A presença do presidente Obama e do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que comanda a política sobre mudança climática na China, em Copenhague para as negociações, completando o elenco de lideranças globais criticas para a obtenção de um acordo, dá à COP15 outra densidade política. Lá estarão também os primeiros ministros Gordon Brown, Angela Merkel e Yukio Hatoyama e os presidentes Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, entre outros mais de 60 chefes de governo. A COP15 virou uma cúpula de governos para a política global do clima.
Sérgio Abranches
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A reunião APEC foi a oportunidade escolhida pelos Estados Unidos para tentar redefinir as expectativas sobre a reunião do clima em Copenhague. A Secretária de Estado Hillary Clinton já havia antecipado que seu país estava “100% comprometido a criar um ‘acordo quadro’, não um tratado legalmente compulsório”.
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A China provavelmente será um dos pivôs na COP15, em dezembro, em Copenhague. O Brasil também pode ter um papel determinante. Essa decisão está nas mãos do presidente Lula hoje.
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O Paradoxo de Asimov sobre como persuadir pessoas da urgência da ação sobre mudança climática.
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Falta um nexo na discussão dominante sobre a mitigação da mudança climática. Fala-se o tempo todo em riscos e piores cenários, quando deveríamos estar tratando dos benefícios que esse esforço gera.
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Quando a Cop 10 terminou em Buenos Aires, em dezembro de 2004, com fracasso total das negociações, ficou claro que havia dois grandes obstáculos a um novo acordo global do clima: o EUA e o G77. Bancoc, em 2009, terminou em um impasse no qual os protagonistas eram o EUA e o G77. Mas, do lado do EUA, muita coisa mudou de a COP de Buenos Aires. Será que para cabeças do G77 como China e Brasil não?
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