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	<title>Ecopolitica &#187; PMDB</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
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		<title>A “peemedebização” da política brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 15:20:29 +0000</pubDate>
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Sérgio Abranches
A mentalidade típica do PMDB domina a política brasileira em praticamente todo seu espectro partidário. É a marca da política sem ideias ou ideais, voltada apenas para o controle dos cargos partidários, como trampolim para a conquista de cargos nos governos, nos três níveis da federação. Nos últimos encontros do PT, a disputa em [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;">Sérgio Abranches</p>
<p>A mentalidade típica do PMDB domina a política brasileira em praticamente todo seu espectro partidário. É a marca da política sem ideias ou ideais, voltada apenas para o controle dos cargos partidários, como trampolim para a conquista de cargos nos governos, nos três níveis da federação. Nos últimos encontros do PT, a disputa em torno de teses programáticas cedeu lugar à competição pelos cargos no partido e no governo. A convenção do PSDB foi marcada por um impasse em torno de cargos. Os dois partidos estão se peemedebizando.<span id="more-2132"></span></p>
<p>A convenção do PSDB no final da semana, da mesma forma que a última convenção do PT revelou essa preocupante transformação. Os dois partidos que controlaram a presidência por praticamente duas décadas, do final do século passado até pelo menos a metade da segunda década deste século, estão ficando iguais ao PMDB. Condomínios de facções e lideranças regionais, voltadas para a disputa de cargos, sem projeto político, econômico e social para o futuro do país.</p>
<p>O PMDB nasceu de um partido, o MDB, que tinha um projeto: a transição democrática. Criado pelos militares para ser oposição bem comportada, sempre teve suas alas rebeldes, que desafiavam os limites do consentimento militar, para fazer oposição mais dura. Muitos foram ceifados pelas repetidas e numerosas listas de cassações, presos, exilados. Na média, o MDB acabou mesmo sendo o partido da saída negociada do regime militar. Cumpriu um papel histórico importante, eu diria até necessário, dadas as circunstâncias e o contexto.</p>
<p><strong>A “peemedebização” do PMDB</strong></p>
<p>O MDB se transformou em PMDB, ainda na fase da chamada “abertura” do regime militar, oito anos antes da Constituinte de 1988. Essa mudança, forçada pelos militares, não foi apenas a adição de um “P” ao nome da legenda. O partido ia estreitando seu campo de visão política, incorporou, meio na marra, setores mais clientelistas e menos programáticos. Simultaneamente começavam a surgir as alternativas: PT (1980), PDT (1981 data do registro no TSE), PSDB (1988).</p>
<p>Entre 1980 e 1988, o partido ainda abrigava sob seu generoso guarda-chuva lideranças e intelectuais que vislumbravam uma nova política para o país, depurada dos vícios da Segunda República (1945-1964) e que se situavam em algum ponto da centro-esquerda no gradiente político brasileiro, que nunca foi muito forte em ideologias partidárias. Eram herdeiros das legendas mais progressistas de classe média do passado pré-militar, caracterizadas por terem mais intelectuais e lideranças políticas de apoio social difuso, que seguidores e militantes. O PT surgia, como os partidos social-democratas europeus, com forte enraizamento do movimento do operariado do setor metal-mecânico em aliança com lideranças oriundas das classes médias e dos meios intelectuais.</p>
<p>O MDB/PMDB dos anos 1980 foi o partido da transição e da Constituinte. Depois disso se tornou em condomínio de facções regionais. O grupo dissidente dessa vertente clientelista é cada vez menor. Foi nos dois pólos da centro-esquerda, PT e PSDB, que surgiram as duas propostas rivais para a transição democrática brasileira, “pós-Constituinte”. Não por acaso, na célebre entrevista a Míriam Leitão para a revista Playboy, de 1984, Fernando Henrique Cardoso vaticinou que havia duas lideranças dessa nova política que chegariam à Presidência: ele mesmo e Lula. A entrevista ficou imerecidamente conhecida pela frase relativamente banal sobre maconha, usada com astúcia e má fé por Jânio Quadros na campanha para a prefeitura de São Paulo. Seus maiores méritos, entretanto, estavam na visão prospectiva da política brasileira, que já ali apontava tendências que se confirmariam muitos anos depois.</p>
<p><strong>PSDB e PT na consolidação da Terceira República</strong></p>
<p>Pode-se discordar do PSDB e do PT, mas o fato histórico inarredável é que ambos exerceram papel fundamental na consolidação da Terceira República no Brasil. O PSDB modernizou a economia brasileira e coroou, com muito méritos próprios, o processo de estabilização, que erradicou a hiperinflação indexada de nossa vida econômica. O extraordinário relato de Míriam Leitão em seu novo livro, Saga Brasileira: A Longa Luta de um Povo por sua Moeda, demonstra o valor histórico e estrutural desse esforço de vários governos. Não por acaso, Lula, ao assumir o governo da República, manteve as bases de continuidade da estabilidade monetária.</p>
<p>Mas a principal contribuição de seu governo, como disse recentemente com muito acerto Wanderley Guilherme dos Santos, foi expandir vigorosamente a política de transferência de rendas, promovendo a superação do que ele caracterizou como “cidadania regulada”. Cidadania regulada pela carteira de trabalho. Os programas sociais focalizados, voltados para os efetivamente destituídos, asseguram ao maior número de brasileiros pobres o  mínimo indispensável à observância dos direitos sociais da cidadania. Ainda há resquícios da cidadania regulada na Previdência, no Seguro Desemprego e no FGTS. Mas, na política social, ela o Bolsa Família levou à sua superação definitiva. Com na política de estabilização, esse processo teve a participação de outros governos. O programa bolsa-escola, no plano local de estadual e o Comunidade Solidária, conduzido por Ruth Cardoso no governo do PSDB, que adotou o bolsa-escola no plano federal, foram precursores. Mas inegavelmente foi com o alcance do Bolsa Família, que se chegou à efetiva superação da cidadania regulada oriunda do varguismo.</p>
<p><strong>Esvaziamento</strong></p>
<p>PSDB e PT perderam, porém, o fio da meada programática ao passarem pelo governo federal. O PSDB deixou o governo e jamais soube exercer o papel de oposição. Principalmente, o papel essencial de preparar proposta alternativa, voltada para o futuro, que vá além do que foram os governos anteriores e que desse novos em mais largos passos para levar a cabo o processo de modernização inacabada do país. Educação, ciência e tecnologia, mudança climática, reformas institucionais que permitam aperfeiçoar e aprofundar a democracia, mecanismos anti-corrupção e de controle ético da política, para mencionar alguns temas essenciais. O PT, que exerceu oposição dura e com propostas alternativas, ao chegar ao governo perdeu a capacidade de formulação. O partido cedeu sua autonomia de pensamento ao governo de coalizão voltado para o controle de cargos e sob domínio moral do peemedebismo.</p>
<p>Chega a ser patético que o ponto de impasse no PSDB tenha sido a disputa pela presidência do Instituto Teotônio Vilela, supostamente o braço de pesquisa e formulação de políticas do partido. Mas há muito não se vê qualquer contribuição relevante do ITV. O que ele tem de interesse para os políticos, no momento, é um percentual dos recursos do fundo partidário, sala em anexo do Senado em Brasília e staff. Aparentemente é o que estava em disputa. Porque não se viu em discussão proposta de agenda de temas e problemas que deveria tratar para ser mais efetivo em sua finalidade específica.</p>
<p>Esse trânsito do PT e do PSDB da política de afirmação de teses para a política de ocupação de cargos marca a peemedebização de ambos. Sem base em políticas públicas consistentes e abrangentes, a disputa por cargos vira um meio para desenvolver clientelas, conquistar cabos eleitorais e chefes de currais eleitorais. É essa busca que dá força, por exemplo, a grupamentos transpartidários como o dos ruralistas. É esse tipo de “prêmio” que faz bancadas sem orientação própria aderirem a propostas como a de mudança do Código Florestal, que não constituem política pública. São só instrumento para realizar os interesses privados desses grupos.</p>
<p>Esses ex-partidos, como o PMDB, transformados em condomínios de interesses de facções políticas ou regionais, não têm capacidade de formular políticas. Só de partilhar cargos e verbas para apropriação dos condôminos para seu benefício pessoal e dos grupos de interesses a eles associados. A noção de “grupos de interesses” tem sido interpretada como se fosse sinônimo de grupos econômicos. Não é. Um grupo de interesse pode ser uma facção partidária ou política, um setor sindical, um determinado setor da sociedade. Qualquer grupo que tenha interesses comuns que, quando atendidos, permite-lhes a apropriação privilegiada de benefícios gerados pelo estado ou pela política.</p>
<p><strong>Caminhos para a renovação partidária</strong></p>
<p>Esse processo de exaustão do ânimo programático, de afrouxamento ético e de perda de consistência dos partidos é mais comum do que se imagina. Basta ver o que se passa com a social democracia alemã, o SDP, com o Trabalhismo inglês ou com o PSOE espanhol. Tudo indica que, à exceção dos Estados Unidos, os partidos nas sociedades democráticas tendem a viver esses ciclos de renovação e exaustão programática.</p>
<p>A história mostra que há dois caminhos para a revitalização da estrutura partidária, diante desse estiolamento dos partidos. Um deles, mais infrequente e geralmente associado a momentos de transição política e estrutural, é o surgimento de novas legendas, como alternativas à velha ordem partidária. Foi em parte o que aconteceu no Brasil nos anos 1980.</p>
<p>O outro, mais frequente, é a renovação por dentro, conduzida por lideranças inconformadas e capazes de formular uma nova plataforma programática para o partido. Foi o que aconteceu com o partido Trabalhista inglês, com Tony Blair e sua terceira via e que lhe valeu longa permanência no poder. No caso, Blair trouxe o partido da esquerda para a centro-esquerda mais liberal. O mesmo ocorreu no PSOE, com Felipe González. Ambos, não por acaso, estão novamente em crise. No caso inglês, os Conservadores capturaram a agenda liberal dos Trabalhistas e lhe deram uma roupagem neo-conservadora. Com o descontentamento gerado pela crise econômica, os Trabalhistas perderam voto, mas os Conservadores não avançaram na mesma proporção. O eleitorado se dividiu e fortaleceu, ao que parece temporariamente, os Liberal-Democratas, forçando uma coalizão inédita. Na Espanha a falta de alternativas está levando a uma rebelião dos jovens que pode ter repercussões bastante mais profundas do que se imagina.</p>
<p>No Brasil, os sintomas de busca de alternativas por parte do eleitorado são claros. A campanha presidencial da candidata do PSOL, Heloísa Helena, em 2006, foi o primeiro. Apesar de, ao final, ter conseguido apenas 7% dos votos, nas pesquisas ela apareceu bastante mais forte, enquanto manteve um discurso mais forte de denúncia política. O segundo sinal foi bastante mais incisivo. Os quase 20% de votos dados a Marina Silva mostraram um desejo de renovação política muito mais articulado e disseminado na sociedade.</p>
<p>Difícil dizer o futuro. Mas uma coisa é certa. Com essa peemedebização da política, o Brasil não será capaz de resolver os graves impasses para realmente avançar ao longo deste século. A crise partidária tende a se tornar uma crise política e a crise política pode alimentar uma crise econômico-social. Se a alternativa não aparecer nesse período de esvaziamento dos partidos dominantes, pode muito bem surgir nas outras crises mais graves e mais custosas.</p>
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		<title>Brasil entra em período de grandes mudanças políticas depois das eleições</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 00:12:12 +0000</pubDate>
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Sérgio Abranches
A vitória, esperada, de Dilma Roussef, representa uma transição de grande significado no PT. Pela primeira vez, Lula não estará nem disputando espaço com o governo como oposição, nem governando. O PSDB também viverá grandes mudanças, com o esgotamento do potencial presidencial de seu setor paulista, até agora hegemônico.
A eleição de Dilma Rousseff confirma [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>A vitória, esperada, de Dilma Roussef, representa uma transição de grande significado no PT. Pela primeira vez, Lula não estará nem disputando espaço com o governo como oposição, nem governando. O PSDB também viverá grandes mudanças, com o esgotamento do potencial presidencial de seu setor paulista, até agora hegemônico.<span id="more-1264"></span></p>
<p>A eleição de Dilma Rousseff confirma as expectativas sobre seu favoritismo, mas cria mais incógnitas sobre como será sua presidência, do que clareza a respeito dos rumos de seu governo. Durante a campanha, ela pouco revelou de suas preferências e seus compromissos, em relação à agenda concreta que a espera no Palácio do Planalto. Ela falou de suas convicções sobre que modelo econômico considera mais adequado. Esse modelo tem muito estado e muito subsídio e exigiria um quadro fiscal que não estará disponível. Falou pouco de sua disposição a abortar a crise fiscal que o governo Lula armou, especialmente nos últimos dois anos, com grande expansão do gasto público e endividamento interno.</p>
<p>No seu primeiro pronunciamento ressaltou mais aquelas convicções &#8211; de intervenção estatal e regulação &#8211; e de uma orientação “para dentro”, do que das ações econômicas concretas que serão exigidas dela pela nova conjuntura. Mas sinalizou suas resistências à ideia de ajuste fiscal.</p>
<p>O mundo e o Brasil estão entrando em um período de stress econômico, político e social, que substitui, ciclicamente, o período de expansão e mobilidade que marcou a última década e beneficiou muito o governo Lula. Dificilmente será assim, no governo Dilma. O principal desafio da nova presidente será definir sua equipe econômica e seus planos para enfrentar esse ciclo mais duro, que pode tomar todo o seu mandato.</p>
<p>A presidente Dilma Roussef enfrentará um grande desafio na gestão desse período de stress econômico doméstico e mundial, que exigirá equilíbrio e capacidade de gestão macro-econômica prudencial. Também terá um portentoso desafio político, para articular e liderar uma coalizão heterogênea, cuja maioria clientelista tem enorme apetite por verbas e cargos. O PMDB nunca esteve em posição tão forte em um governo, como estará no governo Dilma. Esse partido é um condomínio ingovernável de caciques regionais e locais. Michel Temer só conseguiu domá-lo exatamente por causa da expectativa desse poder ampliado. A coalizão da presidente Dilma Rousseff pode dar sinais de rivalidade e competição internas logo na montagem do ministério. Não está claro que ela tenha instinto político suficiente para compensar sua falta de experiência, para lidar com uma coalizão complexa como esta. Também não há, no seu entorno, nenhuma personalidade que tenha capacidade comprovada de articulação parlamentar para apoiá-la. O próprio presidente Lula teve muitas dificuldades de articulação política e parlamentar. A própria crise do mensalão esteve na base dessas dificuldades.</p>
<p>O PSDB, ainda aturdido com a terceira derrota seguida, terá que se repensar integralmente. O partido passou a última década sem idéias consistentes, sem programa claro, sem se caracterizar como alternativa de poder. Tampouco exerceu oposição, principalmente no segundo mandato do presidente Lula, que o manteve partido no córner, imobilizado, com sua acachapante popularidade.</p>
<p>A derrota mostra, entre outras coisas, que candidatos saídos diretamente do sistema político de São Paulo não passam no Nordeste. Serra, nas duas tentativas, e Alckmin, em 2006, sentiram isso na carne. Fernando Henrique passou no Nordeste não apenas por causa do Plano Real, mas também porque construiu uma imagem de político nacional. Saiu do Senado, não do governo do estado de São Paulo, ou da prefeitura paulistana. Além disso, se beneficiou do fato de ser carioca de nascimento e, de família militar, ter morado em várias partes do país.</p>
<p>Essas eleições encerram a hegemonia do grupo paulista fundador do partido. Haverá uma transição de poder, para fora do eixo paulista, mesmo com Alckmin no governo do estado. O novo eixo passará a ser Minas Gerais, com Aécio Neves no Senado e seu sucessor Anastasia no governo do estado. Ele passará por Goiás, com Marconi Perillo, eleito novamente governador, derrotando o PMDB e Lula, e pelo Paraná, com a liderança emergente de Beto Richa, eleito governador no primeiro turno.</p>
<p>A rearticulação do PSDB se fará, principalmente, pelo eixo federativo, onde mostrou força, elegendo 7 governadores. Não é apenas uma mudança regional do eixo do poder. É uma mudança de geração &#8211; a segunda geração do partido &#8211; de estilo e de visões. É uma transição de poder para uma nova geração e novas forças e uma difusão do poder. O poder, antes concentrado em São Paulo, vai se descentralizar. O PSDB tende a se federalizar. Ainda não está claro o que essa transformação representará para o partido e se definirá um perfil mais combativo de oposição durante a gestão da presidente Dilma Rousseff. Aécio Neves se manifestou antes de José Serra, cumprimentando a presidente eleita e se posicionando como líder da oposição. A transição já está em curso. Ela terá que amadurecer rapidamente, para enfrentar os pleitos presidencial e parlamentares de 2014.</p>
<p>No PT, Dilma Rousseff, embora deva sua presidência ao lulismo, não tem condições de ser sua herdeira efetiva. Até porque, Lula continuará atuando politicamente, como já disse que fará. Lula era maior que o PT. Dilma é menor que o partido e caudatária da popularidade de Lula. Em menos de um ano de governo, sua popularidade já dependerá de seu desempenho como presidente. Como a oposição estará em reorganização e transição de poder, os principais problemas da presidente serão na sua própria coalizão. Primeiro, no seu relacionamento com o PT e o PMDB. Segundo, na administração da relação entre PT e PMDB, que tende a ser competitiva e tensa.</p>
<p>Em síntese, o Brasil inaugura, junto com a nova década do século 21, uma nova fase de sua história política, com Lula ex-presidente &#8211; e não está claro ainda o que isso significará &#8211; e o poder partidário se transferindo do PSDB paulista, até agora hegemônico, para outras lideranças.</p>
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		<title>Notas sobre a Conjuntura Política</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 16:24:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
A conjuntura política vai se complicando com a proximidade das eleições. Há uma boa chance de que essas eleições não sejam tão triviais como acham alguns. O quadro pode ficar bastante complexo.

Minas maliciosa
O anúncio da candidatura de Itamar Franco ao Senado, pelo PPS de Minas Gerais, está agitando os partidos e os políticos. Provocou [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>A conjuntura política vai se complicando com a proximidade das eleições. Há uma boa chance de que essas eleições não sejam tão triviais como acham alguns. O quadro pode ficar bastante complexo.</p>
<p><span id="more-833"></span><strong></strong></p>
<p><strong>Minas maliciosa</strong><br />
O anúncio da candidatura de Itamar Franco ao Senado, pelo PPS de Minas Gerais, está agitando os partidos e os políticos. Provocou uma onda de conversas ao pé do ouvido, rumores e especulações no estado.</p>
<p>Não há como Itamar ter tomado essa decisão sem consultar o governador Aécio Neves (PSDB-MG). Nem o PPS faria o convite sem consultar o governador. Aécio tem garantida uma das duas vagas ao Senado. É imbatível. Mas isso não significa que vá realmente concorrer.</p>
<p>Com Itamar no páreo serão três possíveis candidatos fortes para duas vagas, porque o vice, José Alencar disse que pretende disputar também. Informações da família são de que está bem de saúde o suficiente para enfrentar a campanha. Mas ainda pode haver outros candidatos fortes, dependendo das definições para as vagas à candidatura ao governo do estado. Se o PT escolher Fernando Pimentel (PT-MG), o ministro Patrus Ananias (PT-MG) pode querer tentar uma vaga no Senado. Se Patrus sair para governador, Pimentel pode querer o Senado. Se o PT não se acertar com o PMDB, o ministro Hélio Costa (PMDB-MG), também pode querer a vaga.</p>
<p>Itamar diz que disputará ao lado de Aécio. Fariam uma dobradinha para tentar ficar com as duas vagas entre eles. Tem uma boa chance de dar certo. Mas Aécio pode ainda sair candidato a vice, numa chapa puro sangue com José Serra (PSDB-SP). Tudo ainda pode acontecer até março, abril. Mas o quadro geral está ficando cada vez mais complexo.</p>
<p><strong>Partidos divididos</strong><br />
Esta poderá ser uma eleição de partidos divididos. O PMDB se dividirá irremediavelmente e a divisão será ainda maior se o PT bloquear Michel Temer (PMDB-SP) para vice de Dilma Roussef (PT-RS). O apoio oficial do PMDB à candidatura governista ainda não está garantido.</p>
<p>O PT, pela primeira vez, terá defecções: uma parte dele votará em Marina Silva (PV-AC) no primeiro turno. Também há muita fricção interna por causa da intervenção do presidente Lula na disputa paulista. Lula quer porque quer Ciro Gomes (PPS-SP/CE) candidato ao Palácio Bandeirantes. Mas ele não tem base, nem prestígio eleitoral em São Paulo. Ninguém no PT paulista realmente deseja Ciro como candidato. Todos querem candidatura própria.</p>
<p>Marta Suplicy (PT-SP) tem o maior número de apoios e a melhor posição competitiva, embora Geraldo Alckmin (PSDB-SP) seja o favorito. O problema é que o PSDB anda tão atrapalhado e dividido, que pode escolher outro nome, abrindo caminho para uma vitória petista. Lula disse que se não for Ciro, quer Aloízio Mercadante (PT-SP). Mercadante tem menos apoio e menos competitividade que Marta, mas não é um candidato fraco, sobretudo se Alckmin for preterido. Antonio Palocci também tem sido falado. É o mais fraco dos três eleitoralmente.</p>
<p>O PDT vai se dividir. Uma parte apoiará Dilma, outra não. Apesar do apoio oferecido ontem pelo ministro Carlos Luppi (PDT-RJ) presidente licenciado do partido.</p>
<p>Dependendo de como Lula conduza essa questão da candidatura de Ciro Gomes e do comportamento do PT paulista, o PSB pode também se dividir.</p>
<p><strong>Lula transformou Ciro em problema</strong><br />
O presidente Lula pode ser bom de voto e gênio de comunicação e mobilização de massas. Mas isso não faz dele, necessariamente, bom estrategista eleitoral. Duas de suas insistências não levam necessariamente a boa estratégia.</p>
<p>Primeiro, a idéia da polarização. Pode funcionar a favor ou contra. Não se força um voto plebiscitário. É o eleitor que define a natureza do voto. Quando cair a ficha de que Lula está saindo do governo, o cálculo do eleitor vai mudar em direção que ainda não é totalmente previsível. Incorrer em custos políticos muito altos para forçar a polarização e tentar gerar uma campanha plebiscitária pode ser má estratégia eleitoral e ainda prejudicar fortemente a governabilidade futura, no caso de muita polarização e vitória do governismo.</p>
<p>Segundo, a insistência em tirar Ciro Gomes da disputa presidencial e forçá-lo a concorrer ao governo de São Paulo. Dois problemas aqui. Quando se olha as pesquisas por dentro, apesar de toda a inimizade, o que os dados mostram é que Ciro tem mais interseção no eleitorado de Serra do que no de Dilma. Lula acha que Ciro tira votos do governismo, mas ele tira votos mesmo é de Serra. Fica difícil entender a lógica do veto à candidatura de Ciro. E se houver algum contratempo com a candidatura de Dilma? O governismo ficará sem alternativa? Se ela não crescer o suficiente, se a polarização não ocorrer, sem Ciro, a oposição poderia ganhar no primeiro turno. Aliás foi argumento parecido que o PSB usou para argumentar com Lula.</p>
<p>O outro problema é com São Paulo. Como disse acima, nenhum petista quer Ciro Gomes candidato. Ciro não é competitivo no estado. É mais fraco que Marta e Mercadante.</p>
<p>O melhor momento para uma candidatura presidencial de Ciro Gomes é este. Melhor do que em suas outras tentativas. Deve ser difícil para ele e para o PSB deixar passar essa oportunidade.</p>
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		<title>Lula não voltará ao governo inteiramente: ficará em campanha.</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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O presidente Lula já está subjetivamente em campanha. Tem dedicado cada vez mais tempo de sua agenda pessoal à discussão político-partidária e de estratégia eleitoral, contatos com partidos e lideranças. 
Sérgio Abranches
A parcela de sua agenda pessoal destinada a assuntos de governo está ficando mais reduzida e se concentra muito nos temas de impacto eleitoral. [...]]]></description>
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente Lula já está subjetivamente em campanha. Tem dedicado cada vez mais tempo de sua agenda pessoal à discussão político-partidária e de estratégia eleitoral, contatos com partidos e lideranças. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-382"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A parcela de sua agenda pessoal destinada a assuntos de governo está ficando mais reduzida e se concentra muito nos temas de impacto eleitoral. Copenhague e meio ambiente entraram na agenda por causa da candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC).</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente tem conseguido vitórias momentâneas com toda essa articulação. Está mantendo os partidos da coalizão aglutinados em torno da candidatura que propôs para sua sucessão. A exceção, até agora, é o PSB. Mas ele já conseguiu convencer Ciro Gomes (PSB-CE/SP) a mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo. Os fundamentos reais dessa mudança até agora não foram elucidados. Na cabeça de Lula, parece simples: desejaria ver Ciro disputando o governo do estado, para bater em José Serra (PSDB-SP), criticar seu governo, contribuir para a polarização que ele tanto deseja e deixar o caminho livre para Dilma Roussef (PT-RS). Mas o PT quer ter candidato próprio. O lulismo não consegue emplacar todas. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Não está claro é o que Ciro Gomes quer. Ele diz que pretende disputar a presidência, mas que é fiel a Lula. As duas coisas parecem incompatíveis. O presidente já disse que quer uma só candidatura “da base” à presidência e é Dilma. Lula insiste em polarizar com FHC, o que parece mais um problema de fixação obsessivo-compulsiva, que uma estratégia sustentada em dados efetivos. O eleitor já não se lembra de FHC. O eleitorado não está, pelas pesquisas, polarizado, está fragmentado. E é possível que essa fragmentação aumente. É pouco provável que o presidente consiga persuadir o PT a apoiar Ciro para o governo do estado. É pouco provável que Ciro se torne um candidato competitivo em São Paulo. Pode-se estar imaginando que ele teria apoio do grande eleitorado nordestino do estado, com a ajuda de Lula. Difícil e não passa de especulação. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O que as pesquisas mostram é que Ciro é competitivo para presidente, mas não para governador de São Paulo. Enfim, há quem diga que tudo não passa de uma manobra diversionista combinada entre Lula e Ciro para desorientar ainda mais a oposição. Parece pouco plausível.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Não é preciso fazer nada para desorientar a oposição. Ela está em estado de desorientação desde que recuou no caso do mensalão, para proteger seus próprios envolvidos em esquemas de caixa 2, e viu Lula se recuperar inteiramente, ser reeleito e manter altos índices de popularidade. Sem projeto, sem visão para o futuro, sem candidato escolhido e sem muita liderança, a oposição está à deriva, enquanto Lula já surfa as ondas precoces da campanha de 2010. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">As principais lideranças da oposição, José Serra (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG), estão de mão amarradas e discurso engasgado, porque são governadores e, por definição, dependentes de recursos federais. A decisão de adiar definições faria sentido se Lula não tivesse posto sua caravana na rua. Com Lula em campo, carregando com certo esforço sua candidata, o silêncio e a inação da oposição deixam enorme espaço vazio no processo pré-eleitoral. Em política não existe espaço vazio. Quem abre espaço, perde espaço. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">E recuperar espaço pode ser complicado. Exige enorme capacidade de produção frequente de factóides eficazes, que consigam ampla repercussão na mídia. Lula é o mestre do factóide, embora César Maia (DEM-RJ) ache que foi ele que os inventou. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Esse espaço deixado vazio pela oposição pode ser ocupado por Dilma Roussef (PT-RS), mas pode também ser aproveitado por Ciro Gomes e, até mesmo, por Marina Silva, se ela emergir e também colocar sua caravana na rua. Por enquanto, a candidatura tem e resumido às passeatas festivas na Zona Sul do Rio de Janeiro, vistosas e ineficazes. Ciro já ocupa parte desse espaço com esse factóide sobre o que está pensando fazer: dá declarações ambivalentes, sobe no palanque de Dilma, ataca o aliado preferencial de Lula, o PMDB, e vai avançando. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Resumo da ópera. Lula continua a comandar a agenda eleitoral. Está definindo os termos do debate e deixando a oposição no córner. Se não sair do córner a oposição vai acabar forçada a uma campanha reativa. Campanhas reativas são sempre perdedoras. As dúvidas ficam por conta de Ciro Gomes e Marina Silva. </span></p>
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		<title>O Brasil se prepara para a mais competitiva eleição geral em 15 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 22:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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O troca-troca de partidos, as novas filiações e a identificação das lideranças que atraem novos filiados indicam fragmentação e competição em 2010.
Sérgio Abranches
Chegando perto da data limite estabelecida pela legislação eleitoral para troca de legenda ou filiação original, para garantir a elegibilidade em 2010, está havendo verdadeiro corre-corre. Já dá para perceber quem está ganhando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O troca-troca de partidos, as novas filiações e a identificação das lideranças que atraem novos filiados indicam fragmentação e competição em 2010.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-306"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Chegando perto da <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/09/21/eleicao-de-2010-comeca-oficialmente-no-dia-3-de-outubro/"><span style="text-decoration: underline;">data limite</span></a> estabelecida pela legislação eleitoral para troca de legenda ou filiação original, para garantir a elegibilidade em 2010, está havendo verdadeiro corre-corre. Já dá para perceber quem está ganhando e quem está perdendo. Mas o mais importante é ver que o movimento dos políticos não está concentrado em um ou outro partido, mas mais aberto. Isso é sinal de eleição fragmentada e não polarizada. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles anninciou, sua <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/01/meirelles-no-pmdb-de-goias/"><span style="text-decoration: underline;">filiação ao PMDB</span></a>. Mas o PMDB está saindo em desvantagem do troca-troca de última hora. Perdeu mais que ganhou e o único nome realmente de peso que atraiu foi o de Meirelles.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O chanceler Celso Amorim, um dos autores da desastrada operação de refúgio de Manuel Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, anunciou sua filiação ao PT.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Mas o PT, também sai em desvantagem do troca-troca. Perdeu lideranças e nomes de grande representatividade de sua galeria de políticos mais comprometidos com a ética, como Marina Silva, agora no PV, e Flávio Arns, que retorna ao PSDB. Ambos saíram fortemente prejudicados da operação de blindagem ao senador José Sarney. Mas, sem dúvida, o maior <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/20/a-democracia-gotica-brasileira-um-espetaculo-surreal/"><span style="text-decoration: underline;">ônus dessa operação</span></a> de proteção ao clã de Sarney, diretamente conduzida pelo presidente Lula, recai sobre o PT. Afinal, o PMDB tem vários grupos regionais em seu condomínio com o mesmo padrão comportamento dos Sarney. Como dizia Márcio Moreira Alves, é um partido com um padrão moral bastante homogêneo. As exceções não conseguem alterar a média, a moda ou a mediana do partido nesse plano.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Lula joga tudo para ter o PMDB na coligação de Dilma Roussef. Vai cometer o erro que José Serra cometeu em 2002: confiar na <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/09/28/pmdb-nao-se-unira-em-torno-de-candidatura-alguma-lula-paga-preco-alto-demais/"><span style="text-decoration: underline;">improvável lealdade eleitoral</span></a> do partido. Várias lideranças do partido já estão fechadas com José Serra (PSDB-SP), por exemplo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">As filiações mais notáveis fora obtidas pelo PV.Notáveis porque já mostram a marca da liderança da senadora Marina Silva no partido. É o “<a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/10/o-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb/"><span style="text-decoration: underline;">fator Marina</span></a>” em operação. As adesões da última quarta-feira, 29.09, não foram ao PV, mas à candidatura de Marina Silva à presidência. Assinaram a ficha do partido para ficar ao lado de Marina, figuras expressivas como, entre várias outras, o empresário Guilherme Leal, co-presidente do conselho de administração da Natura; Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos; o diretor executivo da Klabin e presidente da SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin; o presidente do maior moinho de papel artístico artesanal da América Latina, o Moinho Brasil; Fernando Garnero, da Brasilinvest.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Guilherme Leal tem sido falado para vice-presidente na chapa de Marina Silva, operando como uma espécie de aval empresarial de sua candidatura. Talvez ela precise mais de <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/17/marina-silva-candidata-e-coisa-para-se-levar-a-serio/"><span style="text-decoration: underline;">suporte político-eleitoral</span></a>, para ampliar sua penetração em determinadas áreas do país e fazer alianças que lhe dêem mais tempo de televisão, do que se aval empresarial.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Afinal, a presença de Marina Silva e desses aliados peso-pesados do setor empresarial, já representam uma mudança significativa na conformação programática do PV.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><br />
</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Como diz o politólogo inglês Anthony Giddens em seu novo livro, “<a href="http://www.polity.co.uk/book.asp?ref=9780745646923"><span style="text-decoration: underline;">The Politics of Climate Change</span></a>”, o verde não é mais uma outra tonalidade para o vermelho. É fato que a maioria dos partidos verdes saíram do cinturão de “partidos vermelhos”, comunistas ou socialistas.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O caso mais conspícuo é o do Partido Verde Alemão, criado por ex-comunistas e socialistas desiludidos com o comunismo e insatisfeitos com as políticas conservadoras dos social-democratas. Mas, hoje, se diferenciaram significativamente das plataformas dos partidos socialistas e social-democratas, adotando uma agenda mais ampla e mais sistêmica da economia e da sociedade.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O recorte ideológico e programático dos verdes é diferente. Tem como eixo central dois desafios globais e interdependentes que marcam a trajetória futura do século XXI: o da mudança climática  e o da erradicação da miséria. Os verdes não são mais anti-capitalistas, embora sejam fortemente contra o consumismo. Querem novos padrões de produção e consumo, de baixo carbono, que são compatíveis com o modo de produção capitalista, digamos domesticado pela regulação. A idéia é mudar o capitalismo, não substituí-lo por superados modelos socialistas. Pode acabar dando na transição para outro modo de produção, talvez Marx dissesse isso, mas essa não é a teleologia dos novos verdes.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente da FIESP, que é o baluarte do patriciado industrial de São Paulo, embora já tenha sido mais poderosa no passado, Paulo Skaf, filiou-se ao PSB. Ele não tem um traço sequer de socialismo, nem Ciro Gomes, que deve ser o candidato à Presidência, pelo partido. O partido é meio saco de gatos, como a maioria dos partidos brasileiros, mas está ganhando musculatura e tem o segundo colocado nas pesquisas presidenciais, no momento.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Esse troca-troca de legendas e essas novas filiações, todas de última hora, apontam para uma eleição muito competitiva e duramente disputada. Será um teste de stress para todos os candidatos. Pode ser a mais competitiva <a href="http://www.ecopolity.com/2009/09/21/brazil-may-be-heading-for-the-longest-presidential-campaign-of-its-recent-political-history/"><span style="text-decoration: underline;">eleição presidencial</span></a> dos últimos 15 anos. As eleições para a Câmara e o Senado devem ter a maior taxa de renovação das últimas quatro eleições. As eleições estaduais também devem ser muito competitivas. A democracia se nutre da incerteza, assim como das grandes surpresas eleitorais. Só com bola de cristal seria possível dizer se essas eleições surpreenderão na reta final. Mas são as que têm mais chance de surpresas em muito tempo.</span></p>
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		<title>Meirelles no PMDB de Goiás</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 22:02:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles filiou-se ao PMDB, mas diz que só decidirá sobre concorrer ou não a um cargo eletivo em março. 
Sérgio Abranches
É pouco provável que Meirelles tenha se filiado apenas para garantir a possibilidade de vir a se candidatar, se assim decidir no ano que vem.
 
O mais plausível é [...]]]></description>
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<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles filiou-se ao PMDB, mas diz que só decidirá sobre concorrer ou não a um cargo eletivo em março. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-303"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É pouco provável que Meirelles tenha se filiado apenas para garantir a possibilidade de vir a se candidatar, se assim decidir no ano que vem.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O mais plausível é que já tenha se decidido a deixar o BC para se candidatar, mas não anunciará a decisão até março. Dessa forma, mantém por mais tempo a continuidade garantida da política monetária e se dá tempo, também, para articular a candidatura ao cargo que mais o atrai em seu estado de Goiás.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Aparentemente, a escolha do PMDB teve o dedo do presidente Lula. Ele preferia que Meirelles não deixasse o BC e esperasse a vitória de Dilma Roussef, para ocupar cargo de destaque no novo governo. Aposta arriscada. Dilma Roussef não é favorita para 2010. Além disso, a fama de seus rompantes de irritação e maus modos, com auxiliares e, até mesmo com colegas de ministério, percorre os corredores do Planalto, da Esplanada dos Ministérios e das estatais. Certamente já passou pelos corredores do BC.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Decidida sua saída da presidência do Banco Central no prazo para desincompatibilização, Lula teria pedido que se filiasse a partido de sua base e teria indicado o PMDB como escolha preferencial. O presidente, como se sabe, está investindo tudo no PMDB. Para ele tirar Meirelles da órbita do PSDB, pelo qual se elegeu deputado, e levá-lo para o condomínio peemedebista é um movimento interessante. O presidente não nutre simpatia pelo senador e ex-governador Marconi Perillo, que patrocinou a entrada de Meirelles na política eleitoral. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O atual governador, Alcides Rodrigues Filho (PP) pode tentar a reeleição. Ele foi eleito em uma coligação apadrinhada por Perillo e da qual o PSDB era o pivô. Perillo se elegeu senador, por essa coligação. Portanto, tem mais quatro anos de mandato. Não tenho informação se os dois têm acordo para o caso de Perillo querer voltar ao governo. Se ele decidir continuar no Senado, o PSDB pode ter, pelo menos, Lúcia Vânia na competição pelo Senado, buscando a renovação de seu mandato. O outro senador goiano é Demóstenes Torres (DEM), que perdeu a eleição para o atual governador. Ele pode tentar renovar o mandato ou disputar novamente o governo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">No PMDB, os dois nomes fortes estão em situação bem distinta. Íris Rezende é prefeito de Goiânia, mas tem manifestado vontade de disputar o governo. Maguito Vilela perdeu o governo do estado no segundo turno para Alcides Rodrigues Filho, por pouco menos de 380 mil votos. É prefeito de Aparecida do Norte e é natural que queira voltar ao Senado. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Nos corredores de Brasília, o que se diz é que Meirelles sonha com o governo do estado. Mas há também quem diga que pode ser convidado para ser vice de Dilma Roussef. O problema é que o deputado e presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que nunca teve boas relações com Lula e o PT, dos quais é aliado recente e há quem diga reticente, tem a expectativa de ser o vice na chapa lulista. Se essa expectativa for frustrada, fica ainda mais <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/09/28/pmdb-nao-se-unira-em-torno-de-candidatura-alguma-lula-paga-preco-alto-demais/"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">difícil manter o PMDB na coligação</span></a>. A inevitável divisão do partido ficaria ainda mais adversa aos planos do presidente Lula. No momento, Temer está em confronto com Orestes Quércia (PMDB-SP), que quer o PMDB ao lado de Serra. Se perder a vaga de vice, não tem por que continuar apoiando a candidatura de Dilma Roussef. Era aliado de Serra antes, pode voltar a sê-lo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Se Íris Rezende quiser mesmo disputar o governo, restaria a Meirelles buscar uma das duas vagas de senador, provavelmente ao lado de &#8211; e em concorrência com &#8211; Maguito Vilela. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É no fechamento dessas articulações que Meireles deve se envolver até a data da desincompatibilização. É um nome de peso e prestígio, embora pouco testado eleitoralmente, mas certamente capaz de levantar a moral do partido no estado. O fato é que o PMDB que já reinou no estado, hoje não tem nem o governo e nenhum senador. Meirelles tem peso específico que lhe permite negociar, com chance, a candidatura que mais desejar.</span></p>
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