Sérgio Abranches
Rascunho da Agenda para a Rio+20 divulgado esta semana, que será discutido na ONU, em Nova York, entre 25 e 27 de janeiro, é pouco específico, não contém metas objetivas, quantificadas e com prazos e não aborda o desafio da sustentabilidade de forma coerente. A mudança climática está ausente do documento, apesar de ser o desafio central de qualquer programa de desenvolvimento sustentável neste século. A razão fundamental a justificar a transição para uma economia verde, de baixo carbono, é a mudança climática. Ao não fazer essa conexão crítica, o documento perde coerência e consistência científica. Leia Mais »
Sérgio Abranches
O Canadá anunciou ontem sua saída do Protocolo de Quioto, após ter se recusado a participar de seu segundo período de compromissos, definido em Durban no domingo passado. Leia Mais »
O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), que fornece a formuladores de políticas públicas o estado atual da ciência do clima, divulgou hoje uma declaração sobre o resultado da COP17, em Durban. Mostra preocupação com a decisão de “adotar um acordo legal universal sobre mudança climática o mais rápido possível, mas não depois de 2015, para vigorar em 2020.” O acordo de Durban reafirma a decisão de rever os compromissos de Copenhague/Cancún de reduzir as emissões à luz do próxio relatório do IPCC, a ser divulgado em 2013. O IPCC foi consultado sobre que impacto esses acordos terão no aquecimento global. “Deve-se adotar ações rapidamente para cortar as emissões para evitar uma elevação destrutiva nas temperaturas mundiais, mostram os resultados do Painel do Clima.”
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A Plataforma de Durban foi aprovada perto das seis horas da manhã de domingo, na mais longa Conferência das Partes da Convenção do Clima, a COP17. Nada mudou nas políticas concretas para redução de emissões de gases estufa ou de conversão da economia globla para modelos de baixo carbono. Mas representou inédito avanço político, que pode começar a mudar o rumo das políticas para mudança climática a partir de 2015. Neste ano, os negociadores acordaram aprovar um novo acordo, com força legal, que inlcua a todos os países, para vigorar a partir de 2020. Também concordaram em fazer a revisão das metas de redução apresentadas em Copenhague, em 2009 e oficializadas em Cancún, em 2010, para ajustá-las ao objeto de manter o aquecimento global nas imediações dos 2 graus Celsius. Leia Mais »
Negociadores começam a afinar o discurso e as nuances em suas declarações vão indicando os contornos do acordo que pode ser fechado aqui em Durban. Leia Mais »
Sérgio Abranches, de Durban
O Brasil foi convidado pela presidente da COP17, a ministra sul-africana das Relações Exteriores, Maite Emily Nkoana-Mashabane para ser parte de um pequeno grupo de países para atuar como facilitadores na preparação do acordo que será levado à decisão da plenária da COP17, informou o embaixador Luiz Alberto Figueiredo. É um sinal de que as negociações estão entrando na reta final, mas há questões que ainda exigirão muito empenho e criatividade dos negociadores. Leia Mais »