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	<title>Ecopolitica &#187; ciência climática</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
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		<title>IPCC reconhece importância dos acordos de Durban e alerta os governos</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 12:11:11 +0000</pubDate>
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O IPCC comentou as decisões de Durban em declaração oficial. Reconhece que as decisões de domingo criam as bases para que a sociedade global enfrente o desafio da mudança climática. Mas, alerta, é preciso mais ação, o mais rápido.
Meu comentário de hoje na CBN:

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<p>O IPCC comentou as decisões de Durban em declaração oficial. Reconhece que as decisões de domingo criam as bases para que a sociedade global enfrente o desafio da mudança climática. Mas, alerta, é preciso mais ação, o mais rápido.<span id="more-3196"></span></p>
<p>Meu comentário de hoje na CBN:</p>
<p><iframe src='http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2011/colunas/ecopolitica_111214&#038;OAS_sitepage=cbn/comentarios/sergioabranches' width='475' height='193' marginheight='0' marginwidth='0' frameborder='0' scrolling='no' bgcolor='#CCCCCC'/></iframe></p>
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		<title>O IPCC comenta a Plataforma de Durban na COP17</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 17:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), que fornece a formuladores de políticas públicas o estado atual da ciência do clima, divulgou hoje uma declaração sobre o resultado da COP17, em Durban. Mostra preocupação com a decisão de “adotar um acordo legal universal sobre mudança climática o mais rápido possível, mas não depois de 2015, [...]]]></description>
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<p>O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), que fornece a formuladores de políticas públicas o estado atual da ciência do clima, divulgou hoje uma declaração sobre o resultado da COP17, em Durban. Mostra preocupação com a decisão de “adotar um acordo legal universal sobre mudança climática o mais rápido possível, mas não depois de 2015, para vigorar em 2020.” O acordo de Durban reafirma a decisão de rever os compromissos de Copenhague/Cancún de reduzir as emissões à luz do próxio relatório do IPCC, a ser divulgado em 2013. O IPCC foi consultado sobre que impacto esses acordos terão no aquecimento global. &#8220;Deve-se adotar ações rapidamente para cortar as emissões para evitar uma elevação destrutiva nas temperaturas mundiais, mostram os resultados do Painel do Clima.&#8221;</p>
<p><span id="more-3187"></span></p>
<p>A declaração diz que o IPCC deve publicar a primeira parte de seu relatório de avaliação, o quinto, em 2013. Mas em seu quarto relatório, publicado em 2007, já mostrou que um aumento de 2 graus Celsius pode ter efeitos danosos. Também diz que os gases estufa devem cair globalmente entre 50% e 85% até 2050 em comparação às emissões de 2000 e as emissões globais devem ter seu pico bem antes do ano 2020.</p>
<p>O IPCC afirma que “a série de acordos feitos no domingo por perto de 200 países em  Durban lança as fundações para que a comunidade global possa enfrentar a mudança climática”. Mas alerta que “deve-se adotar ações rapidamente para cortar as emissões de modo a evitar uma elevação destrutiva das temperaturas mundiais”.</p>
<p>Veja o texto completo da declaração do IPCC.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Declaração do IPCC</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>13 de Dezembro de 2011</strong></p>
<blockquote><p>Deve-se adotar ações rapidamente para cortar as emissões para evitar uma elevação destrutiva nas temperaturas mundiais, mostram os resultados do Painel do Clima.</p></blockquote>
<p>A série de acordos feitos no domingo por quase 200 países em Durban lança as fundações para que a comunidade global possa enfrentar a mudança climática.</p>
<p>Governos em encontro na conferência anual do clima da Convenção Quadro sobre Mudança Climática das Nações Unidas (UNFCCC) decidiram adotar um acordo universal legal o mais rápido possível, mas não depois de 2015, a ser adotado e passar a vigorar a partir de 2020. Ao mesmo tempo eles reconhecem a necessidade de elevar o seu nível coletivo de ambições para reduzir emissões de gases estufa para manter a elevação média da temperatura global abaixo de 2 graus Celsius.</p>
<p>O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática foi chamado a se manifestar sobre que impactos esses acordos terão no aquecimento global.</p>
<p>O IPCC, que provê formuladores de políticas com o estado atual da ciência do clima, incluindo o impacto da mudança climática e o que pode ser feito para enfrentá-la, deve publicar a primeira parte se seu próximo relatório de avaliação, o quinto, em 2013.</p>
<p>Mas já no quarto relatório de avaliação, publicado em 2007, o IPCC mostrou que uma elevação de temperatura de 2 graus Celsius poderia ter um efeito destrutivo sobre o suprimento de água, a biodiversidade, o suprimento de alimentos, enchentes costeiras, tempestades e saúde.</p>
<p>O quarto relatório de avaliação mostra que as emissões de gases estufa que contribuem para o aquecimento global devem cair globalmente entre 50% e 85% comparadas às emissões de 2000, até 2050, e que as emissões globais devem atingir seu pico bem antes de 2020, com um declínio substancial a partir daí, de modo a limitar o aumento na temperaturas médias globais a 2 graus Celsius acima dos níveis preindustriais. No curto prazo, até 2020, as emissõess dos países industrializados (listados no Anex I do Protocolo de Quioto) precisam ser reduzidas entre 25% e 40% abaixo dos níveis de 1990, do mesmo modo que se requer substanciais desvios em relação à tendência presente em países em desenvolvimento e economias emergentes.</p>
<p>Isto deve ser considerado no pacote. Quanto mais cedo se adotar ações, mais baratas e mais efetivas elas serão.</p>
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		<title>Um ano de extremos, 2010 pode ser o retrato de nosso futuro</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2011/01/21/um-ano-de-extremos-2010-pode-ser-o-retrato-de-nosso-futuro/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 14:55:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
O ano passado, de 2010, foi o mais quente da história de registros em termômetro. Sua temperatura média ficou ligeiramente acima da média mais alta anterior, de 2005. Mas os cientistas consideram temperaturas equivalentes, porque estão dentro da margem de incerteza estatística. A natureza passou por todos os extremos. Grande número de países enfrentou [...]]]></description>
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		</div>
<p>Sérgio Abranches</p>
<p>O ano passado, de 2010, foi o mais quente da história de registros em termômetro. Sua temperatura média ficou ligeiramente acima da média mais alta anterior, de 2005. Mas os cientistas consideram temperaturas equivalentes, porque estão dentro da margem de incerteza estatística. A natureza passou por todos os extremos. Grande número de países enfrentou tragédias, em alguns casos, mais de uma vez ao longo do ano. Os mais preparados tiveram muitos transtornos, mas poucas perdas de vida humanas. Nos mais pobres e nos menos preparados, as calamidades cobraram milhares de vidas.<span id="more-1597"></span></p>
<p>A média de 2010 ficou 0,53<sup>o</sup>C acima da média de 1961-1990. Essas estatísticas, consolidadas pela <a href="http://www.wmo.int/pages/index_en.html">Organização Meteorológica Mundial</a> (OMM) se baseia em dados de três centros diferentes: o Escritório Meteorológico do Centro Hadley, no Reino Unido; o Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos (NCDC) e da NASA.</p>
<p>Eles indicam, também, que a cobertura de gelo ártico em dezembro de 2010 foi a mais baixa já registrada, com média mensal de 12 milhões de quilômetros quadrados, 1,35 milhões de quilômetros quadrados abaixo da média de 1979-2000 para o mês de dezembro. O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, diz que os dados de 2010 confirmam que “a Terra está com uma tendência significativa de aquecimento de longo-prazo”.</p>
<p>O aquecimento foi particularmente forte na África, em partes da Ásia e do Ártico. Em muitas regiões dessas áreas, as médias ficaram entre 1,2<sup>o</sup>C e 1,4<sup>o</sup>C acima da média de longo prazo. Pontos de calor excepcionais foram registrados, em dezembro, no leste do Canadá e na Groenlândia. Temperaturas anormalmente frias marcaram o inverno no norte e no oeste da Europa com temperaturas médias que chegaram a ficar até 10<sup>o</sup>C em algumas regiões da Noruega e da Suécia. Em quase toda a Escandinávia foi o dezembro mais frio de que se tem registro. Na parte central da Inglaterra foi o mais frio dezembro desde 1890. Um bloqueio de alta pressão atmosférica no Atlântico impediu que ventos ocidentais mais quentes chegassem à Inglaterra e à Europa ocidental, causando esse esfriamento anômalo. Segundo Barry Grommett, do <a href="http://www.metoffice.gov.uk/">Met Office</a>, um começo de ano gelado, em janeiro e fevereiro e o dezembro mais frio já registrado, reduziram significativamente a temperatura média anual no Reino Unido.</p>
<p>Na Rússia também foi bem mais frio que a média. Pesadas nevascas castigaram várias partes da Europa e a parte leste dos Estados Unidos, onde as temperaturas no final do ano ficaram abaixo da média histórica.</p>
<p>A Organização Meteorológica Mundial também compilou os principais eventos climáticos extremos de 2010. Com esse padrão climático não é de se espantar que o ano tenha sido particularmente intenso em eventos extremos, de muita gravidade.</p>
<p>As monções de verão na Ásia foram fortíssimas em algumas regiões. Por causa de chuvas excepcionalmente pesadas, a maior precipitação desde 1994 e a quarta maior de que se tem registro, o Paquistão enfrentou a pior enchente de sua história. O ponto de maior gravidade foi nos últimos dias de julho, com chuvas intensas, por quatro dias seguidos, atingindo duramente o norte do Paquistão, na região de Peshawar. No início de  agosto, o sul do país foi castigado pelas águas. Morreram mais de 1500 pessoas e 20 milhões foram deslocadas, quando a maior parte da área agrícola foi inundada. A ONU considerou que, em termos do número de pessoas afetadas esta foi a maior crise humanitária da história recente associada a eventos climáticos.<br />
As chuvas de verão foram também bastante pesadas na Índia ocidental e na China, que viveu a sua pior enchente causada pela monção de verão desde 1998, afetando com severidade o sudoeste e o nordeste do país. As enchentes atingiram também a península coreana. Deslizamentos de terra na província chinesa de Gansu mataram mais de 1400 pessoas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as monções foram inusitadamente fracas em várias outras partes da Índia, particularmente no nordeste e em Bangladesh, que teve a mais seca monção desde 1994.<br />
O verão foi cruel, também, para o Hemisfério Norte, com ondas de calor extremo em várias partes da Eurásia. A onda mais extrema de calor teve seu centro na Rússia ocidental. Seu pico se deu entre o começo de julho e meados de agosto. Foi um episódio muito longo, que matou mais de 11 mil pessoas. Calor anômalo atingiu, também, a Finlândia, Ucrânia, Belarus, partes do sudeste da Europa e a Sérvia.</p>
<p>Ao verão extremo, seguiu-se um violento inverno. O Hemisfério Norte experimentou, também, temperaturas extraordinariamente baixas. Essa onda de frio afetou a maior parte da Europa, exceto o Mediterrâneo, a parte asiática da Rússia e a Mongolia. Foi o inverno mais frio da Escócia e a Irlanda, desde 1964. O mesmo fenômeno que bloqueou as correntes ocidentais e provocou temperaturas anômalas, bem abaixo da média histórica, também levou a um inverno muito seco em algumas regiões, como na Noruega ocidental, onde o inverno foi 72% mais seco que o normal. Ao mesmo tempo, uma severa tempestade de inverno, Xynthia, atravessou o noroeste europeu, produzindo ventos fortíssimos e grandes chuvas particularmente na França, na costa oeste, a velocidade dos ventos ultrapassou 150km/h. Em Portugal, Espanha, Itália e sudeste europeu foi um inverno muito chuvoso, com a precipitação média bem acima do dobro da média.</p>
<p>Na região do Saara a temperatura ficou quase 4 graus Celsius acima da média de longo prazo, a maior anomalia já registrada para qualquer mês. O Canadá viveu seu mais quente inverno já registrado com a temperatura média nacional 4<sup>o</sup>C acima da média de longo prazo. No norte do país, a diferença chegou a 6<sup>o</sup>C. Esse inverno quente se estendeu até o leste do Ártico, alcançando a Groenlândia e Spitsbergen. Foi também o inverno mais seco já registrado no Canadá. A tal ponto que prejudicou alguns eventos das olimpíadas de inverno em Vancouver.</p>
<p>Já nos Estados Unidos o inverno foi mais frio que o normal, exceto no noroeste e no nordeste do país. Na média nacional, foi o inverno mais frio desde o de 1984-1985 e muitas regiões do sul do Texas para o leste tiveram um dos 10 mais frios invernos em registro. As temperaturas muito abaixo da média histórica provocaram pesadas nevascas no leste. Em Washington, D.C. foi precipitação de neve foi recorde absoluto.</p>
<p>As chuvas da primavera castigaram a Indonésia e a Austrália, a partir de maio, com o progresso de La Niña. Maio, normalmente o mais seco mês do ano, foi anormalmente chuvoso. Na Indonésia choveu o dobro da média entre junho e outubro. Esse período de maio a outubro foi o mais chuvoso já registrado no norte da Austrália. A precipitação foi 152% acima do normal. Tailândia e Vietnam enfrentaram enchentes significativas em outubro. Benin teve a pior enchente já registrado em termos de impacto, causando perdas pesadas na agricultura e com várias áreas ficando isoladas por bastante tempo, sem acesso a assistência médica. Na Europa Central, houve grandes enchentes em maio, particularmente no leste da Alemanha, na Polônia e na Eslovaquia. No final de junho enchentes castigaram a Romênia, a Ucrânia, Moldava. Foi o agosto mais chuvoso da Alemanha.</p>
<p>As enchentes atingiram duramente, também, nosso continente. Em novembro, a Colômbia teve a mais severa enchente dos últimos 30 anos. Em abril, as enchentes atingiram o Rio de Janeiro.</p>
<p>A ilha do Madeira, viveu enchentes significativas em fevereiro, o Arkansas e o sul da França em junho.</p>
<p>Mas houve também secas severas. A seca no período de julho a setembro foi rigorosa, secando quase inteiramente o rio Negro na Amazônia. Um pouco antes, a seca já havia atingido a Guiana e as ilhas do leste do Caribe. As províncias de Guizhou e Yunman na China tiveram os mais baixos índices de precipitação já registrados entre setembro de 2009 e meados de março de 2010. O Paquistão também enfrentou seca no começo do ano. Embora as chuvas tivessem posto um fim na mais longa e severa seca da história da Austrália, o período de janeiro a outubro de 2010 foi o mais seco já registrado no sudeste do país.</p>
<p>As calamitosas condições de 2010, infelizmente, se estenderam pelo mês de janeiro deste ano. No começo do mês, mais de 800 mil pessoas foram afetadas por enchentes no Sri Lanka. Enchentes e deslizamentos atingiram duramente, também as Filipinas. Na Austrália, Brisbane, capital de Queensland, ficou debaixo d’água. As enchentes atingiram fortemente todo o estado de Queensland e, logo em seguida, o estado de Victoria. E vivemos nossa pior tragédia associada ao clima, com os deslizamentos da região serra do estado do Rio de Janeiro, que devastaram Nova Friburgo, partes inteiras de Teresópolis e Petrópolis, mataram mais de mil pessoas.</p>
<p>Escolhi enumerar, sem grandes comentários, os principais eventos climáticos de 2010 para avivar nossa memória. Foram tantos, que os do início do ano podem parecer terem acontecido muito antes. Não. Todos estiveram concentrados nos doze meses de 2010. Um ano anômalo? Com certeza. Vários recordes tristes foram batidos. Os termômetros e pluviômetros registraram os mais altos e os mais baixos registros desde que começamos a medir temperatura e precipitação com instrumentos. As médias históricas foram ultrapassadas para menos e para mais, em muitas partes do mundo, em muitos meses do ano, em todas as estações.</p>
<p>Um ano que não se repetirá? Dificilmente. Ele tende a se repetir e seus recordes, infelizmente, devem ser superados no futuro. Se nos prepararmos, podemos evitar que o número de mortes seja igual ou pior. Mas com relação aos extremos da natureza, nada podemos fazer. Se estamos vivendo ou não os primeiros momentos de um cenário mais rigoroso de mudança climática, não me atrevo a dizer. Mas é certo que esse quadro de extremos: chuvas torrenciais e secas severas; ondas de calor insuportável e frio intenso; nevascas longas e com muita acumulação de neve e invernos praticamente sem neve; corresponde, perfeitamente, às previsões dos cientistas sobre as consequências do aquecimento global. Temos que nos adaptar a um mundo natural mais intenso, mais polar,  mais extremo.</p>
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		<title>Izabella Teixeira confirmada no ministério do Ambiente</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 12:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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A confirmação da ministra Izabella Teixeira significará que a presidente-eleita lhe dará as condições necessárias para implementar a lei de mudança climática e honrar os compromissos assumidos pelo país em Nagoya e Cancún?
Com relação à política de mudança climática é preciso saber, também, se o senador Aloizio Mercadante, ao assumir o ministério da Ciência e [...]]]></description>
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<p>A confirmação da ministra Izabella Teixeira significará que a presidente-eleita lhe dará as condições necessárias para implementar a lei de mudança climática e honrar os compromissos assumidos pelo país em Nagoya e Cancún?<span id="more-1418"></span></p>
<p>Com relação à política de mudança climática é preciso saber, também, se o senador Aloizio Mercadante, ao assumir o ministério da Ciência e Tecnologia, manterá a política de bloqueio sistemático ao avanço nessa política por um pequeno grupo que monopoliza as decisões na burocracia do ministério. Se quiser mudar, basta ouvir os cientistas do INPE. Eles lhe dirão por que mudar e como mudar.</p>
<p><iframe src='http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2010%2Fcolunas%2Fecopolitica_101217&#038;autoplay=n&#038;OAS_sitepage=cbn/comentarios/sergioabranches' width='475' height='193' marginheight='0' marginwidth='0' frameborder='0' scrolling='no' bgcolor='#CCCCCC'/></iframe></p>
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		<title>O Erro do IPCC</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 14:12:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento global]]></category>
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Sérgio Abranches
O IPCC reconheceu na última quarta-feira que errou na estimativa sobre o desaparecimento dos glaciares do Himalaia. Embora o erro não comprometa em nada as conclusões centrais de seus relatórios sobre mudança climática, ele exige do IPCC uma resposta mais extensa, mais firme e mais concreta do que um comunicado em linguagem burocrática tratando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>O IPCC reconheceu na última quarta-feira que errou na estimativa sobre o desaparecimento dos glaciares do Himalaia. Embora o erro não comprometa em nada as conclusões centrais de seus relatórios sobre mudança climática, ele exige do IPCC uma resposta mais extensa, mais firme e mais concreta do que um comunicado em linguagem burocrática tratando o erro como um assunto menor. Não é.<span id="more-819"></span>As águas provenientes desses glaciares são essenciais para a sobrevivência de milhões de pessoas. Não é exagero dizer que, além da ideologia da “Grande China”, parte da insistência da China em manter o controle sobre o Tibete tem a ver com o fato de que lá estão as principais fontes de água não poluída da região. O destino dos glaciares do Himalaia não é uma questão periférica na discussão sobre os riscos climáticos no século XXI. Está relacionada ao aquecimento global de forma importante e à segurança de abastecimento de água. É uma questão geopolítica essencial.</p>
<p>A revelação desse erro ocorreu poucas semanas após o <a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2009/11/the-cru-hack/">vazamento dos emails</a> do Headley Center da Unidade de Pesquisa Climatológica da Universidade de East Anglia (CRU), que provocou uma <a href="http://pajamasmedia.com/richardfernandez/2009/11/20/the-cru-hack/">campanha</a> concertada contra a <a href="http://michellemalkin.com/2009/11/20/the-global-warming-scandal-of-the-century/">integridade</a> da ciência do clima por parte dos que <a href="http://blogs.telegraph.co.uk/news/jamesdelingpole/100017393/climategate-the-final-nail-in-the-coffin-of-anthropogenic-global-warming/">negam</a> o aquecimento global. Os “céticos” falaram em conspiração, colusão, destruição de evidência científica.</p>
<p>No caso dos emails, a resposta substantiva dos cientistas não deixou muita dúvida sobre a validade dos procedimentos científicos postos sob suspeição. Os emails não eram evidência de fraude científica. No máximo mostravam que cientistas não têm, necessariamente, bons modos. Mas o vazamento deixou clara a desorganização e falta de cuidado com a documentação e transparência dos bancos de dados e seu tratamento estatístico.</p>
<p>O diretor de mudança climática do Met Office, Richard Betts, <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/12/14/caso-dos-emails-roubados-vai-terminar-com-ciencia-mais-transparente/">me disse</a> que o banco de dados do CRU será refeito de forma transparente e independente, para que não reste dúvidas sobre a qualidade da ciência nele baseada. Me disse, também, que os estudos do CRU-Universidade de East Anglia, passarão por completa revisão independente. Cientistas do Reino Unido e de outros países estão envolvidos em um esforço importante para proteger a credibilidade da ciência do clima e dos dados gerados pelo CRU e outras unidades de pesquisa mencionadas nos emails.</p>
<p>É essa a resposta que se espera sobre uma questão tão importante.</p>
<p>O caso do Himalaia é mais grave. Não de trata de vazamento ilegal de emails interpretados fora de contexto. Trata-se de um erro grave incluído no Documento Síntese oficial do IPCC para apoiar o processo de decisão sobre o Protocolo de Kyoto e a Convenção do Clima. Pede mais que uma sintética <a href="http://www.ipcc.ch/pdf/presentations/himalaya-statement-20january2010.pdf"> resposta burocrática</a>. Nela o IPCC diz que:</p>
<blockquote><p>Chegou, contudo, recentemente a nosso conhecimento que um parágrafo na página 938 da contribuição do Grupo de Trabalho II à avaliação se refere a estimativas não substanciadas da taxa de recessão e data de desaparecimento dos glaciares do Himalaia. Na redação do parágrafo em questão, os padrões claros e bem estabelecidos de evidência requeridos pelos procedimentos do IPCC não foram aplicados de forma apropriada.</p></blockquote>
<p>A presidência, vice-presidências e co-presidências do IPCC lamentam a aplicação pobre dos procedimentos do IPCC já firmemente estabelecidos neste caso. Esse episódio demonstra que a qualidade da avaliação depende da adesão absoluta aos padrões do IPCC, incluindo a completa revisão da “qualidade e validade de cada fonte antes de incorporar os resultados da fonte ao Relatório do IPCC”. Nós reafirmamos nosso forte compromisso de assegurar esse nível de desempenho.</p>
<p>Muito pouco. No mínimo deveriam revelar os responsáveis e afastá-los de posições de decisão na redação do próximo relatório, o AR5.</p>
<p>Muitos cientistas ligados ao IPCC,<a href="http://bit.ly/649rQj"> inclusive no Brasil</a>, afirmam, com razão, que a credibilidade do IPCC não fica abalada com o episódio. Realmente, não é suficiente para desacreditar o IPCC. Mas não se deve subestimar a intensificação da campanha contra o IPCC e a ciência do clima. Os “céticos” conseguiram adesões e apoio na opinião pública informada, que haviam perdido, desde o que chamam de “climategate”.</p>
<p>O IPCC não é infalível, da mesma forma que a ciência também não é. Trabalha-se com hipóteses e padrões metodológicos rigorosos de uso de dados e aceitação de evidências. Os cientistas do clima têm que adotar padrões de conduta ainda mais rigorosas porque estão sob fogo adversário.</p>
<p>Mais importante ainda é que a integridade e a credibilidade da ciência do clima são elementos essenciais para dar substância a um acordo global sobre mudança climática, que lance as bases da arquitetura de governança climática global de que se precisa. Tanto as políticas de adaptação, quanto as de mitigação, têm que ser rigorosamente apoiadas na ciência e para isso a ciência tem que ter a confiança absoluta dos governos e da opinião pública.</p>
<p>Esse episódio tem uma lição também para as ONGs que passaram a divulgar trabalhos de pesquisa, sobretudo as globalizadas e de grande porte. Elas não estão isentas do uso dos padrões de verificação científica e avaliação de pares, quando fazem relatórios científicos. Precisam tomar cuidado com o que divulgam, porque ganharam muito peso e influência. São ouvidas e também têm uma reputação a cuidar.</p>
<p>Lendo as matérias na imprensa, fiquei com a impressão de que o relatório do WWF não deixava claro que se tratava de uma opinião em uma reportagem de divulgação científica. Fui checar.</p>
<p>A notícia de que o cientista indiano citado pela revista e pelo WWF havia feito uma “<a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article6991177.ece">especulação</a>”, é posterior à publicação de ambos os textos. O reconhecimento do IPCC ocorre após publicação de matéria na <a href="http://www.newscientist.com/article/dn18363-debate-heats-up-over-ipcc-melting-glaciers-claim.html?DCMP=OTC-rss&amp;nsref=online-news">New Scientist</a> indagando como uma afirmação altamente contenciosa pode acabar em um relatório do IPCC.</p>
<p>A informação foi retirada de matéria da <a href="http://www.newscientist.com/article/mg16221893.000-flooded-out.html">New Scientist</a>, que entrevista o cientista indiano Syed Hasnain, sobre um trabalho que seria apresentado à Comissão Internacional sobre Neve e Gelo. Em outras palavras, não se tratava de evidência científica, mas da opinião de um cientista, em uma entrevista para uma reportagem. O <a href="http://www.panda.org/what_we_do/footprint/climate_carbon_energy/climate_deal/publications/asia_pacific.cfm?19092/An-Overview-of-Glaciers-Glacier-Retreat-and-Subsequent-Impacts-in-Nepal-India-and-China">relatório do WWF</a> disse, claramente, que a informação, depois incorporada ao relatório do IPCC, vinha de um artigo da New Scientist.</p>
<blockquote><p>A revista The New Scientist publicou o artigo “Flooded Out &#8211; Retreating Glaciers spell disaster for valley communities” em seu número de 5 de Junho de 1999. Ela citou o professor Syed Hasnain, então presidente do Grupo de Trabalho sobre Glaciologia do Himalaia da Comissão Internacional para a Neve e o Gelo, que disse que a maior parte dos glaciares da região do Himalaia “desaparecerão em 40 anos como resultado do aquecimento global”.</p></blockquote>
<p>É um caso exemplar do que não pode acontecer no trabalho de sistematização da informação científica pelo IPCC. O resultado é uma repercussão muito maior do que o caso justifica.</p>
<p>Mas jornalismo e política obedecem a outros padrões de verificação e uso de informação. Do ponto de vista de ambos esse caso tem relevância. É um alerta aos cientistas do clima sobre os riscos da politização da ciência. Esse encontro entre ciência e política, essencial para o sucesso dos esforços de enfrentamento do desafio climático global, requer muito rigor, precisão e atenção para o fato de que a ciência do clima não ficará mais restrita aos círculos acadêmicos e precisa aprender a ser mais transparente e inteligível.</p>
<p>PS. Lendo matérias adicionais, de jornais da Índia, fiquei sabendo que o cientista indiano citado na matéria da New Scientist, Syed Hasnain, que depois disse que havia feito apenas uma especulação, passou a trabalhar no TERI &#8211; The Energy and Resources Institute, cujo diretor-geral é Rajendra Pachauri, o presidente do IPCC. A opinião do cientista sobre o recesso mais rápido que esperado, publicada no Deccan Herald está reproduzida no site do TERI, <a href="http://www.teriin.org/index.php?option=com_teriinnews&amp;task=details&amp;sid=1100">aqui</a> e <a href="http://www.teriin.org/index.php?option=com_teriinnews&amp;task=details&amp;sid=1091">aqui</a>. Razão maior para uma resposta mais efetiva do IPCC ao episódio.</p>
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		<title>Fato relevante: Rompendo o impasse na política global do clima</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 18:13:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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A cúpula do clima em Copenhague tem a chance de superar uma década de impasse político que impede qualquer avanço real na política global da mudança climática. Se isto acontecer será um importante resultado, que não deve ser subestimado.
Sérgio Abranches
A questão central de toda análise de riscos de larga escala é a incerteza sobre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A cúpula do clima em Copenhague tem a chance de superar uma década de impasse político que impede qualquer avanço real na política global da mudança climática. Se isto acontecer será um importante resultado, que não deve ser subestimado.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-575"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A questão central de toda análise de riscos de larga escala é a incerteza sobre a probabilidade de ocorrência da cadeia de eventos que marca a transição do status quo para outro estado muito diferente e mais adverso. O ponto nevrálgico do risco de mudança climática é essa combinação  da observação da possibilidade de um risco catastrófico com a incerteza sobre a probabilidade de sua manifestação real em um dado espaço de tempo. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Eventos de alta probabilidade não constituem riscos do ponto de vista estritamente técnico. São eventos perigosos ou danosos com alta probabilidade de ocorrência, portanto de baixa incerteza. O risco nasce da incerteza. Surpresas inesperadas de alto potencial de dano correspondem a um risco muito maior do que perigos muito conhecidos e muito prováveis, ainda que também muito destrutivos. Uma das razões é que a incerteza pode levar à complacência e à inércia, enquanto os perigos presentes e visíveis provocam uma atitude de alerta e preparação.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Mas como as consequências negativas são cataclísmicas, só o fato de a ciência dizer que há uma pequena chance de  de que a mudança climática pode atingir níveis extremos já deveria ser razão suficiente para tentar evitá-la ou reduzir sua intensidade. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Toda a controvérsia sobre probabilidades, precisão de modelos, qualidade dos dados, é acadêmica e científica e não deve ser interrompida. Ela é um requisito indispensável ao progresso do conhecimento. A ciência progride pela dúvida e pela contestação. A certeza estiola o espírito científico de investigação.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">No plano prático, contudo, uma vez estabelecida a existência do risco catastrófica, além de uma dúvida razoável &#8211; que separa a especulação da hipótese científica &#8211; há razão suficiente para a ação. As sociedades simplesmente não podem se dar ao luxo de esperar até que a incerteza científica se dissipe para adotar medidas de prevenção em relação a riscos catastróficos. Elas devem agir sob incerteza para evitar os piores cenários.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Uma década de impasse político impediu que o mundo adotasse ação global efetiva para enfrentar o risco de mudança climática. O nó é político, não científico. Se o impasse político não é resolvido, não haverá condições para o desenvolvimento de políticas públicas inovadoras, que atendam aos requisitos científicos para gestão do risco climático. Sem acordos políticos globais e locais, não se definirão quadros regulatórios nacionais e globais que gerem os incentivos e desincentivos aos mercados, para buscar novas tecnologias e novos padrões de produção de baixo carbono.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Considerem a seguinte citação, retirada do artigo de  Mark New, Diana Liverman and Kevin Anderson, “Mind the Gap”, que acaba de ser publicado pela <a href="http://www.nature.com/climate/2009/0912/full/climate.2009.126.html"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">Nature</span></a>:</span></p>
<blockquote>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Enquanto a adaptação a uma elevação da temperatura de 2°C envolveria ajustamentos em práticas existentes, um mundo 4°C em média mais quente imporia desafios muito maiores e mais complexos que provavelmente demandariam transformações tecnológicas e socioeconômicas profundas e não apenas ajustamentos, e isso admitindo que mudanças dessa natureza possam ser obtidas por meio de planejamento, o que não está garantido. Passar de  2°C para 4°C também traria, para qualquer ponto em particular no planeta, uma carga cumulativa de impactos crescentemente severos. Mesmo que se possa lidar com um ou mesmo uma pequena quantidade de impactos considerados isoladamente, uma “tempestade perfeita” de múltiplos impactos severos seria catastrófica.</span></p>
</blockquote>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É uma síntese da evidência científica que aponta para um cenário catastrófico além de uma dúvida razoável, embora com importante incerteza nas especificações e apesar do episódio do <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/11/21/cartas-roubadas-agitam-a-comunidade-de-cientistas-do-clima/"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">roubo dos e-mails do CRU</span></a>.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A conclusão é clara e direta:</span></p>
<blockquote>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os desafios envolvidos na redução das emissões no tempo necessário para garantir uma pequena chance de manter as temperaturas abaixo de 2°C são muito maiores do que a maioria das pessoas se dá conta, demandando uma deliberação sem precedentes dos governos tanto de países desenvolvidos, quanto em desenvolvimento. As negociações sobre mudança climática em curso oferecem pouca esperança de que exista suficiente consenso coletivo para enfrentar o desafio da mitigação. Entretanto, o objetivo de manter a temperatura média abaixo de 2°C continua sendo um objetivo político crucial. Tentar e possivelmente não ter sucesso é melhor do que renunciar ao esforço. Quanto maior for a distância entre a meta de 2°C e a mudança real final de temperatura, mais catastróficas serão as consequências. O risco de permitir que o mundo passe por um aquecimento de 4°C nesse século requer esforços acelerados tanto de mitigação efetiva, quanto de planejamento sério para a adaptação a mudanças que podem ser maiores do que se admite usualmente.</span></p>
</blockquote>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A COP15 está a um passo de superar o impasse político que impede uma discussão política global mais consequente sobre as ações necessárias de mitigação e adaptação.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Há um claro descompasso entre a política e a ciência da mudança climática. Enquanto a ciência se tornou mais clara e evidente ao longo da última década, a política esteve bloqueada por uma década de negação e veto. O primeiro passo político para que a política do clima convirja para os requisitos científicos de mitigação e adaptação é superar esse impasse. A cúpula de Copenhague deveria focalizar precisamente esse objetivo binário, que envolve uma operação política extremamente difícil: trocar o sinal de “Não”, para “Sim”, da negação para o engajamento político.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa mudança, que parece simples, requer dura negociação política, o enfrentamento de lobbies poderosos tanto internamente, quanto no plano internacional, por todas as “potências climáticas” desenvolvidas e em desenvolvimento.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Ela trará uma reviravolta na correlação de poder transferindo força da velha coalizão do alto carbono para a nova coalizão do baixo carbono. Isso requer um ato fenomenal de engenharia política global. Não acho que devêssemos subestimar a possibilidade de que isso ocorra em Copenhague. E se acontecer, será o primeiro e indispensável fundamento de uma nova arquitetura para a política global do clima.</span></p>
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		<title>Cartas roubadas agitam a comunidade de cientistas do clima</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 18:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[ciência climática]]></category>
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Os céticos estão acusando alguns dos maiores climatologistas do mundo de conspirarem para divulgar dados incorretos sobre o aquecimento global e sua origem antropogênica (resultante da ação humana) com base em milhares de e-mails trocados entre os mais importantes cientistas da Grã-Bretanha e do EUA, roubados de um arquivo dos computadores da Universidade de East-Anglia.
Sérgio [...]]]></description>
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			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os céticos estão acusando alguns dos maiores climatologistas do mundo de conspirarem para divulgar dados incorretos sobre o aquecimento global e sua origem antropogênica (resultante da ação humana) com base em milhares de e-mails trocados entre os mais importantes cientistas da Grã-Bretanha e do EUA, roubados de um arquivo dos computadores da Universidade de East-Anglia.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-525"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os e-mails cobrem um longo período, de mais de 13 anos, e foram divulgados na Internet. Eles revelam conversas informais, que vão desde discussões sobre como usar dados em relatórios, até críticas duras a cientistas conhecidos por sua postura de negação do aquecimento global determinado pela ação humana.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Há, também, trocas de opiniões sobre a ameaça desses críticos, conhecidos como céticos, na época que eles eram mais influentes, e como combatê-la. Hoje, os céticos são uma espécie científica quase em extinção e estão se agarrando a trechos dessas mensagens como verdadeiras pílulas de ressurreição.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Neles se pode encontrar versões preliminares de artigos que seriam futuramente publicados, comentários pessoais, anedotas, fotos, dados, gráficos, montagens, desenhos. Tudo que se encontra em um arquivo de mensagens trocadas entre colegas que se conhecem há muito tempo, trabalham na mesma área, não raro em colaboração uns com os outros, frequentam os mesmos congressos. Coisa de clube. Conhecida. Impossível não haver material que gere controvérsia, dúvida, fofoca, ressentimentos.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Nomes famosos como os de Michael Mann, da Pennsylvania State University, um pioneiro no estudo dos dados de aquecimento; Kevin Trenberth, do National Center for Atmospheric Research, um importante centro da National Science Foundation; e Phil Jones do East Anglia Climate Research Unit &#8211; CRU (de onde foram roubados os e-mails); estão envolvidos na polêmica.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Todos confirmaram a autenticidade das mensagens mais utilizadas na acusação de conspiração para criar uma falsa impressão de que o consenso científico sobre o aquecimento global se baseia em dados sólidos.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os cientistas envolvidos estão dando explicações detalhadas do contexto dessas frases e mostrando o registro científico publicado de todas as evidências a que se referem, inclusive das críticas a alguns conjuntos de dados muito utilizados.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O caso mais importante, considerado prova fundamental da má fé dos climatologistas, é do e-mail de Phil Jones discutindo uma apresentação com a reconstrução de séries de temperaturas. Nele, Jones diz: “I’ve just completed Mike’s Nature trick of adding in the real temps to each series for the last 20 years (ie from 1981 onwards) and from 1961 for Keith’s to hide the decline.”  (“Acabo de completar o truque do Mike na Nature de adicionar as temperaturas reais a cada série para os últimos 20 anos (i.e. de 1981 em diante) e de 1961 para os de Keith para esconder o declínio”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A <a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2009/11/the-cru-hack/comment-page-10/%23comment-142769"><span style="text-decoration: underline;">explicação dos cientistas</span></a> é que o termo truque &#8211; usado informalmente &#8211; significa uma saída para um determinado problema.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">No caso, Jones se referia a um importante artigo de Michael Mann, Raymond S. Bradley e Malcolm K. Hughes, publicado na revista Nature, em 1998, que gerou a controvérsia do gráfico do “<a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2005/02/dummies-guide-to-the-latest-hockey-stick-controversy/"><span style="text-decoration: underline;">taco de hóquei</span></a>” (the <a href="http://www.ucar.edu/news/releases/2005/ammann.shtml"><span style="text-decoration: underline;">hockey stick</span></a> graph), com reconstruções de temperatura, hoje figurinha fácil em qualquer apresentação, até de leigos, sobre aquecimento global. A controvérsia acabou na Academia Nacional de Ciências do EUA, que criou uma comissão científica para examinar o gráfico. A comissão concluiu que seus dados eram válidos e consistentes.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A referência a Keith diz respeito a temperaturas reconstruídas a partir de anéis de uma espécie de árvore por Keith Briffa, cujos dados divergem dos registros de temperatura a partir de 1960.  O fenômeno, conhecido como o “problema da divergência”, está segundo eles amplamente discutido na literatura desde a publicação do artigo de Keith Briffa, também na Nature, em 1998. O artigo recomendava não usar a reconstrução posterior a 1960, e a isso se referiria a menção de Jones a “esconder o declínio”, que divergiria dos dados reais.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Uma boa síntese do caso está no New York Times, escrita por  <a href="http://www.nytimes.com/2009/11/21/science/earth/21climate.html?_r=1&amp;hp"><span style="text-decoration: underline;">Andrew C. Revkin</span></a>, um veterano jornalista da área científica e do clima, tem sobre o qual tem livro publicado e cujo nome é também citado nos e-mails. A <a href="http://www.wired.com/threatlevel/2009/11/climate-hack/"><span style="text-decoration: underline;">Wired</span></a> fez boa matéria sobre o assunto. A <a href="http://www.nature.com/news/2009/201109/full/news.2009.1101.html"><span style="text-decoration: underline;">Nature</span></a> também postou matéria de Quirin Schiermeier, que escreve frequentemente na revista sobre ciência. Bob Ward, do The Guardian, escreveu também, dizendo que o episódio está gerando “<a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2009/nov/20/climate-sceptics-email-hacking"><span style="text-decoration: underline;">mais calor do que luz</span></a>”. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O blog científico <a href="http://www.realclimate.org/index.php/archives/2009/11/the-cru-hack/"><span style="text-decoration: underline;">Real Climate</span></a>, no qual escrevem vários dos cientistas envolvidos na polêmica, fez uma explicação detalhada dos principais pontos, “The CRU hack” que já recebeu, até agora, 501 comentários.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A polêmica vai se prolongar e, certamente, esquentar o inverno de Copenhague, quando a cúpula do clima se reunir por lá daqui a 15 dias, carregando de emoções os encontros científicos oficiais e paralelos.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 5.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Após a postagem original deste post, apareceram novos comentários que merecem menção no site <a href="http://bit.ly/7SGa1p"><span style="text-decoration: underline;">Climate Progress</span></a>, e também nesse <a href="http://bit.ly/8q0rc4"><span style="text-decoration: underline;">outro post</span></a>. Os comentários no blog Real Climate saltaram de 511, quando escrevi o post ontem, para 790 até o final da manhã de hoje.</span></p>
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		<title>O risco de soluções de geoengenharia para o aquecimento pode ser provocar mais mudança climática</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 18:22:02 +0000</pubDate>
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“À medida que os riscos de mudança climática e as dificuldades de reduzirmos efetivamente as emissões de gases de efeito estufa se tornam mais óbvios, soluções potenciais pela geoengenharia são cada vez mais amplamente discutidas”.
Sérgio Abranches
Grabiele Hegerl do Grant Institute e Susan Solomon do Earth System Research Laboratory na National Oceanic and Atmospheric Administration discutem [...]]]></description>
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			</a>
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<p style="text-align: left;"><span style="font-family: Helvetica; line-height: normal; font-size: 12px;">“À medida que os riscos de mudança climática e as dificuldades de reduzirmos efetivamente as emissões de gases de efeito estufa se tornam mais óbvios, soluções potenciais pela geoengenharia são cada vez mais amplamente discutidas”.<span id="more-125"></span></span></p>
<p style="text-align: center;">Sérgio Abranches</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Grabiele Hegerl do Grant Institute e Susan Solomon do Earth System Research Laboratory na National Oceanic and Atmospheric Administration discutem alguns dos riscos de manipular o sistema climático ao tentar mitigar o aquecimento global, na seção <a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/1178530"><span style="text-decoration: underline;">Perspectives</span></a> publicada ontem na revista Science.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Seu ponto principal é que “os impactos da mudança climática são determinados não somente por mudanças na temperatura, mas também por outros aspectos do sistema climático, como a precipitação e os extremos climáticos.” Elas argumentam que se os estudos de geoengenharia focarem demais no aquecimento “não serão capazes de avaliar apropriadamente riscos críticos associados a essas possíveis curas”. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">As autoras usam como exemplo, “tentativas de limitar o aquecimento reduzindo as radiações em ondas curtas” que chegam à terra. Reduzir essas radiações em ondas curtas levaria a uma queda nas temperaturas, dizem. A precipitação reage mais fortemente às reduções nas radiações em ondas curtas que chegam, como acontece em erupções vulcânicas ou na engenharia climática nas ondas curtas, do que à redução nas radiações em onda longa, que saem da terra e estão associadas ao forçamento por gases de efeito estufa, explicam. O risco resultante seria de maiores mudanças na precipitação. No caso, o risco seria de secas extremas.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Elas concluem que “a mudança climática tem a ver com muito mais fatores do que a mudança na temperatura e usar apenas a temperatura como uma aproximação para seus efeitos representa um risco inaceitável para a saúde de nossa sociedade e para o próprio planeta”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Nós vivemos uma era de mega riscos. A nossa é, de fato, uma sociedade de risco. Cada passo para enfrentar o desafio do século tem que dar conta de todo o risco sistêmico envolvido. Não podemos admitir qualquer simplificação. Ultrapassamos os riscos individual e societário, que não desapareceram, ao contrário, aumentaram, somando a eles o risco planetário.</span></p>
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