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	<title>Ecopolitica &#187; jornalismo</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
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		<title>Egito: primeiros passos da transição ainda tímidos</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2011/02/14/egito-primeiros-passos-da-transicao-ainda-timidos/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 14:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito dissolveu o parlamento e suspendeu a Constituição. Mas não levantou ainda o estado de emergência. O começo é positivo, mas tímido.
Algumas fontes sustentam que os militares podem formar um grupo, em breve, para fazer proposta de novo texto constitucional. O comunicado dos chefes militares estabeleceu prazo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito dissolveu o parlamento e suspendeu a Constituição. Mas não levantou ainda o estado de emergência. O começo é positivo, mas tímido.<span id="more-1677"></span></p>
<p>Algumas fontes sustentam que os militares podem formar um grupo, em breve, para fazer proposta de novo texto constitucional. O comunicado dos chefes militares estabeleceu prazo de seis meses para sua permanência no poder “ou até que se dêem as eleições”. Alguns interpretam esse prazo como máximo e imaginam que as eleições podem acontecer antes disso. Outros dizem que este é o prazo mínimo e poderá se estender até as eleições, caso elas não sejam possíveis em seis meses. Acho a segunda hipótese mais plausível.</p>
<p>A oposição quer mais. Primeiro, o fim do estado de emergência. Segundo, transparência. Os militares precisam abrir canais de interação com a oposição. Terceiro, mais detalhamento dos planos para a transição. O começo é tímido e há, ainda, muita incerteza. Algumas lideranças falam em voltar às ruas, caso não haja respostas mais rápidas. Mas parece que já há alguma <a href="http://english.aljazeera.net/news/middleeast/2011/02/201121484743645699.html">conversa construtiva</a> com a oposição. O executivo da Google que se tornou um dos heróis da resistência, Wael Ghonim e o blogueiro Amr Salama escreveram que encontraram os militares para entender os ponto de vista deles e apresentar o nosso. Eles disseram também que os militares prometeram uma nova constituição em 10 dias e submetê-la a referendo em dois meses.</p>
<p>Enquanto acerta os passos para a transição, o governo provisório precisa lidar urgentemente com a economia. Há greves de bancários e de transportes públicos, protestos da polícia e dos jornalistas da mídia estatal por melhores condições de trabalho e maiores salários. A economia está paralisada desde o início dos protestos. A receita de turismo, importantíssima, caiu a praticamente nada. Não há alternativa sem reformas econômicas rápidas. Parte importante da economia está nas mãos dos próprios militares. Outra parte era controlada por asseclas de Mubarak, todos ameaçados de processo por corrupção. A desapropriação e venda desses ativos parece inescapável. No caso da venda, o problema é o dilema entre estatizar &#8211; propensão forte, dada a magnitude do complexo industrial militar sob controle das Forças Armadas &#8211; e transferí-las a investidores privados.</p>
<p>Enquanto a transição no Egito dá esses primeiros passos tentativos rumo à democracia, depois de 59 anos de autoritarismo, o fogo da rebelião se espalha pela região. Manifestações acontecem no Iêmen, no Marrocos e na Argélia. Hoje, no Irã, houve novo embate entre a polícia e a oposição, com a participação sempre violenta das milícias dos aiatolás, os basij, que se dirigiram em motocicletas em grande número para Teerã esta manhã.</p>
<p>O problema com as revoltas nesses outros países da região é que elas não têm tido a mesma cobertura da CNN, que teve o Egito, nem há, ainda hashtags ativos no Twitter. A menor exposição aumenta o risco de repressão. Houve prisões e repressão policial violenta às manifestações em todos esses países.</p>
<p>Nem mesmo a Al Jazeera está cobrindo as manifestações com a mesma intensidade que cobriu o Egito. Mas é ainda a fonte mais permanente de informações.</p>
<p>No Iêmen, segundo ela, as manifestações entraram hoje no quarto dia e a repressão policial arrefeceu. A polícia, ontem e hoje, teria conseguido, inclusive, evitar que grupos pró-regime atacassem os manifestantes, mantendo-os apartados.</p>
<p>A Al Jazeera informa também que o ministro das Relações Exteriores da Argélia, Mourad Medelci, anunciou, hoje, que o estado de emergência, em vigor há 19 anos, deve ser levantado em breve. Promessa que já havia sido feita pelo presidente Abdelaziz Bouteflika, no começo do mês. Diz, também, que a imprensa local está noticiando que o presidente se prepara para mudar todo o governo, para fazer reformas e preparar a abertura do regime. As lideranças da oposição dizem que continuarão a se manifestar até que o regime caia. Mas não há, ainda, disposição de ocupar permanentemente as ruas. A Al Jazeera conta que Elias Filali, blogueiro e ativista argelino citou <a href="http://english.aljazeera.net/news/africa/2011/02/20112148175219570.html">Ali Yahia Abdennour</a>, um dos mais conhecidos defensores dos direitos humanos no país, dizendo:</p>
<blockquote><p>“Devemos continuar protestando todo Sábado, na mesma praça, ganharemos momento à medida em que progredimos, queremos nossa dignidade de volta”.</p></blockquote>
<p>O contágio está em curso. O que permite a persistência do contágio é o fluxo de informações, sobretudo pela via das mídias e redes sociais. Mas, como se viu no Egito, a imprensa tradicional, principalmente a TV, sobretudo na Internet, continua sendo uma peça fundamental nesse fluxo global de informação, que cria um movimento virtual de solidariedade aos manifestantes e uma rede de proteção que expõe a repressão violenta. Ao expô-la, força governantes de países democráticos a se manifestar pedindo liberdade de expressão e manifestação e abertura democrática. A informação globalizada aumenta os custos da repressão e dá mais segurança aos manifestantes. Não por acaso, o governo iraniano cortou o sinal de celulares no entorno da “Avenida da Revolução”, cercada por <a href="http://english.aljazeera.net/news/middleeast/2011/02/2011214102417540886.html">tropas de choque</a> e para onde convergiram as <a href="http://www.cnn.com/2011/WORLD/meast/02/14/iran.protests/index.html">milícias motorizadas</a>. As manifestações, a propósito de celebrar a queda de Mubarak no Egito, viraram protesto contra o regime de Ahmadinejad. Houve confrontos na avenida e no campus da universidade de Teerã.</p>
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		<title>Uma conversa com a Conexão Mata Atlântica</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/11/18/uma-conversa-com-a-conexao-mata-atlantica/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Nov 2010 21:04:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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Hoje dei uma entrevista de quase uma hora para a Conexão Mata Atlântica, promovida pela SOS Mata Altlântica em um webcast ao vivo, comandado pela Educartis . A gravação da entrevista está aqui.

SOSMA WebCast com Sergio Abranches from EDUCARTIS on Vimeo.
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<p>Hoje dei uma entrevista de quase uma hora para a Conexão Mata Atlântica, promovida pela <a href="http://sosma.org.br/">SOS Mata Altlântica</a> em um webcast ao vivo, comandado pela <a href="http://http://www.educartis.com.br/como-chegar/">Educartis</a> . A gravação da entrevista está aqui.<span id="more-1276"></span></p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/16966733" width="400" height="225" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/16966733">SOSMA WebCast com Sergio Abranches</a> from <a href="http://vimeo.com/user5194800">EDUCARTIS</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Twitter: ferramenta de jornalismo cooperativo e difusão de informações ambientais.</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/08/12/twitter-ferramenta-de-jornalismo-cooperativo-e-difusao-de-informacoes-ambientais/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 22:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
Nem sempre é preciso estender o texto dos tuítes para que a informação seja correta e completa.
@betoverissimo Imazon e Inpe confirmam avanço do desmatamento no sul do estado do Amazonas. Até pouco tempo citado como o mais conservado da região.
@abranches RT @betoverissimo Imazon e Inpe confirmam avanço do desmatamento no sul do Amazonas. Até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Sérgio Abranches</p>
<p>Nem sempre é preciso estender o texto dos tuítes para que a informação seja correta e completa.<span id="more-1116"></span></p>
<p>@<a href="http://twitter.com/betoverissimo">betoverissimo</a> Imazon e Inpe confirmam avanço do desmatamento no sul do estado do Amazonas. Até pouco tempo citado como o mais conservado da região.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> RT @betoverissimo Imazon e Inpe confirmam avanço do desmatamento no sul do Amazonas. Até pouco citado como o mais conservado da região.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> Confirmado: A pressão no Sul do Amazonas aumentou com a melhoria da ligação entre Lábrea e o Rio Branco (BR-317).</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> INPE e Imazon apontam aumento do desmatamento no Sul do Amazonas, área antes mais preservada, meu comentário na #CBN: <a href="http://bit.ly/bCJKmU">http://bit.ly/bCJKmU</a></p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> @<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> Bom comentario. Após reduzir as forças privadas do desmatamento (soja e carne), é preciso lidar com impactos de ações públicas.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> Obrigado. Precisamos mesmo completar com sucesso o ciclo de proteção à Amazônia para podermos investir mais para salvar o cerrado.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> O impacto do TerraLegal na AMZ parece ser positivo. Mas é preciso esperar os resultados do PRODES para ver onde estão os pequenos desmatesabranches</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> RT @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a>: O impacto do TerraLegal na AMZ parece ser positivo. Mas precisa esperar dados do PRODES p/ ver onde estão os pequenos desmates.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/paulogbarreto">paulogbarreto</a> @gcamara vetores + prováveis do desmatamento atual &#8211; crédito subsidiado para pequenos imóveis, agricultura subsistencia e doação de terras</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> As estradas sempre terão  impacto no desmatamento, especialmente qdo as taxas caem. Tirem as grandes causas, ficam as pequenas.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/nilodavila">nilodavila</a> @<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a>: Em Lábrea Terralegal tem 300 mil ha em cadastro 80% com mais de 4 modulos. Maior concentração no eixo da BR317</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> RT @<a href="http://twitter.com/nilodavila">nilodavila</a>: @<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a>: Em Lábrea, Terralegal tem 300 mil ha em cadastro 80% c/+ 4 modulos. Maior concentração no eixo da BR317.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> @<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> Como disse antes, é preciso cautela pois dados do DETER são parciais. 75% dos desmatamentos em 2009 foram menores que 50 ha.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> RT @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a>: @abranches Como disse antes, é preciso cautela os dados do DETER são parciais. 75% dos desmatamentos em 2009 foram &lt; que 50 ha.</p>
<p>Não há necessidade de mais palavras. Está tudo contado aí.</p>
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		<title>Wikileaks e o jornalismo: inovação e diferenciação</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/07/27/wikileaks-e-o-jornalismo-inovacao-e-diferenciacao/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 18:51:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
O vazamento pelo Wikileaks de milhares de documentos sobre a operação militar do EUA no Afeganistão está causando grande polêmica na imprensa e na webesfera, no momento. O Wikileaks foi criado para receber “vazamentos” de material confidencial sobre questões sensíveis. O que isso tem a ver com o jornalismo?
Primeiro de tudo, virou notícia. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Sérgio Abranches</p>
<p>O vazamento pelo Wikileaks de milhares de documentos sobre a operação militar do EUA no Afeganistão está causando grande polêmica na imprensa e na webesfera, no momento. O Wikileaks foi criado para receber “vazamentos” de material confidencial sobre questões sensíveis. O que isso tem a ver com o jornalismo?<span id="more-1088"></span></p>
<p>Primeiro de tudo, virou notícia. A divulgação dos documentos sobre o Afeganistão, os “War Logs”, ou “Diários da Guerra” está em todos os jornais e sites jornalísticos do mundo. A Casa Branca disse que não há novidades no que foi vazado. A Slate, concorda. <a href="http://www.slate.com/id/2261780/">Fred Kaplan</a> diz que se alguém se surpreender com algo do que está lá, acaba de chegar ao mundo dos que lêem jornais. Mas, como diz <a href="http://www.slate.com/id/2261861/">William Saletan</a>, também da Slate, alegar que não há novidade nos vazamentos é uma tentativa de driblar a opinião pública. Há revelações ou relembranças suficientemente perturbadoras para justificar sua publicação com destaque. Julian Assange, fundador do Wikileaks diz que há nos documentos<a href="http://www.slatev.com/video/classified-us-military-records-released-wikileaks/"> evidências de crimes</a> de guerra.</p>
<p>A noção errônea de que “não é novo, não é notícia”, está desmentida na própria repercussão na mídia internacional. Notícia é. E não só o fato de terem sido vazados 90 mil documentos antes classificados como confidenciais. O próprio conteúdo dos documentos é matéria jornalística e gera controvérsia. Até mesmo no próprio governo, como chama atenção a <a href="http://www.wired.com/dangerroom/2010/07/military-disputes-its-own-wikileaked-missile-report/%23more-28507">Wired</a>: “Militares discordam de seu próprio relatório sobre míssil ‘wikivazado’ (wikileaked)”. Há discordância sobre o teor de relatório que fala de um helicóptero Chinook ter sido derrubado pelos rebeldes.</p>
<p><a href="http://www.niemanlab.org/2010/07/when-do-92000-documents-trump-an-off-the-record-dinner-a-few-more-thoughts-about-wikileaks/">Como diz</a>, com toda razão, C.W. Anderson, pesquisador da escola de jornalismo da universidade Columbia, “descobrir algo novo pode não ser tão importante quanto encontrar um padrão em algo que já está por aí”. David Corn, chefe da sucursal de Washington do site <a href="http://motherjones.com/mojo/2010/07/ground-truth-afghanistan?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter&amp;utm_campaign=Feed:+Motherjones/mojoblog+(MotherJones.com+%7C+MoJoBlog)">Mother Jones</a> diz que, de qualquer forma, o “Afeganistão foi, verdadeiramente, foi uma guerra que recebeu sub-cobertura, além de ter sido sub-discutida e sub-debatida”.</p>
<p>Jeff Jarvis, jornalista, professor de jornalismo, blogueiro e forte formador de opinião no ambiente jornalístico no EUA, tuitou o seguinte sobre seu primeiro post no blog <a href="http://www.buzzmachine.com/">BuzzMachine</a> sobre o caso:</p>
<blockquote><p>Thinking about wikileaks: Is no secret safe now? Where is the line of transparency? (Pensando sobre wikileaks: nenhum segredo está mais seguro agora? Por onde passa a linha da transparência?)</p></blockquote>
<p>No <a href="http://www.buzzmachine.com/2010/07/26/what-if-there-are-no-secrets/">post</a>, Jarvis diz que a moral dessa história dos vazamentos dos “diários da guerra” é que “nunca se sabe o que será vazado”. Mas o ponto central que ele quer mesmo discutir é se há um limite para vazamentos. Se existe uma ética do segredo que o jornalismo investigativo deveria obedecer. A resposta que ele encontra para a questão é inequívoca:</p>
<blockquote><p>“O caso do Wikileaks é um exemplo de ‘atravessar a linha’? Primeiro, precisamos perguntar onde a linha deveria estar. Eu acho que ela tem que se mover de tal modo a definir que o padrão, especialmente no governo, seja a transparência. Ao invés de perguntar o que deveria ser dado a público, deveríamos perguntar o que deveria permanecer privado.”</p></blockquote>
<p>Para Jay Rosen, professor de jornalismo da New York University, blogueiro e também influente formador de opinião, a novidade maior é que Wikileaks, diferentemente da imprensa convencional, não está submetido às leis que impedem a divulgação de material confidencial. A “lógica da Internet” permite que torne público qualquer coisa. Esta é a grande novidade: embora sediado na Suécia, Wikileaks não é de país algum. É, segundo Rosen, o <a href="http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2010/07/26/wikileaks_afghan.html">primeiro caso</a> de uma organização noticiosa “apátrida”. Ele usa a expressão “stateless news organization”. Acho que, neste sentido, a melhor tradução é, mesmo, apátrida.</p>
<blockquote><p>“Se você for ao <a href="http://twitter.com/wikileaks">perfil do Twitter</a> do Wikileaks, onde está ‘local’ diz: em todo lugar. Esta é uma das coisas mais surpreendentes sobre ele: é a primeira organização noticiosa apátrida do mundo. Eu não consigo pensar em exemplos anteriores disso. (Dave Winer, no <a href="http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2010/07/26/wikileaks_afghan.html%23comment54288">comentários</a>: ‘a blogosfera é uma organização noticiosa apátrida’.) Wikileaks está organizado de tal forma que se houver bloqueio legal em um país, os servidores podem ser transferidos para outro. É assim para colocá-lo fora do alcance de qualquer governo ou sistema legal. Por isso é tão estranho a Casa Branca reclamar: “Eles nem nos contataram!”</p></blockquote>
<p>Mas é jornalismo? É a nova fronteira do jornalismo investigativo? A primeira pista para ajudar a responder a essa questão foi levantada pelo próprio Jay Rosen:</p>
<blockquote><p>“Faça-se a seguinte pergunta: por que Wikileaks simplesmente não publicou os diários da guerra e deixou os jornalistas de todo o mundo terem acesso a eles? Por que entregá-los ao The New York Times, ao Guardian e Der Spiegel <a href="http://embargowatch.wordpress.com/2010/07/25/what-wikileaks-julian-assange-has-to-say-about-embargoes/">primeiro</a>? Porque, como Julien Assange, fundador do Wikileaks <a href="http://www.computerworld.com/s/article/9139180/Wikileaks_plans_to_make_the_Web_a_leakier_place">explicou</a> em outubro passado [à Computerworld], se uma grande história estiver disponível a todos igualmente, os jornalistas vão deixá-la de lado.”</p></blockquote>
<p>Em outras palavras, queria que a informação virasse notícia, repercutisse na imprensa convencional, onde as pessoas vão em busca do que consideram notícia. Eu diria, informação com credibilidade vinda de padrões de conduta firmados e testados. Olhem só que órgãos de imprensa foram escolhidos. Essa é a resposta que Dan Kennedy, professor de jornalismo da universidade Northwestern, em Boston, dá no Guardian, ao perguntar porque “Wikileaks <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2010/jul/27/why-wikileaks-turned-to-press">recorreu à imprensa</a>”?</p>
<blockquote><p>“Material chocante e uma queda para relações públicas podem ser suficientes para você ser notado. Mas se é credibilidade que você quer, então as velhas organizações jornalísticas ainda têm algo a oferecer.”</p></blockquote>
<p>Jeff Jarvis, em <a href="http://www.buzzmachine.com/2010/07/27/value-added-journalism/">outro post</a>, sobre “jornalismo com valor agregado”, conta que perguntou ao editor chefe do Guardian se seu jornal deveria ter criado um Wikileaks, como ele começou o <a href="http://commentisfree.guardian.co.uk/">CommentIsFree</a>, inspirado no Huffington Post. O Wikileaks é um recurso para o jornalismo investigativo e, portanto, deveria fazer parte do arsenal próprio, interno de um jornal? Ou deveria ficar como algo à parte? “Eu acho que é melhor separado” foi a resposta de Rusbridger. Porque o Wikileaks “faz coisas que um jornal não gostaria ou não poderia fazer”. Sobretudo pela característica apontada por Rosen, de estar submetido à lógica global e apátrida da Internet e não às leis de qualquer país.</p>
<p>Os critérios de verificação e transparência são diferentes. Mas o que o jornalismo traz, além da credibilidade mencionada por Dan Kennedy, é que ele adiciona um valor que não se cria com facilidade. “Eu acho que o caso do vazamentos” sobre o Afeganistão, disse Rusbridger a Jarvis, “faz a defesa do jornalismo”.</p>
<blockquote><p>“Nós tínhamos as pessoas e a expertise para dar o sentido daquilo tudo.”</p></blockquote>
<p>É mais que o padrão de checagem. São os anos de experiência dos repórteres, correspondentes, colunistas e editores, capazes de transformar o vazamento numa cobertura com consequência e sentido. Jarvis aponta, corretamente, que, dessa forma, o jornalismo adiciona valor ao material descoberto. Essa tarefa não se esgota.</p>
<p>E essa é mais uma razão para justificar plenamente, a crítica de Michelle Mclellan, do Knight Center, ao ‘<a href="http://www.knightdigitalmediacenter.org/leadership_blog/comments/20100726_the_replacement_myth/">mito da substituição</a>’. “A idéia cansativa que as notícias nascidas na Web vão substituir a mídia tradicional.” Anderson concorda: “eu não acho que um “novo” tipo de jornalismo vai tomar o lugar do modo tradicional. Obviamente, as duas formas jornalísticas vão trabalhar juntas, lado a lado”.</p>
<p>O que se está vendo, a sério, é muito menos a tentativa de invadir e tomar espaços e sim, cada vez mais intensa cooperação entre os vários formatos e as várias plataformas. Rusbridger fala em “mutualização”, Jarvis, em cooperação. Sociologicamente, estamos diante de um fenômeno antigo e sempre fundamental da ordem social. Diferenciação de papéis, um processo que não pára, porque é movido a inovação, que se soma à persistência do que mantém valor próprio. Vai ganhando complexidade, produzindo convergências e diferenças e alimentando a mudança e o progresso. Dialeticamente, tudo muda e tudo que tem valor, se perpetua, ainda que se transformando.</p>
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		<title>Twitter, mudança climática e revolução na mídia</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 19:34:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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Um dia, entrei na sala de imprensa do Bella Center, em Copenhague, onde acontecia a Conferência do Clima, e resolvi passear entre as longas mesas.
Sérgio Abranches
Eram mesas largas e compridas, cada uma com capacidade para umas 50 pessoas. E eram muitas. Havia mais de 2000 jornalistas por ali. Passei por várias fileiras, olhando o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Um dia, entrei na sala de imprensa do Bella Center, em Copenhague, onde acontecia a Conferência do Clima, e resolvi passear entre as longas mesas.</p>
<p>Sérgio Abranches<span id="more-789"></span></p>
<p>Eram mesas largas e compridas, cada uma com capacidade para umas 50 pessoas. E eram muitas. Havia mais de 2000 jornalistas por ali. Passei por várias fileiras, olhando o que as pessoas tinham em suas telas de computador.</p>
<p>Não era um ato gratuito de voyeurismo, embora uma jornalista argentina, que teimava em só falar inglês mesmo com quem falava espanhol, tenha achado que sim. Ela se irritou visivelmente, porque quando passei por ela, estava colocando uma foto do jornalista em frente no Facebook, dizendo que queria ficar com ele. Tapou a tela com as mãos ostensivamente.</p>
<p>Está certo que olhar por trás dos outros é feio e o cara estava com a mulher ao lado, também jornalista. Mas meu objetivo era outro: observar quantas pessoas estavam usando recursos multimídia e de rede social.</p>
<p>O que pude observar é que a maioria usava vídeos e texto. A esmagadora maioria postava em tempo real, em blogs ou em sites de suas empresas jornalísticas e portais de notícias. Quase todos usavam Twitter.</p>
<p>Retornando de Copenhague e ainda me recuperando de uma sinusite com bronquite, provavelmente causadas pelo frio nas vezes que o enfrentei sem agasalho suficiente, vi tuíte dizendo que <a href="http://ow.ly/S0cK">2009 foi o ano</a>&#8230; do Twitter, claro. Certamente foi. Ele explodiu no ano passado, em todos os indicadores: número de contas, números de contas ativas, número de tuítes, replies, retuítes e DMs. <a href="http://news.cnet.com/2702-1023_3-434.html%23featured">Aumentou</a> o número de pessoas que têm no Twitter sua <a href="http://www.leveltendesign.com/blog/colin/rethinking-my-twitter-content-stratgy">plataforma</a> âncora de <a href="http://bits.blogs.nytimes.com/2009/11/10/tweets-are-coming-to-linkedin/">comunicação coletiva</a>, ou de rede social.</p>
<p>Se 2009 foi o ano do Twitter, ele certamente foi também o ano em que o Twitter dominou a cobertura jornalística na Cúpula do Clima. Marcou, igualmente, o seu uso generalizado pelas ONGs e outras organizações que foram à COP15, para realizar eventos paralelos, advogar políticas, ou pressionar, contra ou a favor.</p>
<p>Como observou <a href="http://reportr.net/2009/09/15/foj09-talk-twitter-as-a-system-of-ambient-journalism/">Alfred Hermida</a> (@Hermida)</p>
<p>foi muito rápida a adesão dos jornalistas ao Twitter, provocando quase um frenesi tuiteiro em alguns setores da mídia.</p>
<p>Ele também nota que</p>
<p>O Twitter foi rapidamente adotado nas redações como um mecanismo de distribuir as últimas notícias rapidamente e de forma concisa ou como um recurso para encontrar idéias para matérias, fontes e fatos.</p>
<p>Eu vi isso acontecer na Sala de Imprensa do Bella Center. Tuítes eram usados para para dar aquelas notícias que todos sabiam seriam superadas em matéria de horas, se não minutos; furos cada vez mais efêmeros; para socializar sites e contas de Twitter que eram boas fontes de informação; para dar opinião; para comentar sobre a experiência e o ambiente da cobertura da COP15, que foi <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/12/29/clima-cosmopolita/">inédita</a> sob muitos aspectos. Nesse ambiente, o uso da palavra exclusivo era uma temeridade.</p>
<p>Formou-se uma espécie de Twitter de Babel, um diálogo multi-linguístico continuado e uma experiência de compartilhamento de informação, claro, com filtros (uns mais que outros) e com defecções (todas muito notadas).</p>
<p>O presidente francês Nicolas Sarkozy disseminava suas impressões, informações e idéias por meio de uma conta de Twitter criada especificamente para a COP15: @ElyseeCop15.</p>
<p>O primeiro ministro Gordon Brown usou a conta regular @10DowningStreet para dar suas impressões. Ambas se tornaram fontes muito úteis e largamente consultadas.</p>
<p>Um tuíte típico representando a visão de Sarkozy era assim:</p>
<p>PR: “les difficultés de cette conférence, c&#8217;est la preuve d&#8217;un système onusien à bout de souffle”, about 13 hours ago from Seesmic. (“As dificuldades dessa conferência, prova de que o sistema da ONU perdeu o gás”).</p>
<p>Um tuíte típico expressando o ponto de vista de Gordon Brown era assim:</p>
<p>PM: Negotiations fraught, but determined to get this done. Leaders must put cards on table. 8:12 AM Dec 17th from web (“Negociações ameaçadas, mas determinado a fechá-las. Os líderes precisam pôr as cartas na mesa”).</p>
<p>Quando penso naqueles dias intensos na Sala de Imprensa durante a COP15, uma das imagens mais nítidas que me vêem à mente é a de milhares de jornalistas buscando freneticamente informação, checando, verificando o que conseguiam, por todos os meios possíveis, um grande número compelido a reportar em tempo real.</p>
<p>A intermediação do Twitter tornava essa situação relativamente comum nesse tipo de cobertura, na melhor expressão das formas emergentes daquilo que Hermida chama de jornalismo de ambiente.</p>
<p>(J)ornalismo de ambiente &#8211; um sistema de percepção que oferece meios diversos de coletar, comunicar, compartilhar e apresentar notícias e informações, servindo a diferentes objetivos. O sistema está sempre no ar mas também opera em distintos graus de engajamento e consciência.</p>
<p>A COP15 foi seguramente a primeira na qual o Twitter foi integralmente usado como parte da cobertura jornalística. Imagino que tenha sido também o ápice do blog jornalístico dedicado ao clima. Não tenho evidência coletada disso, mas posso dar o testemunho da minha experiência e observação: obtive mais informação e confirmação de notícias e rumores em blogs do que nos sites da imprensa convencional, exceto nos casos da Reuters e do The Guardian. Claro, estou contando blogs de jornalistas profissionais abrigados em sites da imprensa convencional, como o <a href="http://dotearth.blogs.nytimes.com/">Dot Earth</a> do @Revkin ou o <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/blog">Environment Blog</a> do The Guardian. Mas eles são poucos. A maioria era blog separado da imprensa convencional.</p>
<p>O Twitter foi também um recurso crucial para advogados de políticas climáticas, lobbies, militantes, pro e contra, e ONGs. Eles tinham objetivos distintos da imprensa, mas eram também ótimas fontes de informação. Experientes analistas do Greenpeace foram fundamentais para mim, por exemplo. Também obtive boa informação de profissionais do WWF e da OXFAM.</p>
<p>Uma experiência que achei muito interessante foi o uso feito pelo <a href="http://adoptanegotiator.org/">Adopt a Negotiator</a> da combinação entre blog, Facebook e Twitter. Foi provavelmente muito educativo para os participantes e era também uma boa fonte para os jornalistas.</p>
<p>O Twitter é, hoje, o instrumento mais importante para disseminar informação sobre os militantes ainda presos pela polícia dinamarquesa. É o recurso que permite dar transparência &#8211; uma forma de defesa &#8211; ao que se passa com eles e mobilizar mundo afora protestos pela prisão continuada e demanda por sua soltura.</p>
<p>E o Twitter se tornou um recurso indispensável para a pesquisa e o jornalismo.</p>
<p>De fato, o Twitter pode ser um sério acessório da reportagem. Ele pode ser uma lista viva e palpitante de dicas de fatos, fontes de notícias e idéias para matérias. Ele pode dar acesso instantâneo a pessoas de difícil acesso que são notícia, dado que não há um assessor de relações públicas entre o repórter e um tuíte para uma autoridade governamental ou executivo de uma empresa. Ele pode também ser um instrumento ainda tosco para crowdsourcing. (Paul Farhi &#8211; <a href="http://www.ajr.org/Article.asp?id=4756">The Twitter Explosion</a>, AJR).</p>
<p>Eu mesmo tenho usado o Twitter para marcar entrevistas, confirmar fatos, obter opiniões e dicas com muita frequência. Há uma etiqueta para isso e, fazendo da maneira correta, é um instrumento diferente que realmente funciona melhor do que qualquer outro de que se dispunha anteriormente.</p>
<p>Hashtags foram usados amplamente na cobertura da COP15 via Twitter, mas os principais foram #COP15, #Copenhagen, e #climate.</p>
<p>Hashtags são apenas um dos recursos que dão coerência ao que pode parecer como a Torre de Babel do Twitter (Paul Farhi &#8211; <a href="http://www.ajr.org/Article.asp?id=4756">The Twitter Explosion</a>, AJR)</p>
<p>O fluxo de tuítes com o hashtag #COP15 continua sem parar e permanece como uma boa fonte para jornalistas, militantes, profissionais de políticas públicas e corporativas. O número de bobagens nesses tuítes aumentou, é verdade, mas os que têm relevância e interesse ainda superam esses inúteis. Meu palpite é que o #COP15 vai continuar existindo e digno de nota até se transformar, sem descontinuidade, em #COP16.</p>
<p>Há várias interfaces entre jornalistas, defensores de políticas climáticas e militantes verdes. Um deles é, certamente, o Twitter. Ao mesmo tempo que militantes e defensores de políticas podem ser fontes úteis para os jornalistas, eles são também os mais frequentes visitantes de sites da imprensa convencional e de blogs de notícias, buscando informação agregada, opinião e análise.</p>
<p>Tudo isso significa que o Twitter atrai o tipo de pessoas que a mídia deveria amar &#8211; aquelas que estão interessadas em e engajadas com as notícias. (Paul Farhi &#8211; <a href="http://www.ajr.org/Article.asp?id=4756">The Twitter Explosion</a>, AJR).</p>
<p>Tudo isso é verdade, também, para quem escreve sobre política, cultura, moda, economia, esportes, negócios, tecnologia, comunicação, saúde, ciência e tudo o mais.</p>
<p>Quem continua discutindo se o Twitter vai desbancar os blogs ou outras plataformas de redes sociais e até os sites de notícias em tempo real, está deixando de ver o essencial. O que estamos vendo é maior integração entre eles: o LinkedIn já incorporou o Twitter. O Digg, que já andou às turras com o Twitter, também <a href="http://www.telegraph.co.uk/technology/social-media/6917829/Digg-considering-adding-Twitter-updates.html">estuda incorporar</a> tuítes e posts no Facebook à sua plataforma. Cada um vai se especializar na função em que é melhor e todos comporão uma rede integrada de comunicação coletiva de enorme poder.</p>
<p>A mudança que me fez ver valor real no Twitter ocorreu por volta de um ano atrás, quando as pessoas que eu havia aprendido a conhecer e apreciar por seus escritos em blogs iniciaram conversações no Twitter. Nessa época, eu já era um blogueiro frequente há uns dois anos e vinha dialogando com outros blogueiros por meio de meu próprio blog ou de comentários nos blogs deles. Gradualmente, notei que os diálogos que se davam nos blogs e nos comentários aos blogs estavam se mudando para o Twitter. EU não havia buscado por eles antes no Twitter, mas agora, a maioria deles colocou o nome que usa no Twitter em seus blogs. (Oscar Berg &#8211; <a href="http://ow.ly/S0cK">“Why 2009 was the Year of Twitter”</a>, The Content Economy).</p>
<p>Para alguns objetivos de obtenção de informação, o Twitter é melhor que o RSS. Como o blogueiro Oscar Berg diz, blogs são pessoais e o Twitter é a plataforma coletiva, uma espécie de território comum, ponto de encontro. Twitter, blogs e redes sociais serão elemento centrais na evolução do processo de <a href="http://dannybrown.me/2010/01/04/social-media-in-2010-aggregation-segmentation-and-specialization/">agregação, segmentação e especialização</a> na Webesfera, tanto quanto no mundo da mídia.</p>
<p>Onde nenhum outro recurso compete hoje com o Twitter é no que <a href="http://cloud9media.wordpress.com/2010-trends/2009-year-of-twitter/">Cloud9Media</a> chamou de “magia do tempo real”. Seja na busca em tempo real, seja para furos ou notícias rápidas em tempo real, seja ainda para obter reações em tempo real ou qualquer outra necessidade de informação ou comunicação social instantânea, o Twitter funciona melhor e de forma mais econômica do que qualquer outro recurso disponível.</p>
<p>O Twitter é muito impressionante e é o mais eficiente mecanismo que jamais vi para me permitir examinar em detalhe as correntes de pensamento de pessoas que vivem por todo o mundo. (Vivek Wadhwa &#8211; <a href="http://www.techcrunch.com/2010/01/01/twitter-and-me/">“Twitter and Me! Why It’s The Only Social Media Tool I Use”</a>, TechCrunch).</p>
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		<title>Deu na primeira página</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 16:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento global]]></category>
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Surpresa. Furo. Mudança. Pensei que levaria ainda muito tempo para ver na primeira página de um jornal brasileiro, em manchete, uma notícia sobre aumento de emissões de carbono, em lugar da celebração de mais uma fábrica.
Sérgio Abranches
A manchete da primeira página do Globo, hoje é a seguinte: 
 

Siderúrgica aumentará em 76% emissão de CO2 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Surpresa. Furo. Mudança. Pensei que levaria ainda muito tempo para ver na primeira página de um jornal brasileiro, em manchete, uma notícia sobre aumento de emissões de carbono, em lugar da celebração de mais uma fábrica.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-451"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A manchete da primeira página do Globo, hoje é a seguinte: </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<blockquote>
<p style="font: normal normal normal 18px/normal Helvetica; text-align: center; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>Siderúrgica aumentará em 76% emissão de CO</strong></span><span style="font: 12.0px Helvetica; letter-spacing: 0.0px;"><sub><strong>2</strong></sub></span><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong> no Rio.</strong></span></p>
</blockquote>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;">
<p style="font: normal normal normal 18px/normal Helvetica; min-height: 22px; text-align: center; margin: 0px;"><a href="http://www.ecopolitica.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Globo-b.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-452" title="Globo b" src="http://www.ecopolitica.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Globo-b.jpg" alt="Globo b" width="380" height="212" /></a></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Melhor ainda, um tema da pauta local e econômica chamado por seu ângulo climático-ambiental e não por seu conteúdo econômico ou local. A <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/11/05/csa-aumentara-em-76-lancamento-de-dioxido-de-carbono-na-atmosfera-914629793.asp"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">matéria</span></a> está na página 10, da editoria Rio, e não abrigada na sessão de meio ambiente.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Na página de “Ciência” está a notícia sobre o custo estimado para as ações de redução de emissões de carbono do Brasil a serem apresentadas em Copenhague.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A matéria revela como a legislação brasileira é atrasada. Permite que a empresa diga que está cumprindo a lei. Não basta. Empresa responsável tem que ir além da lei no Brasil, porque ela é sabidamente insuficiente. Basta comparar com os países que têm uma legislação para mudança climática. Duvido que ela pudesse emitir, sem custo, na Alemanha, o que vai emitir aqui.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Da apuração surge também, com clareza, outro desvio brasileiro: de que basta plantar umas mudas de árvore para neutralizar as emissões. Parece com a medieval venda de indulgências: comprar passe para pecar. Plantar árvore não é passe livre para emitir. A regra elementar da sustentabilidade tem uma hierarquia clara: evitar, reduzir, substituir e, somente no final, compensar.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A compensação, (offset) só vale para emissões residuais. Aqui se compensa qualquer coisa, plantando mudas de árvore, em um contexto de certificação ainda precária, cálculos discutíveis e rastreabilidade duvidosa. E não basta plantar, é preciso acompanhar, repor as mudas perdidas, depois as árvores, por décadas.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Quando Marcos Sá Corrêa, Manoel Francisco Britto e eu nos juntamos para fazer <a href="http://www.oeco.com.br/"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">O Eco</span></a> tínhamos uma visão. Queríamos ensinar jovens jornalistas, mobilizados pela questão ambiental, a cobrir qualquer pauta verificando se ela teria ou não um ângulo ambiental. Repetíamos sempre que não queríamos promover o “jornalismo ambiental”, um jornalismo de nicho. Queríamos fazer jornalismo, assim, puramente, com um ângulo ambiental permanentemente presente nas pautas. Tipo: quem, quando, onde, como, porque, e quanto (emite, polui, desmata).</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A matéria de Túlio Brandão para O Globo faz isso. Trata da inauguração de mais uma grande siderúrgica no estado &#8211; um evento relevante, mas não uma novidade -  por seu ângulo climático: as emissões de carbono vão aumentar. Está aí o ineditismo, o furo, a sacada.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa era nossa visão. Ver nos jornais esse tipo de notícia. Ou ver, por exemplo a cobertura sobre o resultado de mais um leilão de energia, dizendo não apenas que produziremos mais tantos milhares de MW de eletricidade nos próximos anos. Ler nela, também, que o governo só aprovou termelétricas a combustível fóssil, na contramão do mundo, e que cada milhar de MW aumentará nossas emissões em tantas toneladas de carbono. Que as novas usinas sujarão nossa matriz energética, reduzirão nossa competitividade internacional, nos colocarão em oposição à tendência global de redução de emissões.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Basta comparar com a China: enquanto o Brasil só aprovou térmicas a carvão nos últimos anos &#8211; e algumas hidrelétricas controvertidas &#8211; a China se tornou líder mundial em energias eólica e solar fotovoltaica.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Qual é a emissão associada a um grande engarrafamento em São Paulo? Quanto emite a desordem do trânsito nas grandes metrópoles. Quanto custa ao planeta o desregramento que permite ônibus e caminhões trafegando pelas ruas e estradas do país, soltando baforadas de CO</span><span style="font: 12.0px Helvetica; letter-spacing: 0.0px;"><sub>2</sub></span><span style="letter-spacing: 0.0px;"> totalmente fora dos padrões?</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É também muito gratificante ver nessa evolução da pauta &#8211; que espero seja permanente &#8211; que se abandona uma visão velhíssima, que vem do primeiro plano de desenvolvimento do governo Vargas no Estado Novo, início do século XX, de que <a href="http://www.oeco.com.br/todos-os-colunistas/35-sergio-abranches/16552-oeco_20539"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">progresso é chaminé</span></a>, aço, rodovia. Essa visão evoluiu pouco, apenas para incluir cimento e concreto armado em grandes quantidades. Uma concepção que gera mais bem estar para as empreiteiras do que para o país e, sobretudo, do que para os mais pobres.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Desde quando ainda era colunista de O Eco, insisto que nosso modelo de progresso não cabe no Século XXI. Nossas escolhas energéticas constroem uma <a href="http://www.oeco.com.br/todos-os-colunistas/35-sergio-abranches/16570-oeco_23383"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">matriz de atraso</span></a>, não uma infra-estrutura para o desenvolvimento.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Agora, felizmente, a mudança climática chegou também aos editoriais do Estadão. É um evento importante. O editorial pede que o Brasil leve a sério, em Copenhague, seus compromissos com a redução das emissões de gases estufa e que adote uma atitude que tenha credibilidade.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;">
<p style="font: normal normal normal 18px/normal Helvetica; min-height: 22px; text-align: center; margin: 0px;"><a style="text-decoration: none;" href="http://www.ecopolitica.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Editorial.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-453" title="Editorial" src="http://www.ecopolitica.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Editorial.jpg" alt="Editorial" width="357" height="236" /></a></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Espero que o espírito desse editorial vaze para as outras páginas do jornal. Que ele passe a orientar sua pauta diária, em todas as editorias, com a inclusão do ângulo ambiental, particularmente das emissões de gases estufa e da preocupação com o aquecimento global e a decorrente mudança climática.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Aliás, não seria nada mal se a grande imprensa brasileira pautasse as mudanças climáticas que já estão ocorrendo no Brasil. O Brasil precisa saber mais sobre o Brasil, do que o que acontece no eixo Brasília-São Paulo-Rio.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Recentemente, o Globo publicou uma excelente <a href="http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/04/22/com-cada-vez-menos-frio-santa-catarina-muda-plantacoes-para-nao-perder-producao-755388664.asp"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">matéria</span></a> mostrando que Santa Catarina perdeu a capacidade de produzir frutas como a maçã Fuji, que precisa de 600 horas de frio abaixo de 7,2</span><span style="font: 12.0px Helvetica; letter-spacing: 0.0px;"><sup>o</sup></span><span style="letter-spacing: 0.0px;">C, e a Gala, que precisa entre 500 e 600 horas. Conta a matéria, que</span></p>
<blockquote>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">“o chefe da estação experimental da Epagri Caçador, Gabriel Berenhauser Leite, explica que a temperatura média mensal, medida em janeiro, subiu 1,3 grau Celsius entre 1960 e 2009. No período de junho a agosto, as horas de frio têm diminuído desde 1971”.</span></p>
</blockquote>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa incorporação do componente de carbono e do aquecimento global (e local) nas pautas caminha lentamente no mundo todo. No Brasil, parece que, finalmente começa a andar.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Comentei a matéria também na CBN hoje: <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/sergio-abranches/SERGIO-ABRANCHES.htm"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">A construção de uma siderúrgica</span></a> não é mais símbolo de progresso.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>É o público, não é a mídia</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/23/e-o-publico-nao-e-a-midia/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 21:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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A transformação que vivemos vai muito além da mudança tecnológica. É uma mudança de paradigma.
Sérgio Abranches
A audiência mudou. Antes ela era uma população de leitores, na sua maioria passivos. Agora é uma comunidade de consumidores de informação, e eles gostam dela formatada de acordo com suas preferências e interesses individuais. Uma grande parte lê, agrega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A transformação que vivemos vai muito além da mudança tecnológica. É uma mudança de paradigma.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-399"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A audiência mudou. Antes ela era uma população de leitores, na sua maioria passivos. Agora é uma comunidade de consumidores de informação, e eles gostam dela formatada de acordo com suas preferências e interesses individuais. Uma grande parte lê, agrega e adiciona informação por conta própria. Nosso mundo mudou.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Esse novo tratamento da informação que se pode obter de múltiplas fontes, por meio de uma multiplicidade de mídias, afeta até mesmo a frequência de comentários em blogs e sites de notícias. As pessoas repetem, reagem, refraseiam, revisam e refazem mensagens no Twitter, no Facebook, em outras mídias sociais mais frequentemente que na janela para comentários.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Talvez seja a hora de inverter a famosa frase de McLuhan, “a mídia é a mensagem.” Hoje, a mensagem está formatando a mídia. A mensagem é a mídia.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O Twitter é o melhor exemplo: no começo era para ser apenas um SMS diferente. Uma mídia para transmitir mensagens simples, pessoais ou sobre a vida social das pessoas, em 140 caracteres. Os usuários o transformaram em poderoso recurso de rede social, um transmissor de notícias e idéias. A conversação em curso sobre o futuro da imprensa é um caso exemplar disso. Mas o Twitter cobre praticamente qualquer área de possível interesse do público, com um misto de notícias, memes, opiniões e pesquisa, tudo isso em140 caracteres mais <a href="http://www.buzzmachine.com/2009/08/14/on-the-link-economy/"><span style="text-decoration: underline;">LINKS</span></a> mais RT &#8211; retuítes mais @ &#8211; respostas.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa fórmula foi inventada por usuários ativos, explorando as possibilidades e limites da mídia para difundir a mensagem. Eles inventaram os RTs e reinventaram as @ &#8211; respostas. A diferença crucial que tornou tudo isso possível? Ele é aberto à experimentação, altamente flexível nos seus limites. A mensagem é aberta ao público. Não se dirige a qualquer um em particular. Ninguém precisa pedir permissão para ouvir qualquer um. Todo mundo pode ir à lista pública e ouvir o que qualquer outra pessoa tenha a dizer.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Se alguém gosta do que alguma pessoa está falando passa a seguí-la. Se ela tem algo a dizer sobre o assunto, dá uma @ &#8211; resposta. Se acha que a pessoa está dizendo algo que tem valor em si e deseja se associar ao que foi dito ou espalhar a idéia, faz um <a href="http://www.danah.org/papers/TweetTweetRetweet.pdf"><span style="text-decoration: underline;">RT</span></a>. Tudo diz respeito a formatar a mídia ativamente e a conexões sociais voluntárias e totalmente livres.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O jornalismo era um ecossistema constituído por repórteres e leitores. Esse ecossistema está mudando dramaticamente. O jornalismo está inserido em uma comunidade na qual a definição do que é um autor está sendo tão ampliada a ponto de perder o foco. Há poucos leitores puros nela, no sentido de pessoas que apenas lêem e guardam o que pensam sobre o que leram para si mesmas e um punhado de amigos ou familiares. Mesmo aquelas pessoas que ainda hoje só compartilham seus pensamentos com um pequenino círculo de amigos, esse compartilhamento agora frequentemente se dá online, por meio de uma rede social.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Isso é menos importante que o fato de que um dos lados desse ecossistema mudou totalmente. Ele se tornou uma comunidade conectada por links definidos por preferências auto-definidas sobre informação, conhecimento, entretenimento. Uma comunidade onde o desempenho de papéis mudou radicalmente.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Romancistas se tornaram tuiteiros e estão compartilhando suas preferências pessoais, algumas delas muito reveladoras de suas motivações literárias. @</span><span style="letter-spacing: 0px; text-decoration: underline;">GreatDismal</span><span style="letter-spacing: 0.0px;"> (o ciberescritor William Gibson) mostra sua fascinação por Tóquio, dá sua visão sobre atemporalidade, <span style="letter-spacing: 0.0px;">obtém inteligência para seu próximo livro, revela suas inclinações estéticas. @</span><span style="letter-spacing: 0px; text-decoration: underline;">MargaretAtwood</span><span style="letter-spacing: 0.0px;">, em plena promoção de seu novo livro, The “Year of the Flood”, fala de suas viagens e palestras, faz twitter social, se aproxima de seus leitores. Na Twitteresfera são parte da comunidade aberta e têm o mesmo “status social” que seus fãs e leitores. Alguns, inclusive, têm mais seguidores que eles.</span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Jornalistas falam sobre suas ansiedades sobre o futuro do jornalismo, fazem crítica de jornalismo, obtêm informação, reportam, respondem e retuítam. O jornalista não é mais o repórter solitário, narrando sua matéria a uma audiência anônima somente alcançável por meio do papel impresso. Fala a um público vivo, que pode alcançá-lo, reagir em tempo real, tão real quanto é o tempo com que é alcançado pela notícia. Ele pode inclusive tuitar um evento, dando um furo de reportagem mais rapidamente que a própria imprensa. Acaba de acontecer com o terremoto na Indonésia.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os papéis estão mudando não por causa da mídia, mas porque a audiência, o público, está mudando. Além disso, jornalistas profissionais da grande imprensa não <a href="http://blog.lib.umn.edu/blogosphere/weblog_journalism_pf.html"><span style="text-decoration: underline;">são os únicos</span></a> a desempenhar o papel de produzir notícias. Isso é uma complicação, porque grande parte da informação circulando na Webesfera não foi adequadamente apurada. Ao mesmo tempo, contudo matérias do tipo “ele disse, ela disse” estão se espalhando pela imprensa profissional como praga, ao custo do valor e da credibilidade do jornalismo. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Muitos ainda estão prisioneiros da idéia equivocada de que a Webesfera é o terreno de mega audiências. Pode não ser. Visitantes únicos e visitas podem ser pura ilusão numérica. “</span><span style="letter-spacing: 0.0px color;">Milhões de visitantes </span><span style="letter-spacing: 0.0px;">únicos significam pouco se o tempo de permanência dos visitantes (ou seja, a duração da sessão) for menos que um minuto sem que haja uma visita de retorno. É como um milhão de pessoas passarem pelo McDonald’s mas nunca de fato entrarem na lanchonete,” diz <a href="http://patriciahandschiegel.tumblr.com/post/146101595/audience-vs-traffic"><span style="text-decoration: underline;">Patricia Handschiegel</span></a>. “Visitas”, ela argumenta, “podem ser (e muitas de fato são) manipuladas para criar a aparência de número maior de visitas.”</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Então, aqueles que compreendem que a audiência não está nos números de tráfego, devem olhar o quê? A resposta dela é que “tráfego não significa que haja uma audiência. Ao fim e ao cabo, a audiência estará aonde houver valor. Gabar-se de números gigantes de visitas e visitantes únicos significa muito pouco se eles não estão aderindo ao site, ou retornando a ele”. Eles devem gerar o <a href="http://www.poynter.org/column.asp?id=31&amp;aid=167408"><span style="text-decoration: underline;">valor que as pessoas</span></a> estão buscando quando folheiam um jornal, navegam pela Blogoesfera, ou pesquisam o Twitter.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Como argumenta <a href="http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2009/01/12/atomization_p.html"><span style="text-decoration: underline;">Jay Rosen</span></a>, “na era da comunicação de massas a imprensa podia definir a esfera do debate legítimo com relativa facilidade porque as pessoas no lado receptor estavam atomizadas &#8211; ou seja, conectadas com a Grande Mídia no topo, mas não umas com as outras. Hoje, um dos maiores fatores a mudar nosso mundo é a queda do custo de pessoas que têm a mesma visão para localizar umas às outras, trocar informação, impressões e se dar conta de seu número. Das primeiras coisas que eles podem fazer é determinar que a “esfera do debate legítimo” tal como definida pelos jornalistas não corresponde à definição delas”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A <a href="http://www.pbs.org/idealab/2009/07/the-people-formerly-known-as-the-audience-need-a-new-name202.html"><span style="text-decoration: underline;">audiência</span></a> agora é uma comunidade, uma comunidade volátil que pode seguir, “unfollow”, bloquear, escolher e deletar RSS feeds. Vai muito além de comprar ou não comprar um jornal, pagar ou não por conteúdo, <a href="http://www.ojr.org/ojr/people/davidwestphal/200910/1784/"><span style="text-decoration: underline;">mídia velha vs midia nova</span></a>. Notícia e informação com mais-valor continuam a existir e para produzí-las há regras de ouro que só podem ser violadas à custa da credibilidade. A demanda por notícia está crescendo, não caindo. Este é o melhor momento que já houve para ser um repórter no campo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Podemos estar apenas caminhando na entrada de um novo mundo, que pode vir a ser a era mais literária de todas, como disse, de outros tempos, o escritor russo Dostoevsky. <a href="http://www.utoronto.ca/tsq/DS/03/026.shtml"><span style="text-decoration: underline;">Ele escreveu</span></a>: “Estamos tão divididos; temos sede de convicções morais e de rumos. . . Nós podemos até ver que precisamos fazer muito ainda nesse sentido. Por isso eu penso que o momento presente é o mais literário possível”.</span></p>
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		<title>Boa seleção de leituras sobre a evolução do jornalismo</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 18:29:14 +0000</pubDate>
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			</a>
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<p><span id="more-71"></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px; line-height: 19.0px; font: 13.0px Georgia;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Ryan Sholin, diretor de News Innovation de Publish2, compilou uma boa seleção de posts (em inglês) sobre a evolução do jornalismo. Na minha visão, a melhor síntese da discussão que faz sentido sobre o futuro do jornalismo é que o jornalismo como negócio não está morrendo, mas mudando radicalmente. O mesmo é verdade para o  jornalismo como profissão e vocação. Os meios tradicionais de jornalismo comercial estão perdendo força. A profissão também muda, à medida que novos recursos e novas mídias se tornam disponíveis. Há uma intensa busca por novos modelos para a indústria da notícia e para a prática jornalística. As regras tradicionais de determinação do que é fato, fantasia ou rumor, de investigação e confirmação se mantêm e precisam ser reforçadas e complementadas dadas essas circunstâncias tão novas e dinâmicas. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 13.0px 0.0px; line-height: 19.0px; font: 13.0px Georgia;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O post esta <a href="http://ryansholin.com/2009/07/30/crucial-reading-on-the-evolution-of-news-as-it-stands-today/"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">aqui</span></a>. (Sérgio Abranches)</span></p>
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