Sérgio Abranches
Rascunho da Agenda para a Rio+20 divulgado esta semana, que será discutido na ONU, em Nova York, entre 25 e 27 de janeiro, é pouco específico, não contém metas objetivas, quantificadas e com prazos e não aborda o desafio da sustentabilidade de forma coerente. A mudança climática está ausente do documento, apesar de ser o desafio central de qualquer programa de desenvolvimento sustentável neste século. A razão fundamental a justificar a transição para uma economia verde, de baixo carbono, é a mudança climática. Ao não fazer essa conexão crítica, o documento perde coerência e consistência científica. Leia Mais »
Os brasileiros pagarão na conta de luz mais de 20 bilhões de reais para subsidiar uma política energética cheia de equívocos e erros graves de planejamento, estratégia e à qual falta visão para o futuro. Os custos desses subsídios vêm subindo fortemente. Além de encarecer a eletricidade, os subsídios promovem a ineficiência, estimulam o uso de energia suja e tornam ainda mais difícil a mudança para energia renováveis limpas. Leia Mais »
Governos, Judiciário e Legislativo não entenderam ainda que a realidade climática mudou. Já está chovendo mais em períodos concentrados, aumentando o perigo de desastres. O risco já é mais alto e permanente. O quadro já é mais grave. Mas os governos continuam atrasados, reagem, ao invés de agir. Os recursos são manipulados politicamente. Não há sentimento de urgência, nem prioridade. Leia Mais »
Culturas que lidam com flutuações climáticas repentinas podem ser desenvolvidas em futuro breve, graças a descobertas recentes sobre os mecanismos de sobrevivência das plantas. Cientistas da Universidade de Edinburgh, que estão estudando como pequenas algas renovam proteínas velhas ou danificadas de células, dizem que suas descobertas podem ser úteis para o desenvolvimento de culturas apropriadas para climas nos quais as condições do tempo mudam rapidamente. Leia Mais »
Sérgio Abranches
O Canadá anunciou ontem sua saída do Protocolo de Quioto, após ter se recusado a participar de seu segundo período de compromissos, definido em Durban no domingo passado. Leia Mais »
O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), que fornece a formuladores de políticas públicas o estado atual da ciência do clima, divulgou hoje uma declaração sobre o resultado da COP17, em Durban. Mostra preocupação com a decisão de “adotar um acordo legal universal sobre mudança climática o mais rápido possível, mas não depois de 2015, para vigorar em 2020.” O acordo de Durban reafirma a decisão de rever os compromissos de Copenhague/Cancún de reduzir as emissões à luz do próxio relatório do IPCC, a ser divulgado em 2013. O IPCC foi consultado sobre que impacto esses acordos terão no aquecimento global. “Deve-se adotar ações rapidamente para cortar as emissões para evitar uma elevação destrutiva nas temperaturas mundiais, mostram os resultados do Painel do Clima.”
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