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	<title>Ecopolitica &#187; governo</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
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		<title>Enchente não mata</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 13:08:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
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Sérgio Abranches
Enchente não mata. Não existem rios assassinos. O que mata é a imprevidência, a irresponsabilidade, a omissão. Tragédia é sempre humana, decorre da ação humana, nunca é natural.
O número de pessoas atingidas por enchentes e alagamentos no país praticamente triplicou nos últimos três anos. Entre 2007 e 2009, os municípios afetados aumentaram de 176 [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>Enchente não mata. Não existem rios assassinos. O que mata é a imprevidência, a irresponsabilidade, a omissão. Tragédia é sempre humana, decorre da ação humana, nunca é natural.<span id="more-1046"></span></p>
<p>O número de pessoas atingidas por enchentes e alagamentos no país praticamente triplicou nos últimos três anos. Entre 2007 e 2009, os municípios afetados aumentaram de 176 para 620. O número de vítimas cresceu de 1.309.914 para 3.035.215. E vai aumentar, já que os atingidos pelas enchentes de 2010 — Rio (Angra e Niterói), Alagoas e Pernambuco — ainda não foram contabilizados nas estatísticas. É o que nos diz <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/06/27/numero-de-atingidos-por-chuvas-triplica-em-3-anos-916990675.asp">reportagem</a> de Geralda Doca e Henrique Gomes Batista publicada para o Globo do dia 26 de junho, anteontem.</p>
<p>Os dados são da Secretaria Nacional de Defesa Civil e foram obtidos no Portal do Planejamento. Mas o Portal foi <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100619/not_imp568902,0.php">tirado do ar</a> há uma semana, porque continha informações reveladoras e críticas a programas de governo.</p>
<p>No caso do relatório da Defesa Civil, a secretária disse aos repórteres de O Globo que o  relatório estava sendo mal interpretado e, por isso, foi retirado do ar.</p>
<p>Não há como interpretar mal informações como essa de que o número de vítimas de enchentes triplicou. Que o gasto com reparações e perdas é maior que o investimento em preparação, equipamento, prevenção e correção dos erros gritantes de ocupação do solo. Não como deixar de ver que tudo isso é falha institucional e governamental grave. Nesse caso das enchentes, não há dúvida de que a Secretaria e as defesas civis estaduais e municipais não agiram preventivamente, nem estavam preparadas para atender a uma emergência das proporções que as enchentes atingiram. A Defesa Civl é despreparada, insuficiente, não tem equipamentos adequados, não atua nem na prevenção, nem no alerta. Emergências dessa magnitude estão, como os próprios dados indicam, aumentando sua frequência. Os eventos climáticos mais intensos e mesmo extremos vão aumentar. Isso já está dado. É a mudança climática em curso.</p>
<p>Mas no Brasil a administração pública prefere quase sempre o pior dos caminhos: subtrair informações, censurar, eliminar a transparência, em lugar de reconhecer os erros, discutir os fracassos e investir para corrigir as atitudes erradas. O Portal do Planejamento era um raro exemplo de transparência, de informação que permitia discussão mais aberta das falhas e dos acertos governamentais. O melhor caminho para corrigir o errado e incentivar o certo. Foi aplaudido e fortalecido? Não foi censurado.</p>
<p>Eu passei por uma cidade do interior de Minas, semana passada, que sofreu uma enchente brutal anos atrás. A cidade sempre conviveu com o transbordamento do rio, a violência das águas e grandes enchentes. Caminhei à pé por uma ponte na qual morreram muitas pessoas, inclusive crianças. Uma tragédia que a cidade não esquece e da qual ainda tem as marcas. No caminho do curso natural do rio vi um prédio. Se ele não cair na próxima enchente, servirá de barragem para as águas, vai aumentar a área afetada e, provavelmente, o número de vítimas.</p>
<p>A reportagem do Globo conta que, quando voltou a chover forte, em São José da Laje (AL), era início da tarde, carros de som pediam que a população saísse das casas às margens do rio. A Prefeitura e moradores decidiram evacuar as casas em áreas mais baixas, por precaução e pelo trauma causado pelo que viveram no passado. Em 1969, lá houve a pior enchente da história. Foram 2.713 mortos para uma população de 10 mil pessoas. Agora, não houve mortos, em parte por causa da ação preventiva. Ajudou muito, também, que a enchente tenha sido de dia.</p>
<p>O que mata não são as águas transbordadas dos rios. O que mata é a ocupação irregular de suas margens e até do seu leito. O assoreamento, que reduz a calha natural, o lixo, a falta de drenagem, a falta de prevenção. O que mata é o despreparo, a pobreza, a ocupação irregular das margens e das encostas, a falta de planejamento urbano, a omissão das autoridades públicas. Enfim, a tragédia nasce das más políticas de governo, em todas as esferas, municipal, estadual e federal. As águas passam e rolam. As ações humanas e políticas, é que matam.</p>
<p>Ouça também meu comentário na rádio CBN:<br />
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		<title>Brasil está perdendo controle do desmatamento</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/31/brasil-esta-perdendo-controle-do-desmatamento/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 20:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[CBN]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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eu disse o Brasil, porque o governo nunca teve controle. O Ministério do Meio Ambiente até que tenta, mas o resto do governo  só incentiva o desmatamento &#8211; PAC, Agricultura, Transportes, Minas e Energia, Dilma, Lula. Comentário de Sérgio Abranches hoje na CBN. http://tr.im/xAkg
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<p>eu disse o Brasil, porque o governo nunca teve controle. O Ministério do Meio Ambiente até que tenta, mas o resto do governo  só incentiva o desmatamento &#8211; PAC, Agricultura, Transportes, Minas e Energia, Dilma, Lula. Comentário de Sérgio Abranches hoje na CBN. http://tr.im/xAkg</p>
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