspectiva, nos diz a <a href="http://www.nature.com/nature/journal/v461/n7263/full/461472a.html"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">Revista Nature</span></a> em um esplêndido artigo, foi proposta para definir as precondições para o desenvolvimento humano. “Atravessar determinados limites biofísicos poderia ter consequências desastrosas para a humanidade”, explica a Nature. Os autores concluem que “três de nove fronteiras planetárias interconectadas [identificadas e quantificadas] já foram transpostas.”</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Como eles chegaram a essa conclusão? Um artigo do Centro de Resiliência de Estocolmo, <a href="http://www.stockholmresilience.org/planetary-boundaries"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">“Tipping towards the unknown”</span></a>, conta como foi. “Os cientistas primeiro identificaram os processo no Sistema Terra e seus limites potenciais que, se ultrapassados, poderiam gerar mudança ambiental inaceitável para a humanidade”. Esses limites permitiram que identificassem as “fronteiras” que precisariam ser respeitadas para reduzir o risco de que ultrapassássemos aqueles limites.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;"><a href="http://www.stockholmresilience.org/research/researchnews/tippingtowardstheunknown/thenineplanetaryboundaries.4.1fe8f33123572b59ab80007039.html">Nove fronteiras planetárias foram identificadas</a></span><span style="letter-spacing: 0.0px;">, incluindo mudança climática, ozônio estratosférico, mudança no uso da terra, uso de água fresca, diversidade biológica, acidificação do oceano, influxos de nitrogênio e fósforo na biosfera e nos oceanos, carga de aerossóis e poluição química.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 12.0px; font: 12.0px Verdana; min-height: 15.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os autores “estimaram que a humanidade já transgrediu três fronteiras planetárias: mudança climática, perda de biodiversidade, e mudanças no ciclo de nitrogênio”. Mais ainda, “ essas fronteiras planetárias são interdependentes, porque transgredindo uma delas pode tanto mudar a posição, ou resultar na transgressão, de outras fronteiras”. O estudo afirma que “os impactos sociais da transgressão dessas fronteiras serão uma função da resiliência sócio-ecológica das sociedades afetadas”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Como eles dizem no sumário do <a href="http://www.stockholmresilience.org/download/18.1fe8f33123572b59ab800016602/planetary-boundaries-long-version210909.pdf"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">relatório de pesquisa</span></a>, “Fronteiras Planetárias: Explorando o espaço para operação segura da humanidade”, o “conceito ‘fronteiras planetárias’ cria as condições para mudar nossa perspectiva rumo à governança, à gestão e à estimativa do espaço seguro para o desenvolvimento humanos, deixando de lado as análises essencialmente setoriais de limites ao crescimento, que objetivam minimizar externalidades negativas.” Essas fronteiras planetárias definem o campo no qual a humanidade pode jogar, “se quisermos evitar, com segurança, maiores mudanças ambientais induzidas pelo ser humano, em escala global”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os autores concluem dizendo que: “Há pouca dúvida de que as complexidades dos processos interdependentes de retroalimentação lenta e rápida no Sistema Terra criam um paradoxo desafiador para a humanidade. De um lado, essas dinâmicas sustentam a resiliência que habilita o planeta Terra a se manter em um estado que conduz ao desenvolvimento humano. Do outro lado, eles nos induzem a um falso sentimento de segurança, porque a mudança incremental pode levar a que ultrapassemos inesperadamente limites que conduzem o Sistema Terra abruptamente a estados danosos ou até catastróficos para o bem-estar humano. O conceito de fronteiras planetárias fornece um quadro de referências para a humanidade operar dentro desse paradoxo”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Um estudo extraordinário, inovador, de ponta. Recomendo a leitura.</span></p>
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		<title>Estamos chegando perto de pontos de ruptura climática?</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 21:55:34 +0000</pubDate>
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“É quase meio da estação chuvosa e a monção em várias partes do Sul da Ásia continua instável. Em algumas partes está fraquíssima, enquanto em outras devastadoramente intensa”.

Lendo essa reportagem do repórter ambiental da BBC News, Navin Singh Khadka (aqui), me lembrei de um artigo escrito por um grupo de cientistas encabeçado por Thimothy Lenton, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">“É quase meio da estação chuvosa e a monção em várias partes do Sul da Ásia continua instável. Em algumas partes está fraquíssima, enquanto em outras devastadoramente intensa”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><span id="more-84"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Lendo essa reportagem do repórter ambiental da BBC News, Navin Singh Khadka (<a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8178463.stm"><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></a>), me lembrei de um artigo escrito por um grupo de cientistas encabeçado por Thimothy Lenton, da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia e do Tyndall Centre for Climate Change, “Tipping elements in the Earth’s climate system”, publicado nos Proceedings of the National Academies of Science (PNAS), no início do ano passado (<a href="http://www.pnas.org/content/105/6/1786.full.pdf"><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></a>). Nele, os autores recorrem à literatura pertinente e aos resultados de um workshop internacional, para avaliar “elementos de ruptura no sistema climático relevantes para as políticas públicas”, de modo a “compilar uma breve lista”. Eles também tentam avaliar onde estão os pontos de ruptura desses elementos. Pontos de ruptura (tipping points) são aqueles limites críticos em que uma mínima perturbação pode alterar qualitativamente o estado ou desenvolvimento de um sistema. Eles introduzem o termo “tipping element”, elemento de ruptura, para descrever componentes de larga-escala do sistema da Terra que podem passar por um ponto de ruptura.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Entre esses elementos de ruptura, listaram a monção de verão da Índia como um elemento que poderia se desestabilizar rapidamente, passando a ter um padrão mais errático, oscilando entre extremos de fraqueza e força violenta. O outro elemento que poderia passar por um ponto de ruptura um pouco mais adiante seria a monção do Sahel/Saara e do Oeste da África.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><br />
</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Uma das dúvidas sobre a evolução dos eventos climáticos realçada por esses autores seria se a região do Saara ficaria mais seca ou passaria a ter mais chuva. Matéria da National Geographic que me foi enviada pelo biólogo Fábio Olmos, que foi <span style="font-family: Helvetica, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, -webkit-fantasy;">também <span style="font-family: Helvetica, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, fantasy;">quem chamou minha atenção para a reportagem da BBC News, mostra que talvez um deserto mais chuvoso seja a resposta. “Cientistas estão vendo agora sinais de que o deserto do Saara e as regiões de seu entorno estão ficando verdes, por causa do aumento da chuva”, diz a matéria. (<a href="http://news.nationalgeographic.com/news/2009/07/090731-green-sahara.html"><span style="text-decoration: underline;">Aqui</span></a>)</span></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Parece que os eventos climáticos reais estão começando a chegar perto do ponto de ruptura. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 18.0px; font: 12.0px Helvetica;">
<address><span style="letter-spacing: 0.0px;">(Sérgio Abranches)</span></address>
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