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	<title>Ecopolitica &#187; lulismo</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
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		<title>Brasil entra em período de grandes mudanças políticas depois das eleições</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 00:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
A vitória, esperada, de Dilma Roussef, representa uma transição de grande significado no PT. Pela primeira vez, Lula não estará nem disputando espaço com o governo como oposição, nem governando. O PSDB também viverá grandes mudanças, com o esgotamento do potencial presidencial de seu setor paulista, até agora hegemônico.
A eleição de Dilma Rousseff confirma [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>A vitória, esperada, de Dilma Roussef, representa uma transição de grande significado no PT. Pela primeira vez, Lula não estará nem disputando espaço com o governo como oposição, nem governando. O PSDB também viverá grandes mudanças, com o esgotamento do potencial presidencial de seu setor paulista, até agora hegemônico.<span id="more-1264"></span></p>
<p>A eleição de Dilma Rousseff confirma as expectativas sobre seu favoritismo, mas cria mais incógnitas sobre como será sua presidência, do que clareza a respeito dos rumos de seu governo. Durante a campanha, ela pouco revelou de suas preferências e seus compromissos, em relação à agenda concreta que a espera no Palácio do Planalto. Ela falou de suas convicções sobre que modelo econômico considera mais adequado. Esse modelo tem muito estado e muito subsídio e exigiria um quadro fiscal que não estará disponível. Falou pouco de sua disposição a abortar a crise fiscal que o governo Lula armou, especialmente nos últimos dois anos, com grande expansão do gasto público e endividamento interno.</p>
<p>No seu primeiro pronunciamento ressaltou mais aquelas convicções &#8211; de intervenção estatal e regulação &#8211; e de uma orientação “para dentro”, do que das ações econômicas concretas que serão exigidas dela pela nova conjuntura. Mas sinalizou suas resistências à ideia de ajuste fiscal.</p>
<p>O mundo e o Brasil estão entrando em um período de stress econômico, político e social, que substitui, ciclicamente, o período de expansão e mobilidade que marcou a última década e beneficiou muito o governo Lula. Dificilmente será assim, no governo Dilma. O principal desafio da nova presidente será definir sua equipe econômica e seus planos para enfrentar esse ciclo mais duro, que pode tomar todo o seu mandato.</p>
<p>A presidente Dilma Roussef enfrentará um grande desafio na gestão desse período de stress econômico doméstico e mundial, que exigirá equilíbrio e capacidade de gestão macro-econômica prudencial. Também terá um portentoso desafio político, para articular e liderar uma coalizão heterogênea, cuja maioria clientelista tem enorme apetite por verbas e cargos. O PMDB nunca esteve em posição tão forte em um governo, como estará no governo Dilma. Esse partido é um condomínio ingovernável de caciques regionais e locais. Michel Temer só conseguiu domá-lo exatamente por causa da expectativa desse poder ampliado. A coalizão da presidente Dilma Rousseff pode dar sinais de rivalidade e competição internas logo na montagem do ministério. Não está claro que ela tenha instinto político suficiente para compensar sua falta de experiência, para lidar com uma coalizão complexa como esta. Também não há, no seu entorno, nenhuma personalidade que tenha capacidade comprovada de articulação parlamentar para apoiá-la. O próprio presidente Lula teve muitas dificuldades de articulação política e parlamentar. A própria crise do mensalão esteve na base dessas dificuldades.</p>
<p>O PSDB, ainda aturdido com a terceira derrota seguida, terá que se repensar integralmente. O partido passou a última década sem idéias consistentes, sem programa claro, sem se caracterizar como alternativa de poder. Tampouco exerceu oposição, principalmente no segundo mandato do presidente Lula, que o manteve partido no córner, imobilizado, com sua acachapante popularidade.</p>
<p>A derrota mostra, entre outras coisas, que candidatos saídos diretamente do sistema político de São Paulo não passam no Nordeste. Serra, nas duas tentativas, e Alckmin, em 2006, sentiram isso na carne. Fernando Henrique passou no Nordeste não apenas por causa do Plano Real, mas também porque construiu uma imagem de político nacional. Saiu do Senado, não do governo do estado de São Paulo, ou da prefeitura paulistana. Além disso, se beneficiou do fato de ser carioca de nascimento e, de família militar, ter morado em várias partes do país.</p>
<p>Essas eleições encerram a hegemonia do grupo paulista fundador do partido. Haverá uma transição de poder, para fora do eixo paulista, mesmo com Alckmin no governo do estado. O novo eixo passará a ser Minas Gerais, com Aécio Neves no Senado e seu sucessor Anastasia no governo do estado. Ele passará por Goiás, com Marconi Perillo, eleito novamente governador, derrotando o PMDB e Lula, e pelo Paraná, com a liderança emergente de Beto Richa, eleito governador no primeiro turno.</p>
<p>A rearticulação do PSDB se fará, principalmente, pelo eixo federativo, onde mostrou força, elegendo 7 governadores. Não é apenas uma mudança regional do eixo do poder. É uma mudança de geração &#8211; a segunda geração do partido &#8211; de estilo e de visões. É uma transição de poder para uma nova geração e novas forças e uma difusão do poder. O poder, antes concentrado em São Paulo, vai se descentralizar. O PSDB tende a se federalizar. Ainda não está claro o que essa transformação representará para o partido e se definirá um perfil mais combativo de oposição durante a gestão da presidente Dilma Rousseff. Aécio Neves se manifestou antes de José Serra, cumprimentando a presidente eleita e se posicionando como líder da oposição. A transição já está em curso. Ela terá que amadurecer rapidamente, para enfrentar os pleitos presidencial e parlamentares de 2014.</p>
<p>No PT, Dilma Rousseff, embora deva sua presidência ao lulismo, não tem condições de ser sua herdeira efetiva. Até porque, Lula continuará atuando politicamente, como já disse que fará. Lula era maior que o PT. Dilma é menor que o partido e caudatária da popularidade de Lula. Em menos de um ano de governo, sua popularidade já dependerá de seu desempenho como presidente. Como a oposição estará em reorganização e transição de poder, os principais problemas da presidente serão na sua própria coalizão. Primeiro, no seu relacionamento com o PT e o PMDB. Segundo, na administração da relação entre PT e PMDB, que tende a ser competitiva e tensa.</p>
<p>Em síntese, o Brasil inaugura, junto com a nova década do século 21, uma nova fase de sua história política, com Lula ex-presidente &#8211; e não está claro ainda o que isso significará &#8211; e o poder partidário se transferindo do PSDB paulista, até agora hegemônico, para outras lideranças.</p>
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		<title>Lula não voltará ao governo inteiramente: ficará em campanha.</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:10:22 +0000</pubDate>
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O presidente Lula já está subjetivamente em campanha. Tem dedicado cada vez mais tempo de sua agenda pessoal à discussão político-partidária e de estratégia eleitoral, contatos com partidos e lideranças. 
Sérgio Abranches
A parcela de sua agenda pessoal destinada a assuntos de governo está ficando mais reduzida e se concentra muito nos temas de impacto eleitoral. [...]]]></description>
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			</a>
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<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente Lula já está subjetivamente em campanha. Tem dedicado cada vez mais tempo de sua agenda pessoal à discussão político-partidária e de estratégia eleitoral, contatos com partidos e lideranças. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-382"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A parcela de sua agenda pessoal destinada a assuntos de governo está ficando mais reduzida e se concentra muito nos temas de impacto eleitoral. Copenhague e meio ambiente entraram na agenda por causa da candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC).</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente tem conseguido vitórias momentâneas com toda essa articulação. Está mantendo os partidos da coalizão aglutinados em torno da candidatura que propôs para sua sucessão. A exceção, até agora, é o PSB. Mas ele já conseguiu convencer Ciro Gomes (PSB-CE/SP) a mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo. Os fundamentos reais dessa mudança até agora não foram elucidados. Na cabeça de Lula, parece simples: desejaria ver Ciro disputando o governo do estado, para bater em José Serra (PSDB-SP), criticar seu governo, contribuir para a polarização que ele tanto deseja e deixar o caminho livre para Dilma Roussef (PT-RS). Mas o PT quer ter candidato próprio. O lulismo não consegue emplacar todas. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Não está claro é o que Ciro Gomes quer. Ele diz que pretende disputar a presidência, mas que é fiel a Lula. As duas coisas parecem incompatíveis. O presidente já disse que quer uma só candidatura “da base” à presidência e é Dilma. Lula insiste em polarizar com FHC, o que parece mais um problema de fixação obsessivo-compulsiva, que uma estratégia sustentada em dados efetivos. O eleitor já não se lembra de FHC. O eleitorado não está, pelas pesquisas, polarizado, está fragmentado. E é possível que essa fragmentação aumente. É pouco provável que o presidente consiga persuadir o PT a apoiar Ciro para o governo do estado. É pouco provável que Ciro se torne um candidato competitivo em São Paulo. Pode-se estar imaginando que ele teria apoio do grande eleitorado nordestino do estado, com a ajuda de Lula. Difícil e não passa de especulação. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O que as pesquisas mostram é que Ciro é competitivo para presidente, mas não para governador de São Paulo. Enfim, há quem diga que tudo não passa de uma manobra diversionista combinada entre Lula e Ciro para desorientar ainda mais a oposição. Parece pouco plausível.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Não é preciso fazer nada para desorientar a oposição. Ela está em estado de desorientação desde que recuou no caso do mensalão, para proteger seus próprios envolvidos em esquemas de caixa 2, e viu Lula se recuperar inteiramente, ser reeleito e manter altos índices de popularidade. Sem projeto, sem visão para o futuro, sem candidato escolhido e sem muita liderança, a oposição está à deriva, enquanto Lula já surfa as ondas precoces da campanha de 2010. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">As principais lideranças da oposição, José Serra (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG), estão de mão amarradas e discurso engasgado, porque são governadores e, por definição, dependentes de recursos federais. A decisão de adiar definições faria sentido se Lula não tivesse posto sua caravana na rua. Com Lula em campo, carregando com certo esforço sua candidata, o silêncio e a inação da oposição deixam enorme espaço vazio no processo pré-eleitoral. Em política não existe espaço vazio. Quem abre espaço, perde espaço. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">E recuperar espaço pode ser complicado. Exige enorme capacidade de produção frequente de factóides eficazes, que consigam ampla repercussão na mídia. Lula é o mestre do factóide, embora César Maia (DEM-RJ) ache que foi ele que os inventou. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Esse espaço deixado vazio pela oposição pode ser ocupado por Dilma Roussef (PT-RS), mas pode também ser aproveitado por Ciro Gomes e, até mesmo, por Marina Silva, se ela emergir e também colocar sua caravana na rua. Por enquanto, a candidatura tem e resumido às passeatas festivas na Zona Sul do Rio de Janeiro, vistosas e ineficazes. Ciro já ocupa parte desse espaço com esse factóide sobre o que está pensando fazer: dá declarações ambivalentes, sobe no palanque de Dilma, ataca o aliado preferencial de Lula, o PMDB, e vai avançando. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Resumo da ópera. Lula continua a comandar a agenda eleitoral. Está definindo os termos do debate e deixando a oposição no córner. Se não sair do córner a oposição vai acabar forçada a uma campanha reativa. Campanhas reativas são sempre perdedoras. As dúvidas ficam por conta de Ciro Gomes e Marina Silva. </span></p>
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		<title>O Brasil se prepara para a mais competitiva eleição geral em 15 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 22:52:53 +0000</pubDate>
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O troca-troca de partidos, as novas filiações e a identificação das lideranças que atraem novos filiados indicam fragmentação e competição em 2010.
Sérgio Abranches
Chegando perto da data limite estabelecida pela legislação eleitoral para troca de legenda ou filiação original, para garantir a elegibilidade em 2010, está havendo verdadeiro corre-corre. Já dá para perceber quem está ganhando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O troca-troca de partidos, as novas filiações e a identificação das lideranças que atraem novos filiados indicam fragmentação e competição em 2010.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-306"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Chegando perto da <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/09/21/eleicao-de-2010-comeca-oficialmente-no-dia-3-de-outubro/"><span style="text-decoration: underline;">data limite</span></a> estabelecida pela legislação eleitoral para troca de legenda ou filiação original, para garantir a elegibilidade em 2010, está havendo verdadeiro corre-corre. Já dá para perceber quem está ganhando e quem está perdendo. Mas o mais importante é ver que o movimento dos políticos não está concentrado em um ou outro partido, mas mais aberto. Isso é sinal de eleição fragmentada e não polarizada. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles anninciou, sua <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/01/meirelles-no-pmdb-de-goias/"><span style="text-decoration: underline;">filiação ao PMDB</span></a>. Mas o PMDB está saindo em desvantagem do troca-troca de última hora. Perdeu mais que ganhou e o único nome realmente de peso que atraiu foi o de Meirelles.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O chanceler Celso Amorim, um dos autores da desastrada operação de refúgio de Manuel Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, anunciou sua filiação ao PT.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Mas o PT, também sai em desvantagem do troca-troca. Perdeu lideranças e nomes de grande representatividade de sua galeria de políticos mais comprometidos com a ética, como Marina Silva, agora no PV, e Flávio Arns, que retorna ao PSDB. Ambos saíram fortemente prejudicados da operação de blindagem ao senador José Sarney. Mas, sem dúvida, o maior <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/20/a-democracia-gotica-brasileira-um-espetaculo-surreal/"><span style="text-decoration: underline;">ônus dessa operação</span></a> de proteção ao clã de Sarney, diretamente conduzida pelo presidente Lula, recai sobre o PT. Afinal, o PMDB tem vários grupos regionais em seu condomínio com o mesmo padrão comportamento dos Sarney. Como dizia Márcio Moreira Alves, é um partido com um padrão moral bastante homogêneo. As exceções não conseguem alterar a média, a moda ou a mediana do partido nesse plano.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Lula joga tudo para ter o PMDB na coligação de Dilma Roussef. Vai cometer o erro que José Serra cometeu em 2002: confiar na <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/09/28/pmdb-nao-se-unira-em-torno-de-candidatura-alguma-lula-paga-preco-alto-demais/"><span style="text-decoration: underline;">improvável lealdade eleitoral</span></a> do partido. Várias lideranças do partido já estão fechadas com José Serra (PSDB-SP), por exemplo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">As filiações mais notáveis fora obtidas pelo PV.Notáveis porque já mostram a marca da liderança da senadora Marina Silva no partido. É o “<a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/10/o-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb/"><span style="text-decoration: underline;">fator Marina</span></a>” em operação. As adesões da última quarta-feira, 29.09, não foram ao PV, mas à candidatura de Marina Silva à presidência. Assinaram a ficha do partido para ficar ao lado de Marina, figuras expressivas como, entre várias outras, o empresário Guilherme Leal, co-presidente do conselho de administração da Natura; Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos; o diretor executivo da Klabin e presidente da SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin; o presidente do maior moinho de papel artístico artesanal da América Latina, o Moinho Brasil; Fernando Garnero, da Brasilinvest.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Guilherme Leal tem sido falado para vice-presidente na chapa de Marina Silva, operando como uma espécie de aval empresarial de sua candidatura. Talvez ela precise mais de <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/17/marina-silva-candidata-e-coisa-para-se-levar-a-serio/"><span style="text-decoration: underline;">suporte político-eleitoral</span></a>, para ampliar sua penetração em determinadas áreas do país e fazer alianças que lhe dêem mais tempo de televisão, do que se aval empresarial.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Afinal, a presença de Marina Silva e desses aliados peso-pesados do setor empresarial, já representam uma mudança significativa na conformação programática do PV.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><br />
</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Como diz o politólogo inglês Anthony Giddens em seu novo livro, “<a href="http://www.polity.co.uk/book.asp?ref=9780745646923"><span style="text-decoration: underline;">The Politics of Climate Change</span></a>”, o verde não é mais uma outra tonalidade para o vermelho. É fato que a maioria dos partidos verdes saíram do cinturão de “partidos vermelhos”, comunistas ou socialistas.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O caso mais conspícuo é o do Partido Verde Alemão, criado por ex-comunistas e socialistas desiludidos com o comunismo e insatisfeitos com as políticas conservadoras dos social-democratas. Mas, hoje, se diferenciaram significativamente das plataformas dos partidos socialistas e social-democratas, adotando uma agenda mais ampla e mais sistêmica da economia e da sociedade.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O recorte ideológico e programático dos verdes é diferente. Tem como eixo central dois desafios globais e interdependentes que marcam a trajetória futura do século XXI: o da mudança climática  e o da erradicação da miséria. Os verdes não são mais anti-capitalistas, embora sejam fortemente contra o consumismo. Querem novos padrões de produção e consumo, de baixo carbono, que são compatíveis com o modo de produção capitalista, digamos domesticado pela regulação. A idéia é mudar o capitalismo, não substituí-lo por superados modelos socialistas. Pode acabar dando na transição para outro modo de produção, talvez Marx dissesse isso, mas essa não é a teleologia dos novos verdes.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente da FIESP, que é o baluarte do patriciado industrial de São Paulo, embora já tenha sido mais poderosa no passado, Paulo Skaf, filiou-se ao PSB. Ele não tem um traço sequer de socialismo, nem Ciro Gomes, que deve ser o candidato à Presidência, pelo partido. O partido é meio saco de gatos, como a maioria dos partidos brasileiros, mas está ganhando musculatura e tem o segundo colocado nas pesquisas presidenciais, no momento.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Esse troca-troca de legendas e essas novas filiações, todas de última hora, apontam para uma eleição muito competitiva e duramente disputada. Será um teste de stress para todos os candidatos. Pode ser a mais competitiva <a href="http://www.ecopolity.com/2009/09/21/brazil-may-be-heading-for-the-longest-presidential-campaign-of-its-recent-political-history/"><span style="text-decoration: underline;">eleição presidencial</span></a> dos últimos 15 anos. As eleições para a Câmara e o Senado devem ter a maior taxa de renovação das últimas quatro eleições. As eleições estaduais também devem ser muito competitivas. A democracia se nutre da incerteza, assim como das grandes surpresas eleitorais. Só com bola de cristal seria possível dizer se essas eleições surpreenderão na reta final. Mas são as que têm mais chance de surpresas em muito tempo.</span></p>
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		<title>Meirelles no PMDB de Goiás</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 22:02:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles filiou-se ao PMDB, mas diz que só decidirá sobre concorrer ou não a um cargo eletivo em março. 
Sérgio Abranches
É pouco provável que Meirelles tenha se filiado apenas para garantir a possibilidade de vir a se candidatar, se assim decidir no ano que vem.
 
O mais plausível é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles filiou-se ao PMDB, mas diz que só decidirá sobre concorrer ou não a um cargo eletivo em março. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-303"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É pouco provável que Meirelles tenha se filiado apenas para garantir a possibilidade de vir a se candidatar, se assim decidir no ano que vem.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O mais plausível é que já tenha se decidido a deixar o BC para se candidatar, mas não anunciará a decisão até março. Dessa forma, mantém por mais tempo a continuidade garantida da política monetária e se dá tempo, também, para articular a candidatura ao cargo que mais o atrai em seu estado de Goiás.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Aparentemente, a escolha do PMDB teve o dedo do presidente Lula. Ele preferia que Meirelles não deixasse o BC e esperasse a vitória de Dilma Roussef, para ocupar cargo de destaque no novo governo. Aposta arriscada. Dilma Roussef não é favorita para 2010. Além disso, a fama de seus rompantes de irritação e maus modos, com auxiliares e, até mesmo com colegas de ministério, percorre os corredores do Planalto, da Esplanada dos Ministérios e das estatais. Certamente já passou pelos corredores do BC.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Decidida sua saída da presidência do Banco Central no prazo para desincompatibilização, Lula teria pedido que se filiasse a partido de sua base e teria indicado o PMDB como escolha preferencial. O presidente, como se sabe, está investindo tudo no PMDB. Para ele tirar Meirelles da órbita do PSDB, pelo qual se elegeu deputado, e levá-lo para o condomínio peemedebista é um movimento interessante. O presidente não nutre simpatia pelo senador e ex-governador Marconi Perillo, que patrocinou a entrada de Meirelles na política eleitoral. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O atual governador, Alcides Rodrigues Filho (PP) pode tentar a reeleição. Ele foi eleito em uma coligação apadrinhada por Perillo e da qual o PSDB era o pivô. Perillo se elegeu senador, por essa coligação. Portanto, tem mais quatro anos de mandato. Não tenho informação se os dois têm acordo para o caso de Perillo querer voltar ao governo. Se ele decidir continuar no Senado, o PSDB pode ter, pelo menos, Lúcia Vânia na competição pelo Senado, buscando a renovação de seu mandato. O outro senador goiano é Demóstenes Torres (DEM), que perdeu a eleição para o atual governador. Ele pode tentar renovar o mandato ou disputar novamente o governo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">No PMDB, os dois nomes fortes estão em situação bem distinta. Íris Rezende é prefeito de Goiânia, mas tem manifestado vontade de disputar o governo. Maguito Vilela perdeu o governo do estado no segundo turno para Alcides Rodrigues Filho, por pouco menos de 380 mil votos. É prefeito de Aparecida do Norte e é natural que queira voltar ao Senado. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Nos corredores de Brasília, o que se diz é que Meirelles sonha com o governo do estado. Mas há também quem diga que pode ser convidado para ser vice de Dilma Roussef. O problema é que o deputado e presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que nunca teve boas relações com Lula e o PT, dos quais é aliado recente e há quem diga reticente, tem a expectativa de ser o vice na chapa lulista. Se essa expectativa for frustrada, fica ainda mais <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/09/28/pmdb-nao-se-unira-em-torno-de-candidatura-alguma-lula-paga-preco-alto-demais/"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">difícil manter o PMDB na coligação</span></a>. A inevitável divisão do partido ficaria ainda mais adversa aos planos do presidente Lula. No momento, Temer está em confronto com Orestes Quércia (PMDB-SP), que quer o PMDB ao lado de Serra. Se perder a vaga de vice, não tem por que continuar apoiando a candidatura de Dilma Roussef. Era aliado de Serra antes, pode voltar a sê-lo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Se Íris Rezende quiser mesmo disputar o governo, restaria a Meirelles buscar uma das duas vagas de senador, provavelmente ao lado de &#8211; e em concorrência com &#8211; Maguito Vilela. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É no fechamento dessas articulações que Meireles deve se envolver até a data da desincompatibilização. É um nome de peso e prestígio, embora pouco testado eleitoralmente, mas certamente capaz de levantar a moral do partido no estado. O fato é que o PMDB que já reinou no estado, hoje não tem nem o governo e nenhum senador. Meirelles tem peso específico que lhe permite negociar, com chance, a candidatura que mais desejar.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>PMDB não se unirá em torno de candidatura alguma. Lula paga preço alto demais.</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 18:02:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Os principais caciques do PMDB andam se desentendendo sobre a posição do partido nas presidenciais de 2010. O partido pode estar rumando para mais uma convenção de confronto. Se for assim, o partido sairá dela irremediavelmente dividido, qualquer seja a decisão da maioria na convenção.
Sérgio Abranches
Não há como unir o PMDB em torno de qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;">Os principais caciques do PMDB andam se desentendendo sobre a posição do partido nas presidenciais de 2010. O partido pode estar rumando para mais uma convenção de confronto. Se for assim, o partido sairá dela irremediavelmente dividido, qualquer seja a decisão da maioria na convenção.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;">Sérgio Abranches<span id="more-288"></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Não há como unir o PMDB em torno de qualquer candidatura, Dilma Roussef, José Serra, ou candidato próprio. Serra perdeu para Lula, tendo o PMDB como aliado. Uma parte significativa das máquinas regionais trabalhou para Lula naquela eleição. O caso da candidatura de Ulysses Guimarães, em 89, foi paradigmático. Ele era a principal liderança do partido, exercia autoridade sobre suas bancadas, no entanto, boa parte dos caciques regionais apoiou Fernando Collor e uma parte menor, Mário Covas. Ambos tiveram mais votos que o Dr. Ulysses, como era conhecido.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente Lula está investindo tudo que pode na aliança com o PMDB, de onde deseja retirar o vice da chapa de Dilma Roussef. A coligação teria algumas vantagens práticas para a candidatura presidencial. A principal seria aumentar o tempo de TV. Mas tempo demais no horário eleitoral gratuito não tem eficácia comprovada. Os dados de audiência mostram que o ganho marginal de cada minuto adicional, a partir de 10 minutos, é mínimo. Dependendo do programa, há perda na margem. Ou seja, programa chato e longo repele audiência.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A coligação terá custos altos para o PT e o PMDB. O maior deles é que ambos terão que ceder espaço na Câmara ao aliado. Perderá mais, o partido que, isoladamente, tiver condições de eleger maior número de deputados. Provavelmente, o PMDB. Mas ambos perdem. Nas eleições estaduais, onde os dois são rivais históricos e polarizados, as perdas serão mais visíveis. Qualquer sacrifício de candidatos a governador, deputado estadual e senador, será grande demais, sobretudo da perspectiva de muitos de seus caciques regionais. Principalmente, se a chapa presidencial não ganhar. Nesse caso, as perdas são totais.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">As divisões internas do PMDB são insolúveis. A análise de custo-benefício da coligação com o PT não é favorável para a solução da maioria dos conflitos entre as diversas alas de caciques que formam o condomínio do PMDB. Ainda mais porque não se trata de uma candidatura com sinais de favoritismo sobre as demais. Ao contrário.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O que sustenta a aposta dos setores lulistas do partido na aliança é a crença na capacidade do presidente Lula de transferir sua popularidade para a votação de Dilma Roussef. Crença sem qualquer fundamentação empírica ou histórica. Era diferente na disputa de Lula pelo segundo mandato com Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Alckmin não era páreo para Lula. Ainda assim, o presidente só garantiu a reeleição no segundo turno.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Uma convenção peemedebista agora, como anunciada por Dilma Roussef, na qual o partido anunciaria o apoio a sua candidatura, nada garante. Pela legislação eleitoral, só as convenções no prazo legal. As convenções para decidir sobre coligações e candidaturas só estão autorizadas a partir de </span><span style="letter-spacing: 0.0px color;">10 de junho d</span><span style="letter-spacing: 0.0px;">o ano que vem. Portanto essa decisão teria que ser ratificada meses depois. Até lá, se Dilma não mostrar avanços significativos e sustentáveis nas pesquisas, mesmo os aliados mais próximos podem abandoná-la. É óbvio que se, acontecer o anúncio em outubro, como disse Dilma, não é para valer. É só uma manobra sem efeito concreto.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">As concessões que Lula faz ao PMDB suplantam largamente os benefícios possíveis de uma coligação com um aliado que será inevitavelmente infiel. Nem mesmo a adesão real do partido à coligação está garantida. O presidente está jogando no limite com o PMDB. Põe em risco a reputação, a moral do governo e do PT. A proteção, por exemplo, ao senador José Sarney (PMDB-AP) causou danos morais e políticos a vários parlamentares importantes do PT, que não tiveram independência suficiente para votar com sua consciência contra o caudilho maranhense e senador pelo Amapá. Pode ter consequências eleitorais adversas para muitos deles. O PT perdeu políticos, lideranças e militantes, por causa dessa atitude. Pode não valer a pena, no final.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Coligações e coalizões amplas demais são um vício da política brasileira. Geralmente, levam partidos bons &#8211; ou menos ruins &#8211; a se igualarem aos piores, que se tornam pivôs das maiorias parlamentares. Esses partidos-pivô, sem princípios e sem programas, que só pensam em negociar seus votos por benefícios, viram a garantia da governança. A qualidade da governança é da por esses partidos-pivô e não pelo cabeça da coalizão. O presidente e seu partido se tornam reféns deles. A escolha do aliado é que define a qualidade do governo que teremos, no caso de sua vitória.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eleição de 2010 começa oficialmente no dia 3 de outubro.</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 20:22:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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Sérgio Abranches
É quando se encerra o prazo para filiações partidárias. A ministra Dilma Roussef, está fazendo uma forte investida na mídia esta semana, para contrabalançar a provável divulgação de pesquisas que lhe são desfavoráveis. Ela acaba de sinalizar que o PT pode indicar seu nome até o final de outubro.

Essa indicação lhe daria mais uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;">Sérgio Abranches</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É quando se encerra o prazo para filiações partidárias. A ministra Dilma Roussef, está fazendo uma forte investida na mídia esta semana, para contrabalançar a provável divulgação de pesquisas que lhe são desfavoráveis. Ela acaba de sinalizar que o PT pode indicar seu nome até o final de outubro.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><span id="more-276"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa indicação lhe daria mais uma vantagem: além de ser a única candidatura em plena campanha, nos palanques montados quase semanalmente pelo presidente Lula Brasil afora, passaria a ser a única candidatura oficializada por um partido político.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Apesar de estar no palanque com Dilma há meses, e de a campanha governista ser a única na rua, a ministra não tem bom desempenho nas <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/18/datafolha-nada-de-novo-pura-inercia/"><span style="text-decoration: underline;">pesquisas</span></a>. Dilma Roussef estabilizou sua posição nas pesquisas, apesar de ter maior e mais constante exposição que seus concorrentes. Ela conta com todo o prestígio do presidente Lula, que nunca esconde a estar trabalhando como sua candidata. A despeito de estar no palanque o tempo todo, ela não consegue, sequer, se afastar dos números de Ciro Gomes e Heloísa Helena, ambos sem exposição, alavancados apenas por um recall de eleições há muito passadas. Não decola. O presidente sabe que não é por defeito, é porque escolheu alguém que não é do ramo político-eleitoral.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Lula quer fazer o sucessor. Tem o mesmo sonho de hegemonia que o PSDB teve no passado. Sua esperança vem dessa crença na sua capacidade pessoal de persuasão da maioria do povo. Mas ela é pessoal e intransferível. Se Dilma fosse boa candidata, teria luz própria e isso talvez não fosse tanto to agrado do presidente. Dilma não tem força eleitoral própria e nunca terá. Ou Lula transfere a sua para ela, ou nada feito.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa transferência, no plano nacional, nunca aconteceu na história eleitoral desse país. Mesmo no caso de Fernando Henrique Cardoso, dizer que o presidente Itamar Franco o fez seu sucessor, é forçar demais a mão. Itamar nem participou da campanha e sempre teve sentimentos muito contraditórios em relação à candidatura de seu ex-ministro das Relações Exteriores  e da Fazenda. FHC foi eleito pelo Plano Real, da mesma forma que o PMDB se agigantou com o Plano Cruzado, dos tempos de Sarney na presidência. FHC foi reeleito pelo medo de colapso do Plano Real. Sua popularidade se dissolveu como sorvete ao sol tropical porque a população ficou com a sensação de que ele permitiu que o Real perdesse sua força, na desvalorização de 99, ao contrário do que prometera em campanha.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Lula cresceu nos descaminhos do Real, cuja crise levou à super-desvalorização, ao retorno de uma inflação parruda e à recessão, com perda de renda real. Aproveitou para desfazer a boa imagem do governo e de FHC e pintá-los com vilão. Conseguiu, com a ajuda da economia. Até aí ele conta. O que nunca contou é que não foi Palocci quem re-estabilizou a economia, mas a metodologia de metas de inflação, implantada por Armínio Fraga e sua equipe, que ele e Palocci mantiveram.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A economia está do lado do governo, até agora, nesse período pré-eleitoral e Lula a tem usado ao máximo para alavancar sua candidata. Às vezes, porém, nem a economia&#8230;</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O Plano B de Lula, não parece ser outra candidatura, mas a sua própria, em 20014.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os tucanos e Ciro Gomes estão ainda atuando como coadjuvantes das iniciativas do governo e da candidatura Dilma Roussef. Heloísa Helena já, ao contrário, parece determinada a não concorrer à presidência e deixar o campo limpo para a senadora Marina Silva.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O PSDB é coadjuvante por falta de substância: está perdido, sem liderança, sem idéias e sem definição. Virou uma geléia quase geral, com parlamentares que defendem empresas que usam trabalho escravo e pedem a desproteção da Amazônia; outros que querem censurar a Internet, como o senador Eduardo Azeredo, ex-presidente do partido. Sem candidatos, num <em>paso doble</em> sempre meio tropeçado entre José Serra e Aécio Neves, não consegue encontrar um caminho na oposição, que não exerce com competência, nem sabedoria. Quando vira oposição, nada faz mais que gritar e perder as estribeiras. No resto do tempo, é acessório, sem iniciativa e sem ação.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Tem só um trunfo, que são os 40% de Serra nas pesquisas. Carlos Alberto Montenegro, do Ibope, acha que essa vantagem, a um ano da eleição, é sinal de elevada probabilidade de vitória. Eu não acho. Olhem as pesquisas de 1993, antes do Plano Real. FHC ia mal, com viés de queda, Lula subia e tinha mais que o dobro que ele nas pesquisas. Naquela eleição, foi o Real que virou a parada parada para o tucano. Em política, não existe espaço vazio. A ausência dos tucanos abre espaço para os outros. Se souberem aproveitar, os tucanos podem ficar em maus lençóis.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Ciro Gomes é quase sempre de posições muito definidas. Mesmo quando muda de posição, tem definições fortes sobre a nova atitude. Mas, no momento, anda sendo vago com relação à sua candidatura. Pode ser que se defina mais nos próximos dias. Suas chances de ir para o segundo turno &#8211; se souber conduzir a campanha com temperança &#8211; nunca foram tão boas. Se conversar com bons marqueteiros, vai ouvir o mesmo. Ele polariza fortemente com Serra, se o tucano for o candidato do PSDB. O mesmo não é necessariamente verdade em relação a Aécio Neves. A definição de Ciro sobre sua candidatura é relevante para o quadro eleitoral porque delimita o campo de ação do PSB, enquanto legenda partidária disponível para alianças.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Serra e Aécio estão, no momento, em intensa movimentação de bastidor, para evitar que o  PMDB feche chapa com Dilma Roussef e verticalize suas alianças, como quer o presidente Lula. É boa a chance de que ganhem essa parada. Para o PMDB, a posição mais lucrativa é ter candidato próprio, ainda que condenado à derrota no primeiro turno. Isso lhe permitiria alavancar suas posições na Câmara e no Senado e vender caro seu apoio na formação do próximo governo, dando-lhe a garantia da maioria, em troca dos filés do ministério, que sempre ambiciona. A segunda melhor opção, no caso de um candidato se mostrar franco favorito no segundo turno, seria fechar com ele já nessa segunda rodada. A pior seria entregar seu cacife a uma candidatura duvidosa e não ter liberdade suficiente para trabalhar pelas bancadas federais, que lhe garantirão força na próxima coalizão governista.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Por fora, vem correndo a senadora Marina Silva, que pode ser a grande novidade dessa campanha. Ela está sendo subestimada pelos adversários, o que é bom. Mas anda com a idéia de atrasar também o anúncio de sua candidatura, o que pode ser um erro. Perderia a oportunidade de ocupar os espaços vazios pela vacilação de uns e pelo mau desempenho de outros junto ao eleitorado.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica; min-height: 18.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 15.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O anúncio da ministra-candidata-de-Lula pode precipitar pelo menos algumas das definições em suspenso. A ver.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Impasse no Senado esconde séria crise partidária</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 21:29:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
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		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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Sérgio Abranches
A crise do Senado já seria um mau sinal sobre a saúde de nossas instituições, se ficasse circunscrita apenas a questões morais e às evidências de corrupção endêmica no Legislativo.

O caso da Câmara, não é muito melhor. Mas a crise tem desdobramentos político-partidários muito sérios, com repercussões de curto, médio e longo prazo. Na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<address>Sérgio Abranches</address>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A crise do Senado já seria um mau sinal sobre a saúde de nossas instituições, se ficasse circunscrita apenas a questões morais e às evidências de corrupção endêmica no Legislativo.</span></p>
<p><span id="more-40"></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O caso da Câmara, não é muito melhor. Mas a crise tem desdobramentos político-partidários muito sérios, com repercussões de curto, médio e longo prazo. Na verdade, ela nasce de um quadro político-partidário já em crise e reforça os principais elementos que levaram a essa crise. Faz parte de um sistema de causas e efeitos que se reforçam mutuamente.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">No curto prazo, o efeito mais importante da crise é o aumento da fragmentação das forças políticas no Senado e a tentativa sistemática do governo e de setores do PT de buscar transformar essa fragmentação em polarização oposição-governo. O próprio fato de que nem as intervenções do presidente Lula conseguem força suficiente para polarizar o quadro político é em si relevante e expressivo. Mostra o grau de divisão e fracionamento do quadro político. As manifestações explícitas de desagrado no PT em relação ao apoio do presidente Lula ao senador José Sarney (PMDB-AP) e à insistência do presidente da República em fixar o eixo de sua relação com o PMDB no comando dos senadores Sarney e Renan Calheiros (PMDB-AL) têm implicações importantes. Apesar da disciplina com que o partido tem aceitado as imposições de Lula, as fraturas decorrentes desse enquadramento forçoso têm se aprofundado e se manifestarão mais explicitamente no futuro. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Nesse processo de confronto entre o lulismo e o PT, o ministro José Múcio (PTB-PE), das Relações Institucionais, acabou demitindo simbolicamente o líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (PT-SP), dizendo que ele não representava a bancada, ao propor o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência da Casa.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A bancada do PT no Senado atestou que a maioria deseja sim, como disse Mercadante, o afastamento de José Sarney da presidência da Mesa. O senador reagiu com cautela. Mas nada de claro ou concreto acontece. Vaza para os bastidores e vai truncando mais as relações políticas entre o presidente e seu partido e entre os partidos aliados, a essa altura cada vez mais distantes entre si.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O ministro José Múcio nunca representou o PT na articulação política. Não tem trânsito nos dois maiores partidos da coalizão, PT e PMDB. Ambos, sempre que necessário, recorrem a interlocutores diretos para tratar com o presidente Lula e seus ministros.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A crise, porém, não atingiu apenas o PT. Ela está afetando todo o campo governista, aprofundando divisões e contradições, <span style="font-family: Verdana, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, -webkit-fantasy;">por exemplo, <span style="font-family: Verdana, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, fantasy;">no PMDB, <span style="font-family: Verdana, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, -webkit-fantasy;"><span style="font-family: Verdana, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, fantasy;">no PSB, e no PDT, meio dentro, meio fora do governo. </span></span></span></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O Planalto teme que a saída do senador Sarney da presidência do Senado dê à oposição capacidade de controle sobre a CPI da Petrobrás e várias matérias delicadas que o governo não gostaria de ver escapar de seu controle, inclusive vários vetos. Vetos são decididos pelo Congresso Nacional, presidido também pelo presidente do Senado. O Senado será decisivo, por exemplo, na aprovação das concessões que o governo acaba de fazer ao Paraguai. Nada fácil aprová-las, em termos normais. Enquanto persistir o clima de crise, nem se fale. Também não seria trivial com um sucessor de Sarney. Mas nada garante que com Sarney o governo consiga ter vida mais fácil, até porque, do jeito que as coisas andam, ele só aparece em plenário para fazer discursos de auto-defesa.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Errando, como tem errado, na articulação política, o governo só contribui para a paralisia do Senado. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O campo oposicionista também não apresenta sinais vitais animadores. Além das fissuras nas relações entre o DEM e o PSDB, por causa dos dissabores no Senado, há também divisão crescente no interior dos dois partidos.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essas fissuras e esses desentendimentos internos estão aprofundando a crise estrutural e de representatividade do sistema partidário como um todo e dos principais partidos do país, em particular. São vários os sinais inquietantes de crise partidária geral e sem que surjam alternativas. O enfraquecimento da capacidade de mobilização do PT. A derrocada intelectual, política e programática do PSDB. A formação de áreas difusas no campo da moralidade pública, em todos os partidos e na maioria das instituições do estado. A incapacidade de formação de novas lideranças.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Esse é o risco maior. Um sistema em decadência acelerada, sem que apareçam alternativas apontando na direção do realinhamento das forças partidárias, como já aconteceu em várias democracias maduras, pode desembocar em caudilhismo ou numa sucessão de governos fracos, corrompidos, pondo em risco a estabilidade política.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A polarização moderada entre Democratas e Republicanos, no EUA e o balanço de forças entre Conservadores e Trabalhistas, na Inglaterra, surgiram de realinhamentos políticos derivados da crise e desaparecimento de partidos que anteriormente ocupavam o centro do sistema de forças. A Itália passou por um profundo realinhamento, com o desaparecimento do partido que dominou sua vida política desde o após-guerra, a Democracia Cristã. Até hoje o sistema não encontrou um novo ponto de equilíbrio. Acabou caindo no colo de Berlusconi. As dificuldades políticas que o Japão tem enfrentado, com repercussões na capacidade de gestão macroeconômica do governo, estão relacionadas à decadência do partido dominante, sem que surjam condições propícias para o realinhamento partidário.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O PSDB tem se demonstrado incapaz de aproveitar as contradições políticas do governo Lula para construir uma alternativa programaticamente consistente e expressa em uma liderança ativa.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A decisão de postergar a definição do perfil sucessório que o partido adotará, a perda de capacidade de formulação de políticas de médio e longo prazo, produziu forte indiferenciação no quadro político. Essa indiferenciação dá ainda mais relevo à dominância do “lulismo”, que se mantém em função da popularidade incontrastada do presidente Lula. Nesse ambiente, o quadro eleitoral também tenderá à fragmentação e opacidade, aumentando a incerteza.</span></p>
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