﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ecopolitica &#187; novas mídias</title>
	<atom:link href="http://www.ecopolitica.com.br/tag/novas-midias/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.ecopolitica.com.br</link>
	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Sep 2010 18:27:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1-alpha</generator>
		<item>
		<title>Twitter, mudança climática e revolução na mídia</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/06/twitter-mudanca-climatica-e-revolucao-na-midia/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=twitter-mudanca-climatica-e-revolucao-na-midia</link>
		<comments>http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/06/twitter-mudanca-climatica-e-revolucao-na-midia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 19:34:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[COP15]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[convergência de mídias]]></category>
		<category><![CDATA[Copenhague]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[novas mídias]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ecopolitica.com.br/?p=789</guid>
		<description><![CDATA[
			
				
			
		
Um dia, entrei na sala de imprensa do Bella Center, em Copenhague, onde acontecia a Conferência do Clima, e resolvi passear entre as longas mesas.
Sérgio Abranches
Eram mesas largas e compridas, cada uma com capacidade para umas 50 pessoas. E eram muitas. Havia mais de 2000 jornalistas por ali. Passei por várias fileiras, olhando o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2010%2F01%2F06%2Ftwitter-mudanca-climatica-e-revolucao-na-midia%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2010%2F01%2F06%2Ftwitter-mudanca-climatica-e-revolucao-na-midia%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=blog,converg%C3%AAncia+de+m%C3%ADdias,COP15,Copenhague,jornalismo,novas+m%C3%ADdias,Twitter" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>Um dia, entrei na sala de imprensa do Bella Center, em Copenhague, onde acontecia a Conferência do Clima, e resolvi passear entre as longas mesas.</p>
<p>Sérgio Abranches<span id="more-789"></span></p>
<p>Eram mesas largas e compridas, cada uma com capacidade para umas 50 pessoas. E eram muitas. Havia mais de 2000 jornalistas por ali. Passei por várias fileiras, olhando o que as pessoas tinham em suas telas de computador.</p>
<p>Não era um ato gratuito de voyeurismo, embora uma jornalista argentina, que teimava em só falar inglês mesmo com quem falava espanhol, tenha achado que sim. Ela se irritou visivelmente, porque quando passei por ela, estava colocando uma foto do jornalista em frente no Facebook, dizendo que queria ficar com ele. Tapou a tela com as mãos ostensivamente.</p>
<p>Está certo que olhar por trás dos outros é feio e o cara estava com a mulher ao lado, também jornalista. Mas meu objetivo era outro: observar quantas pessoas estavam usando recursos multimídia e de rede social.</p>
<p>O que pude observar é que a maioria usava vídeos e texto. A esmagadora maioria postava em tempo real, em blogs ou em sites de suas empresas jornalísticas e portais de notícias. Quase todos usavam Twitter.</p>
<p>Retornando de Copenhague e ainda me recuperando de uma sinusite com bronquite, provavelmente causadas pelo frio nas vezes que o enfrentei sem agasalho suficiente, vi tuíte dizendo que <a href="http://ow.ly/S0cK">2009 foi o ano</a>&#8230; do Twitter, claro. Certamente foi. Ele explodiu no ano passado, em todos os indicadores: número de contas, números de contas ativas, número de tuítes, replies, retuítes e DMs. <a href="http://news.cnet.com/2702-1023_3-434.html%23featured">Aumentou</a> o número de pessoas que têm no Twitter sua <a href="http://www.leveltendesign.com/blog/colin/rethinking-my-twitter-content-stratgy">plataforma</a> âncora de <a href="http://bits.blogs.nytimes.com/2009/11/10/tweets-are-coming-to-linkedin/">comunicação coletiva</a>, ou de rede social.</p>
<p>Se 2009 foi o ano do Twitter, ele certamente foi também o ano em que o Twitter dominou a cobertura jornalística na Cúpula do Clima. Marcou, igualmente, o seu uso generalizado pelas ONGs e outras organizações que foram à COP15, para realizar eventos paralelos, advogar políticas, ou pressionar, contra ou a favor.</p>
<p>Como observou <a href="http://reportr.net/2009/09/15/foj09-talk-twitter-as-a-system-of-ambient-journalism/">Alfred Hermida</a> (@Hermida)</p>
<p>foi muito rápida a adesão dos jornalistas ao Twitter, provocando quase um frenesi tuiteiro em alguns setores da mídia.</p>
<p>Ele também nota que</p>
<p>O Twitter foi rapidamente adotado nas redações como um mecanismo de distribuir as últimas notícias rapidamente e de forma concisa ou como um recurso para encontrar idéias para matérias, fontes e fatos.</p>
<p>Eu vi isso acontecer na Sala de Imprensa do Bella Center. Tuítes eram usados para para dar aquelas notícias que todos sabiam seriam superadas em matéria de horas, se não minutos; furos cada vez mais efêmeros; para socializar sites e contas de Twitter que eram boas fontes de informação; para dar opinião; para comentar sobre a experiência e o ambiente da cobertura da COP15, que foi <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/12/29/clima-cosmopolita/">inédita</a> sob muitos aspectos. Nesse ambiente, o uso da palavra exclusivo era uma temeridade.</p>
<p>Formou-se uma espécie de Twitter de Babel, um diálogo multi-linguístico continuado e uma experiência de compartilhamento de informação, claro, com filtros (uns mais que outros) e com defecções (todas muito notadas).</p>
<p>O presidente francês Nicolas Sarkozy disseminava suas impressões, informações e idéias por meio de uma conta de Twitter criada especificamente para a COP15: @ElyseeCop15.</p>
<p>O primeiro ministro Gordon Brown usou a conta regular @10DowningStreet para dar suas impressões. Ambas se tornaram fontes muito úteis e largamente consultadas.</p>
<p>Um tuíte típico representando a visão de Sarkozy era assim:</p>
<p>PR: “les difficultés de cette conférence, c&#8217;est la preuve d&#8217;un système onusien à bout de souffle”, about 13 hours ago from Seesmic. (“As dificuldades dessa conferência, prova de que o sistema da ONU perdeu o gás”).</p>
<p>Um tuíte típico expressando o ponto de vista de Gordon Brown era assim:</p>
<p>PM: Negotiations fraught, but determined to get this done. Leaders must put cards on table. 8:12 AM Dec 17th from web (“Negociações ameaçadas, mas determinado a fechá-las. Os líderes precisam pôr as cartas na mesa”).</p>
<p>Quando penso naqueles dias intensos na Sala de Imprensa durante a COP15, uma das imagens mais nítidas que me vêem à mente é a de milhares de jornalistas buscando freneticamente informação, checando, verificando o que conseguiam, por todos os meios possíveis, um grande número compelido a reportar em tempo real.</p>
<p>A intermediação do Twitter tornava essa situação relativamente comum nesse tipo de cobertura, na melhor expressão das formas emergentes daquilo que Hermida chama de jornalismo de ambiente.</p>
<p>(J)ornalismo de ambiente &#8211; um sistema de percepção que oferece meios diversos de coletar, comunicar, compartilhar e apresentar notícias e informações, servindo a diferentes objetivos. O sistema está sempre no ar mas também opera em distintos graus de engajamento e consciência.</p>
<p>A COP15 foi seguramente a primeira na qual o Twitter foi integralmente usado como parte da cobertura jornalística. Imagino que tenha sido também o ápice do blog jornalístico dedicado ao clima. Não tenho evidência coletada disso, mas posso dar o testemunho da minha experiência e observação: obtive mais informação e confirmação de notícias e rumores em blogs do que nos sites da imprensa convencional, exceto nos casos da Reuters e do The Guardian. Claro, estou contando blogs de jornalistas profissionais abrigados em sites da imprensa convencional, como o <a href="http://dotearth.blogs.nytimes.com/">Dot Earth</a> do @Revkin ou o <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/blog">Environment Blog</a> do The Guardian. Mas eles são poucos. A maioria era blog separado da imprensa convencional.</p>
<p>O Twitter foi também um recurso crucial para advogados de políticas climáticas, lobbies, militantes, pro e contra, e ONGs. Eles tinham objetivos distintos da imprensa, mas eram também ótimas fontes de informação. Experientes analistas do Greenpeace foram fundamentais para mim, por exemplo. Também obtive boa informação de profissionais do WWF e da OXFAM.</p>
<p>Uma experiência que achei muito interessante foi o uso feito pelo <a href="http://adoptanegotiator.org/">Adopt a Negotiator</a> da combinação entre blog, Facebook e Twitter. Foi provavelmente muito educativo para os participantes e era também uma boa fonte para os jornalistas.</p>
<p>O Twitter é, hoje, o instrumento mais importante para disseminar informação sobre os militantes ainda presos pela polícia dinamarquesa. É o recurso que permite dar transparência &#8211; uma forma de defesa &#8211; ao que se passa com eles e mobilizar mundo afora protestos pela prisão continuada e demanda por sua soltura.</p>
<p>E o Twitter se tornou um recurso indispensável para a pesquisa e o jornalismo.</p>
<p>De fato, o Twitter pode ser um sério acessório da reportagem. Ele pode ser uma lista viva e palpitante de dicas de fatos, fontes de notícias e idéias para matérias. Ele pode dar acesso instantâneo a pessoas de difícil acesso que são notícia, dado que não há um assessor de relações públicas entre o repórter e um tuíte para uma autoridade governamental ou executivo de uma empresa. Ele pode também ser um instrumento ainda tosco para crowdsourcing. (Paul Farhi &#8211; <a href="http://www.ajr.org/Article.asp?id=4756">The Twitter Explosion</a>, AJR).</p>
<p>Eu mesmo tenho usado o Twitter para marcar entrevistas, confirmar fatos, obter opiniões e dicas com muita frequência. Há uma etiqueta para isso e, fazendo da maneira correta, é um instrumento diferente que realmente funciona melhor do que qualquer outro de que se dispunha anteriormente.</p>
<p>Hashtags foram usados amplamente na cobertura da COP15 via Twitter, mas os principais foram #COP15, #Copenhagen, e #climate.</p>
<p>Hashtags são apenas um dos recursos que dão coerência ao que pode parecer como a Torre de Babel do Twitter (Paul Farhi &#8211; <a href="http://www.ajr.org/Article.asp?id=4756">The Twitter Explosion</a>, AJR)</p>
<p>O fluxo de tuítes com o hashtag #COP15 continua sem parar e permanece como uma boa fonte para jornalistas, militantes, profissionais de políticas públicas e corporativas. O número de bobagens nesses tuítes aumentou, é verdade, mas os que têm relevância e interesse ainda superam esses inúteis. Meu palpite é que o #COP15 vai continuar existindo e digno de nota até se transformar, sem descontinuidade, em #COP16.</p>
<p>Há várias interfaces entre jornalistas, defensores de políticas climáticas e militantes verdes. Um deles é, certamente, o Twitter. Ao mesmo tempo que militantes e defensores de políticas podem ser fontes úteis para os jornalistas, eles são também os mais frequentes visitantes de sites da imprensa convencional e de blogs de notícias, buscando informação agregada, opinião e análise.</p>
<p>Tudo isso significa que o Twitter atrai o tipo de pessoas que a mídia deveria amar &#8211; aquelas que estão interessadas em e engajadas com as notícias. (Paul Farhi &#8211; <a href="http://www.ajr.org/Article.asp?id=4756">The Twitter Explosion</a>, AJR).</p>
<p>Tudo isso é verdade, também, para quem escreve sobre política, cultura, moda, economia, esportes, negócios, tecnologia, comunicação, saúde, ciência e tudo o mais.</p>
<p>Quem continua discutindo se o Twitter vai desbancar os blogs ou outras plataformas de redes sociais e até os sites de notícias em tempo real, está deixando de ver o essencial. O que estamos vendo é maior integração entre eles: o LinkedIn já incorporou o Twitter. O Digg, que já andou às turras com o Twitter, também <a href="http://www.telegraph.co.uk/technology/social-media/6917829/Digg-considering-adding-Twitter-updates.html">estuda incorporar</a> tuítes e posts no Facebook à sua plataforma. Cada um vai se especializar na função em que é melhor e todos comporão uma rede integrada de comunicação coletiva de enorme poder.</p>
<p>A mudança que me fez ver valor real no Twitter ocorreu por volta de um ano atrás, quando as pessoas que eu havia aprendido a conhecer e apreciar por seus escritos em blogs iniciaram conversações no Twitter. Nessa época, eu já era um blogueiro frequente há uns dois anos e vinha dialogando com outros blogueiros por meio de meu próprio blog ou de comentários nos blogs deles. Gradualmente, notei que os diálogos que se davam nos blogs e nos comentários aos blogs estavam se mudando para o Twitter. EU não havia buscado por eles antes no Twitter, mas agora, a maioria deles colocou o nome que usa no Twitter em seus blogs. (Oscar Berg &#8211; <a href="http://ow.ly/S0cK">“Why 2009 was the Year of Twitter”</a>, The Content Economy).</p>
<p>Para alguns objetivos de obtenção de informação, o Twitter é melhor que o RSS. Como o blogueiro Oscar Berg diz, blogs são pessoais e o Twitter é a plataforma coletiva, uma espécie de território comum, ponto de encontro. Twitter, blogs e redes sociais serão elemento centrais na evolução do processo de <a href="http://dannybrown.me/2010/01/04/social-media-in-2010-aggregation-segmentation-and-specialization/">agregação, segmentação e especialização</a> na Webesfera, tanto quanto no mundo da mídia.</p>
<p>Onde nenhum outro recurso compete hoje com o Twitter é no que <a href="http://cloud9media.wordpress.com/2010-trends/2009-year-of-twitter/">Cloud9Media</a> chamou de “magia do tempo real”. Seja na busca em tempo real, seja para furos ou notícias rápidas em tempo real, seja ainda para obter reações em tempo real ou qualquer outra necessidade de informação ou comunicação social instantânea, o Twitter funciona melhor e de forma mais econômica do que qualquer outro recurso disponível.</p>
<p>O Twitter é muito impressionante e é o mais eficiente mecanismo que jamais vi para me permitir examinar em detalhe as correntes de pensamento de pessoas que vivem por todo o mundo. (Vivek Wadhwa &#8211; <a href="http://www.techcrunch.com/2010/01/01/twitter-and-me/">“Twitter and Me! Why It’s The Only Social Media Tool I Use”</a>, TechCrunch).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/06/twitter-mudanca-climatica-e-revolucao-na-midia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>É o público, não é a mídia</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/23/e-o-publico-nao-e-a-midia/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=e-o-publico-nao-e-a-midia</link>
		<comments>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/23/e-o-publico-nao-e-a-midia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 21:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[meme]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>
		<category><![CDATA[novas mídias]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ecopolitica.com.br/?p=399</guid>
		<description><![CDATA[
			
				
			
		
A transformação que vivemos vai muito além da mudança tecnológica. É uma mudança de paradigma.
Sérgio Abranches
A audiência mudou. Antes ela era uma população de leitores, na sua maioria passivos. Agora é uma comunidade de consumidores de informação, e eles gostam dela formatada de acordo com suas preferências e interesses individuais. Uma grande parte lê, agrega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F10%2F23%2Fe-o-publico-nao-e-a-midia%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F10%2F23%2Fe-o-publico-nao-e-a-midia%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=blog,futuro,jornalismo,meme,not%C3%ADcia,novas+m%C3%ADdias,Twitter" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A transformação que vivemos vai muito além da mudança tecnológica. É uma mudança de paradigma.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-399"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A audiência mudou. Antes ela era uma população de leitores, na sua maioria passivos. Agora é uma comunidade de consumidores de informação, e eles gostam dela formatada de acordo com suas preferências e interesses individuais. Uma grande parte lê, agrega e adiciona informação por conta própria. Nosso mundo mudou.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Esse novo tratamento da informação que se pode obter de múltiplas fontes, por meio de uma multiplicidade de mídias, afeta até mesmo a frequência de comentários em blogs e sites de notícias. As pessoas repetem, reagem, refraseiam, revisam e refazem mensagens no Twitter, no Facebook, em outras mídias sociais mais frequentemente que na janela para comentários.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Talvez seja a hora de inverter a famosa frase de McLuhan, “a mídia é a mensagem.” Hoje, a mensagem está formatando a mídia. A mensagem é a mídia.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O Twitter é o melhor exemplo: no começo era para ser apenas um SMS diferente. Uma mídia para transmitir mensagens simples, pessoais ou sobre a vida social das pessoas, em 140 caracteres. Os usuários o transformaram em poderoso recurso de rede social, um transmissor de notícias e idéias. A conversação em curso sobre o futuro da imprensa é um caso exemplar disso. Mas o Twitter cobre praticamente qualquer área de possível interesse do público, com um misto de notícias, memes, opiniões e pesquisa, tudo isso em140 caracteres mais <a href="http://www.buzzmachine.com/2009/08/14/on-the-link-economy/"><span style="text-decoration: underline;">LINKS</span></a> mais RT &#8211; retuítes mais @ &#8211; respostas.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa fórmula foi inventada por usuários ativos, explorando as possibilidades e limites da mídia para difundir a mensagem. Eles inventaram os RTs e reinventaram as @ &#8211; respostas. A diferença crucial que tornou tudo isso possível? Ele é aberto à experimentação, altamente flexível nos seus limites. A mensagem é aberta ao público. Não se dirige a qualquer um em particular. Ninguém precisa pedir permissão para ouvir qualquer um. Todo mundo pode ir à lista pública e ouvir o que qualquer outra pessoa tenha a dizer.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Se alguém gosta do que alguma pessoa está falando passa a seguí-la. Se ela tem algo a dizer sobre o assunto, dá uma @ &#8211; resposta. Se acha que a pessoa está dizendo algo que tem valor em si e deseja se associar ao que foi dito ou espalhar a idéia, faz um <a href="http://www.danah.org/papers/TweetTweetRetweet.pdf"><span style="text-decoration: underline;">RT</span></a>. Tudo diz respeito a formatar a mídia ativamente e a conexões sociais voluntárias e totalmente livres.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O jornalismo era um ecossistema constituído por repórteres e leitores. Esse ecossistema está mudando dramaticamente. O jornalismo está inserido em uma comunidade na qual a definição do que é um autor está sendo tão ampliada a ponto de perder o foco. Há poucos leitores puros nela, no sentido de pessoas que apenas lêem e guardam o que pensam sobre o que leram para si mesmas e um punhado de amigos ou familiares. Mesmo aquelas pessoas que ainda hoje só compartilham seus pensamentos com um pequenino círculo de amigos, esse compartilhamento agora frequentemente se dá online, por meio de uma rede social.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Isso é menos importante que o fato de que um dos lados desse ecossistema mudou totalmente. Ele se tornou uma comunidade conectada por links definidos por preferências auto-definidas sobre informação, conhecimento, entretenimento. Uma comunidade onde o desempenho de papéis mudou radicalmente.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Romancistas se tornaram tuiteiros e estão compartilhando suas preferências pessoais, algumas delas muito reveladoras de suas motivações literárias. @</span><span style="letter-spacing: 0px; text-decoration: underline;">GreatDismal</span><span style="letter-spacing: 0.0px;"> (o ciberescritor William Gibson) mostra sua fascinação por Tóquio, dá sua visão sobre atemporalidade, <span style="letter-spacing: 0.0px;">obtém inteligência para seu próximo livro, revela suas inclinações estéticas. @</span><span style="letter-spacing: 0px; text-decoration: underline;">MargaretAtwood</span><span style="letter-spacing: 0.0px;">, em plena promoção de seu novo livro, The “Year of the Flood”, fala de suas viagens e palestras, faz twitter social, se aproxima de seus leitores. Na Twitteresfera são parte da comunidade aberta e têm o mesmo “status social” que seus fãs e leitores. Alguns, inclusive, têm mais seguidores que eles.</span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Jornalistas falam sobre suas ansiedades sobre o futuro do jornalismo, fazem crítica de jornalismo, obtêm informação, reportam, respondem e retuítam. O jornalista não é mais o repórter solitário, narrando sua matéria a uma audiência anônima somente alcançável por meio do papel impresso. Fala a um público vivo, que pode alcançá-lo, reagir em tempo real, tão real quanto é o tempo com que é alcançado pela notícia. Ele pode inclusive tuitar um evento, dando um furo de reportagem mais rapidamente que a própria imprensa. Acaba de acontecer com o terremoto na Indonésia.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os papéis estão mudando não por causa da mídia, mas porque a audiência, o público, está mudando. Além disso, jornalistas profissionais da grande imprensa não <a href="http://blog.lib.umn.edu/blogosphere/weblog_journalism_pf.html"><span style="text-decoration: underline;">são os únicos</span></a> a desempenhar o papel de produzir notícias. Isso é uma complicação, porque grande parte da informação circulando na Webesfera não foi adequadamente apurada. Ao mesmo tempo, contudo matérias do tipo “ele disse, ela disse” estão se espalhando pela imprensa profissional como praga, ao custo do valor e da credibilidade do jornalismo. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Muitos ainda estão prisioneiros da idéia equivocada de que a Webesfera é o terreno de mega audiências. Pode não ser. Visitantes únicos e visitas podem ser pura ilusão numérica. “</span><span style="letter-spacing: 0.0px color;">Milhões de visitantes </span><span style="letter-spacing: 0.0px;">únicos significam pouco se o tempo de permanência dos visitantes (ou seja, a duração da sessão) for menos que um minuto sem que haja uma visita de retorno. É como um milhão de pessoas passarem pelo McDonald’s mas nunca de fato entrarem na lanchonete,” diz <a href="http://patriciahandschiegel.tumblr.com/post/146101595/audience-vs-traffic"><span style="text-decoration: underline;">Patricia Handschiegel</span></a>. “Visitas”, ela argumenta, “podem ser (e muitas de fato são) manipuladas para criar a aparência de número maior de visitas.”</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Então, aqueles que compreendem que a audiência não está nos números de tráfego, devem olhar o quê? A resposta dela é que “tráfego não significa que haja uma audiência. Ao fim e ao cabo, a audiência estará aonde houver valor. Gabar-se de números gigantes de visitas e visitantes únicos significa muito pouco se eles não estão aderindo ao site, ou retornando a ele”. Eles devem gerar o <a href="http://www.poynter.org/column.asp?id=31&amp;aid=167408"><span style="text-decoration: underline;">valor que as pessoas</span></a> estão buscando quando folheiam um jornal, navegam pela Blogoesfera, ou pesquisam o Twitter.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Como argumenta <a href="http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2009/01/12/atomization_p.html"><span style="text-decoration: underline;">Jay Rosen</span></a>, “na era da comunicação de massas a imprensa podia definir a esfera do debate legítimo com relativa facilidade porque as pessoas no lado receptor estavam atomizadas &#8211; ou seja, conectadas com a Grande Mídia no topo, mas não umas com as outras. Hoje, um dos maiores fatores a mudar nosso mundo é a queda do custo de pessoas que têm a mesma visão para localizar umas às outras, trocar informação, impressões e se dar conta de seu número. Das primeiras coisas que eles podem fazer é determinar que a “esfera do debate legítimo” tal como definida pelos jornalistas não corresponde à definição delas”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A <a href="http://www.pbs.org/idealab/2009/07/the-people-formerly-known-as-the-audience-need-a-new-name202.html"><span style="text-decoration: underline;">audiência</span></a> agora é uma comunidade, uma comunidade volátil que pode seguir, “unfollow”, bloquear, escolher e deletar RSS feeds. Vai muito além de comprar ou não comprar um jornal, pagar ou não por conteúdo, <a href="http://www.ojr.org/ojr/people/davidwestphal/200910/1784/"><span style="text-decoration: underline;">mídia velha vs midia nova</span></a>. Notícia e informação com mais-valor continuam a existir e para produzí-las há regras de ouro que só podem ser violadas à custa da credibilidade. A demanda por notícia está crescendo, não caindo. Este é o melhor momento que já houve para ser um repórter no campo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Podemos estar apenas caminhando na entrada de um novo mundo, que pode vir a ser a era mais literária de todas, como disse, de outros tempos, o escritor russo Dostoevsky. <a href="http://www.utoronto.ca/tsq/DS/03/026.shtml"><span style="text-decoration: underline;">Ele escreveu</span></a>: “Estamos tão divididos; temos sede de convicções morais e de rumos. . . Nós podemos até ver que precisamos fazer muito ainda nesse sentido. Por isso eu penso que o momento presente é o mais literário possível”.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/23/e-o-publico-nao-e-a-midia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
