﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ecopolitica &#187; 2010</title>
	<atom:link href="http://www.ecopolitica.com.br/tag/2010/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.ecopolitica.com.br</link>
	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Sep 2010 18:27:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1-alpha</generator>
		<item>
		<title>Notas sobre a Conjuntura Política</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/29/notas-sobre-a-conjuntura-politica/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=notas-sobre-a-conjuntura-politica</link>
		<comments>http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/29/notas-sobre-a-conjuntura-politica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 16:24:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trilhas]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[PPS]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PV]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ecopolitica.com.br/?p=833</guid>
		<description><![CDATA[
			
				
			
		
Sérgio Abranches
A conjuntura política vai se complicando com a proximidade das eleições. Há uma boa chance de que essas eleições não sejam tão triviais como acham alguns. O quadro pode ficar bastante complexo.

Minas maliciosa
O anúncio da candidatura de Itamar Franco ao Senado, pelo PPS de Minas Gerais, está agitando os partidos e os políticos. Provocou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2010%2F01%2F29%2Fnotas-sobre-a-conjuntura-politica%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2010%2F01%2F29%2Fnotas-sobre-a-conjuntura-politica%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=2010,Brasil,democracia,elei%C3%A7%C3%B5es,PDT,PMDB,pol%C3%ADtica,PPS,PSDB,PT,PV" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>Sérgio Abranches</p>
<p>A conjuntura política vai se complicando com a proximidade das eleições. Há uma boa chance de que essas eleições não sejam tão triviais como acham alguns. O quadro pode ficar bastante complexo.</p>
<p><span id="more-833"></span><strong></strong></p>
<p><strong>Minas maliciosa</strong><br />
O anúncio da candidatura de Itamar Franco ao Senado, pelo PPS de Minas Gerais, está agitando os partidos e os políticos. Provocou uma onda de conversas ao pé do ouvido, rumores e especulações no estado.</p>
<p>Não há como Itamar ter tomado essa decisão sem consultar o governador Aécio Neves (PSDB-MG). Nem o PPS faria o convite sem consultar o governador. Aécio tem garantida uma das duas vagas ao Senado. É imbatível. Mas isso não significa que vá realmente concorrer.</p>
<p>Com Itamar no páreo serão três possíveis candidatos fortes para duas vagas, porque o vice, José Alencar disse que pretende disputar também. Informações da família são de que está bem de saúde o suficiente para enfrentar a campanha. Mas ainda pode haver outros candidatos fortes, dependendo das definições para as vagas à candidatura ao governo do estado. Se o PT escolher Fernando Pimentel (PT-MG), o ministro Patrus Ananias (PT-MG) pode querer tentar uma vaga no Senado. Se Patrus sair para governador, Pimentel pode querer o Senado. Se o PT não se acertar com o PMDB, o ministro Hélio Costa (PMDB-MG), também pode querer a vaga.</p>
<p>Itamar diz que disputará ao lado de Aécio. Fariam uma dobradinha para tentar ficar com as duas vagas entre eles. Tem uma boa chance de dar certo. Mas Aécio pode ainda sair candidato a vice, numa chapa puro sangue com José Serra (PSDB-SP). Tudo ainda pode acontecer até março, abril. Mas o quadro geral está ficando cada vez mais complexo.</p>
<p><strong>Partidos divididos</strong><br />
Esta poderá ser uma eleição de partidos divididos. O PMDB se dividirá irremediavelmente e a divisão será ainda maior se o PT bloquear Michel Temer (PMDB-SP) para vice de Dilma Roussef (PT-RS). O apoio oficial do PMDB à candidatura governista ainda não está garantido.</p>
<p>O PT, pela primeira vez, terá defecções: uma parte dele votará em Marina Silva (PV-AC) no primeiro turno. Também há muita fricção interna por causa da intervenção do presidente Lula na disputa paulista. Lula quer porque quer Ciro Gomes (PPS-SP/CE) candidato ao Palácio Bandeirantes. Mas ele não tem base, nem prestígio eleitoral em São Paulo. Ninguém no PT paulista realmente deseja Ciro como candidato. Todos querem candidatura própria.</p>
<p>Marta Suplicy (PT-SP) tem o maior número de apoios e a melhor posição competitiva, embora Geraldo Alckmin (PSDB-SP) seja o favorito. O problema é que o PSDB anda tão atrapalhado e dividido, que pode escolher outro nome, abrindo caminho para uma vitória petista. Lula disse que se não for Ciro, quer Aloízio Mercadante (PT-SP). Mercadante tem menos apoio e menos competitividade que Marta, mas não é um candidato fraco, sobretudo se Alckmin for preterido. Antonio Palocci também tem sido falado. É o mais fraco dos três eleitoralmente.</p>
<p>O PDT vai se dividir. Uma parte apoiará Dilma, outra não. Apesar do apoio oferecido ontem pelo ministro Carlos Luppi (PDT-RJ) presidente licenciado do partido.</p>
<p>Dependendo de como Lula conduza essa questão da candidatura de Ciro Gomes e do comportamento do PT paulista, o PSB pode também se dividir.</p>
<p><strong>Lula transformou Ciro em problema</strong><br />
O presidente Lula pode ser bom de voto e gênio de comunicação e mobilização de massas. Mas isso não faz dele, necessariamente, bom estrategista eleitoral. Duas de suas insistências não levam necessariamente a boa estratégia.</p>
<p>Primeiro, a idéia da polarização. Pode funcionar a favor ou contra. Não se força um voto plebiscitário. É o eleitor que define a natureza do voto. Quando cair a ficha de que Lula está saindo do governo, o cálculo do eleitor vai mudar em direção que ainda não é totalmente previsível. Incorrer em custos políticos muito altos para forçar a polarização e tentar gerar uma campanha plebiscitária pode ser má estratégia eleitoral e ainda prejudicar fortemente a governabilidade futura, no caso de muita polarização e vitória do governismo.</p>
<p>Segundo, a insistência em tirar Ciro Gomes da disputa presidencial e forçá-lo a concorrer ao governo de São Paulo. Dois problemas aqui. Quando se olha as pesquisas por dentro, apesar de toda a inimizade, o que os dados mostram é que Ciro tem mais interseção no eleitorado de Serra do que no de Dilma. Lula acha que Ciro tira votos do governismo, mas ele tira votos mesmo é de Serra. Fica difícil entender a lógica do veto à candidatura de Ciro. E se houver algum contratempo com a candidatura de Dilma? O governismo ficará sem alternativa? Se ela não crescer o suficiente, se a polarização não ocorrer, sem Ciro, a oposição poderia ganhar no primeiro turno. Aliás foi argumento parecido que o PSB usou para argumentar com Lula.</p>
<p>O outro problema é com São Paulo. Como disse acima, nenhum petista quer Ciro Gomes candidato. Ciro não é competitivo no estado. É mais fraco que Marta e Mercadante.</p>
<p>O melhor momento para uma candidatura presidencial de Ciro Gomes é este. Melhor do que em suas outras tentativas. Deve ser difícil para ele e para o PSB deixar passar essa oportunidade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/29/notas-sobre-a-conjuntura-politica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lula não voltará ao governo inteiramente: ficará em campanha.</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/16/lula-nao-voltara-ao-governo-inteiramente-ficara-em-campanha/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=lula-nao-voltara-ao-governo-inteiramente-ficara-em-campanha</link>
		<comments>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/16/lula-nao-voltara-ao-governo-inteiramente-ficara-em-campanha/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[lulismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marina]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Serra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ecopolitica.com.br/?p=382</guid>
		<description><![CDATA[
			
				
			
		
O presidente Lula já está subjetivamente em campanha. Tem dedicado cada vez mais tempo de sua agenda pessoal à discussão político-partidária e de estratégia eleitoral, contatos com partidos e lideranças. 
Sérgio Abranches
A parcela de sua agenda pessoal destinada a assuntos de governo está ficando mais reduzida e se concentra muito nos temas de impacto eleitoral. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F10%2F16%2Flula-nao-voltara-ao-governo-inteiramente-ficara-em-campanha%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F10%2F16%2Flula-nao-voltara-ao-governo-inteiramente-ficara-em-campanha%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=2010,Ciro,Dilma,elei%C3%A7%C3%B5es,Lula,lulismo,Marina,PMDB,pol%C3%ADtica,PSDB,PT,Serra" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente Lula já está subjetivamente em campanha. Tem dedicado cada vez mais tempo de sua agenda pessoal à discussão político-partidária e de estratégia eleitoral, contatos com partidos e lideranças. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-382"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A parcela de sua agenda pessoal destinada a assuntos de governo está ficando mais reduzida e se concentra muito nos temas de impacto eleitoral. Copenhague e meio ambiente entraram na agenda por causa da candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC).</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente tem conseguido vitórias momentâneas com toda essa articulação. Está mantendo os partidos da coalizão aglutinados em torno da candidatura que propôs para sua sucessão. A exceção, até agora, é o PSB. Mas ele já conseguiu convencer Ciro Gomes (PSB-CE/SP) a mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo. Os fundamentos reais dessa mudança até agora não foram elucidados. Na cabeça de Lula, parece simples: desejaria ver Ciro disputando o governo do estado, para bater em José Serra (PSDB-SP), criticar seu governo, contribuir para a polarização que ele tanto deseja e deixar o caminho livre para Dilma Roussef (PT-RS). Mas o PT quer ter candidato próprio. O lulismo não consegue emplacar todas. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Não está claro é o que Ciro Gomes quer. Ele diz que pretende disputar a presidência, mas que é fiel a Lula. As duas coisas parecem incompatíveis. O presidente já disse que quer uma só candidatura “da base” à presidência e é Dilma. Lula insiste em polarizar com FHC, o que parece mais um problema de fixação obsessivo-compulsiva, que uma estratégia sustentada em dados efetivos. O eleitor já não se lembra de FHC. O eleitorado não está, pelas pesquisas, polarizado, está fragmentado. E é possível que essa fragmentação aumente. É pouco provável que o presidente consiga persuadir o PT a apoiar Ciro para o governo do estado. É pouco provável que Ciro se torne um candidato competitivo em São Paulo. Pode-se estar imaginando que ele teria apoio do grande eleitorado nordestino do estado, com a ajuda de Lula. Difícil e não passa de especulação. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O que as pesquisas mostram é que Ciro é competitivo para presidente, mas não para governador de São Paulo. Enfim, há quem diga que tudo não passa de uma manobra diversionista combinada entre Lula e Ciro para desorientar ainda mais a oposição. Parece pouco plausível.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Não é preciso fazer nada para desorientar a oposição. Ela está em estado de desorientação desde que recuou no caso do mensalão, para proteger seus próprios envolvidos em esquemas de caixa 2, e viu Lula se recuperar inteiramente, ser reeleito e manter altos índices de popularidade. Sem projeto, sem visão para o futuro, sem candidato escolhido e sem muita liderança, a oposição está à deriva, enquanto Lula já surfa as ondas precoces da campanha de 2010. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">As principais lideranças da oposição, José Serra (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG), estão de mão amarradas e discurso engasgado, porque são governadores e, por definição, dependentes de recursos federais. A decisão de adiar definições faria sentido se Lula não tivesse posto sua caravana na rua. Com Lula em campo, carregando com certo esforço sua candidata, o silêncio e a inação da oposição deixam enorme espaço vazio no processo pré-eleitoral. Em política não existe espaço vazio. Quem abre espaço, perde espaço. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">E recuperar espaço pode ser complicado. Exige enorme capacidade de produção frequente de factóides eficazes, que consigam ampla repercussão na mídia. Lula é o mestre do factóide, embora César Maia (DEM-RJ) ache que foi ele que os inventou. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Esse espaço deixado vazio pela oposição pode ser ocupado por Dilma Roussef (PT-RS), mas pode também ser aproveitado por Ciro Gomes e, até mesmo, por Marina Silva, se ela emergir e também colocar sua caravana na rua. Por enquanto, a candidatura tem e resumido às passeatas festivas na Zona Sul do Rio de Janeiro, vistosas e ineficazes. Ciro já ocupa parte desse espaço com esse factóide sobre o que está pensando fazer: dá declarações ambivalentes, sobe no palanque de Dilma, ataca o aliado preferencial de Lula, o PMDB, e vai avançando. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Resumo da ópera. Lula continua a comandar a agenda eleitoral. Está definindo os termos do debate e deixando a oposição no córner. Se não sair do córner a oposição vai acabar forçada a uma campanha reativa. Campanhas reativas são sempre perdedoras. As dúvidas ficam por conta de Ciro Gomes e Marina Silva. </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/16/lula-nao-voltara-ao-governo-inteiramente-ficara-em-campanha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Brasil se prepara para a mais competitiva eleição geral em 15 anos</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/01/o-brasil-se-prepara-para-a-mais-competitiva-eleicao-geral-em-15-anos/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=o-brasil-se-prepara-para-a-mais-competitiva-eleicao-geral-em-15-anos</link>
		<comments>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/01/o-brasil-se-prepara-para-a-mais-competitiva-eleicao-geral-em-15-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 22:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[#Sarney]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[lulismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marina]]></category>
		<category><![CDATA[partidos]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PV]]></category>
		<category><![CDATA[sucessão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ecopolitica.com.br/?p=306</guid>
		<description><![CDATA[
			
				
			
		
O troca-troca de partidos, as novas filiações e a identificação das lideranças que atraem novos filiados indicam fragmentação e competição em 2010.
Sérgio Abranches
Chegando perto da data limite estabelecida pela legislação eleitoral para troca de legenda ou filiação original, para garantir a elegibilidade em 2010, está havendo verdadeiro corre-corre. Já dá para perceber quem está ganhando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F10%2F01%2Fo-brasil-se-prepara-para-a-mais-competitiva-eleicao-geral-em-15-anos%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F10%2F01%2Fo-brasil-se-prepara-para-a-mais-competitiva-eleicao-geral-em-15-anos%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=%23Sarney,2010,Brasil,democracia,Dilma,elei%C3%A7%C3%B5es,Lula,lulismo,Marina,partidos,PMDB,PSB,PSDB,PT,PV,sucess%C3%A3o" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O troca-troca de partidos, as novas filiações e a identificação das lideranças que atraem novos filiados indicam fragmentação e competição em 2010.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-306"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Chegando perto da <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/09/21/eleicao-de-2010-comeca-oficialmente-no-dia-3-de-outubro/"><span style="text-decoration: underline;">data limite</span></a> estabelecida pela legislação eleitoral para troca de legenda ou filiação original, para garantir a elegibilidade em 2010, está havendo verdadeiro corre-corre. Já dá para perceber quem está ganhando e quem está perdendo. Mas o mais importante é ver que o movimento dos políticos não está concentrado em um ou outro partido, mas mais aberto. Isso é sinal de eleição fragmentada e não polarizada. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles anninciou, sua <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/01/meirelles-no-pmdb-de-goias/"><span style="text-decoration: underline;">filiação ao PMDB</span></a>. Mas o PMDB está saindo em desvantagem do troca-troca de última hora. Perdeu mais que ganhou e o único nome realmente de peso que atraiu foi o de Meirelles.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O chanceler Celso Amorim, um dos autores da desastrada operação de refúgio de Manuel Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, anunciou sua filiação ao PT.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Mas o PT, também sai em desvantagem do troca-troca. Perdeu lideranças e nomes de grande representatividade de sua galeria de políticos mais comprometidos com a ética, como Marina Silva, agora no PV, e Flávio Arns, que retorna ao PSDB. Ambos saíram fortemente prejudicados da operação de blindagem ao senador José Sarney. Mas, sem dúvida, o maior <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/20/a-democracia-gotica-brasileira-um-espetaculo-surreal/"><span style="text-decoration: underline;">ônus dessa operação</span></a> de proteção ao clã de Sarney, diretamente conduzida pelo presidente Lula, recai sobre o PT. Afinal, o PMDB tem vários grupos regionais em seu condomínio com o mesmo padrão comportamento dos Sarney. Como dizia Márcio Moreira Alves, é um partido com um padrão moral bastante homogêneo. As exceções não conseguem alterar a média, a moda ou a mediana do partido nesse plano.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Lula joga tudo para ter o PMDB na coligação de Dilma Roussef. Vai cometer o erro que José Serra cometeu em 2002: confiar na <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/09/28/pmdb-nao-se-unira-em-torno-de-candidatura-alguma-lula-paga-preco-alto-demais/"><span style="text-decoration: underline;">improvável lealdade eleitoral</span></a> do partido. Várias lideranças do partido já estão fechadas com José Serra (PSDB-SP), por exemplo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">As filiações mais notáveis fora obtidas pelo PV.Notáveis porque já mostram a marca da liderança da senadora Marina Silva no partido. É o “<a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/10/o-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb/"><span style="text-decoration: underline;">fator Marina</span></a>” em operação. As adesões da última quarta-feira, 29.09, não foram ao PV, mas à candidatura de Marina Silva à presidência. Assinaram a ficha do partido para ficar ao lado de Marina, figuras expressivas como, entre várias outras, o empresário Guilherme Leal, co-presidente do conselho de administração da Natura; Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos; o diretor executivo da Klabin e presidente da SOS Mata Atlântica, Roberto Klabin; o presidente do maior moinho de papel artístico artesanal da América Latina, o Moinho Brasil; Fernando Garnero, da Brasilinvest.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Guilherme Leal tem sido falado para vice-presidente na chapa de Marina Silva, operando como uma espécie de aval empresarial de sua candidatura. Talvez ela precise mais de <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/17/marina-silva-candidata-e-coisa-para-se-levar-a-serio/"><span style="text-decoration: underline;">suporte político-eleitoral</span></a>, para ampliar sua penetração em determinadas áreas do país e fazer alianças que lhe dêem mais tempo de televisão, do que se aval empresarial.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Afinal, a presença de Marina Silva e desses aliados peso-pesados do setor empresarial, já representam uma mudança significativa na conformação programática do PV.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><br />
</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Como diz o politólogo inglês Anthony Giddens em seu novo livro, “<a href="http://www.polity.co.uk/book.asp?ref=9780745646923"><span style="text-decoration: underline;">The Politics of Climate Change</span></a>”, o verde não é mais uma outra tonalidade para o vermelho. É fato que a maioria dos partidos verdes saíram do cinturão de “partidos vermelhos”, comunistas ou socialistas.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O caso mais conspícuo é o do Partido Verde Alemão, criado por ex-comunistas e socialistas desiludidos com o comunismo e insatisfeitos com as políticas conservadoras dos social-democratas. Mas, hoje, se diferenciaram significativamente das plataformas dos partidos socialistas e social-democratas, adotando uma agenda mais ampla e mais sistêmica da economia e da sociedade.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O recorte ideológico e programático dos verdes é diferente. Tem como eixo central dois desafios globais e interdependentes que marcam a trajetória futura do século XXI: o da mudança climática  e o da erradicação da miséria. Os verdes não são mais anti-capitalistas, embora sejam fortemente contra o consumismo. Querem novos padrões de produção e consumo, de baixo carbono, que são compatíveis com o modo de produção capitalista, digamos domesticado pela regulação. A idéia é mudar o capitalismo, não substituí-lo por superados modelos socialistas. Pode acabar dando na transição para outro modo de produção, talvez Marx dissesse isso, mas essa não é a teleologia dos novos verdes.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente da FIESP, que é o baluarte do patriciado industrial de São Paulo, embora já tenha sido mais poderosa no passado, Paulo Skaf, filiou-se ao PSB. Ele não tem um traço sequer de socialismo, nem Ciro Gomes, que deve ser o candidato à Presidência, pelo partido. O partido é meio saco de gatos, como a maioria dos partidos brasileiros, mas está ganhando musculatura e tem o segundo colocado nas pesquisas presidenciais, no momento.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Esse troca-troca de legendas e essas novas filiações, todas de última hora, apontam para uma eleição muito competitiva e duramente disputada. Será um teste de stress para todos os candidatos. Pode ser a mais competitiva <a href="http://www.ecopolity.com/2009/09/21/brazil-may-be-heading-for-the-longest-presidential-campaign-of-its-recent-political-history/"><span style="text-decoration: underline;">eleição presidencial</span></a> dos últimos 15 anos. As eleições para a Câmara e o Senado devem ter a maior taxa de renovação das últimas quatro eleições. As eleições estaduais também devem ser muito competitivas. A democracia se nutre da incerteza, assim como das grandes surpresas eleitorais. Só com bola de cristal seria possível dizer se essas eleições surpreenderão na reta final. Mas são as que têm mais chance de surpresas em muito tempo.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/01/o-brasil-se-prepara-para-a-mais-competitiva-eleicao-geral-em-15-anos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meirelles no PMDB de Goiás</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/01/meirelles-no-pmdb-de-goias/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=meirelles-no-pmdb-de-goias</link>
		<comments>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/01/meirelles-no-pmdb-de-goias/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 22:02:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[lulismo]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>
		<category><![CDATA[sucessão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ecopolitica.com.br/?p=303</guid>
		<description><![CDATA[
			
				
			
		
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles filiou-se ao PMDB, mas diz que só decidirá sobre concorrer ou não a um cargo eletivo em março. 
Sérgio Abranches
É pouco provável que Meirelles tenha se filiado apenas para garantir a possibilidade de vir a se candidatar, se assim decidir no ano que vem.
 
O mais plausível é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F10%2F01%2Fmeirelles-no-pmdb-de-goias%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F10%2F01%2Fmeirelles-no-pmdb-de-goias%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=2010,Brasil,democracia,Dilma,elei%C3%A7%C3%B5es,Lula,lulismo,PMDB,pol%C3%ADtica,PSDB,PT,Senado,sucess%C3%A3o" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles filiou-se ao PMDB, mas diz que só decidirá sobre concorrer ou não a um cargo eletivo em março. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sérgio Abranches<span id="more-303"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É pouco provável que Meirelles tenha se filiado apenas para garantir a possibilidade de vir a se candidatar, se assim decidir no ano que vem.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O mais plausível é que já tenha se decidido a deixar o BC para se candidatar, mas não anunciará a decisão até março. Dessa forma, mantém por mais tempo a continuidade garantida da política monetária e se dá tempo, também, para articular a candidatura ao cargo que mais o atrai em seu estado de Goiás.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Aparentemente, a escolha do PMDB teve o dedo do presidente Lula. Ele preferia que Meirelles não deixasse o BC e esperasse a vitória de Dilma Roussef, para ocupar cargo de destaque no novo governo. Aposta arriscada. Dilma Roussef não é favorita para 2010. Além disso, a fama de seus rompantes de irritação e maus modos, com auxiliares e, até mesmo com colegas de ministério, percorre os corredores do Planalto, da Esplanada dos Ministérios e das estatais. Certamente já passou pelos corredores do BC.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Decidida sua saída da presidência do Banco Central no prazo para desincompatibilização, Lula teria pedido que se filiasse a partido de sua base e teria indicado o PMDB como escolha preferencial. O presidente, como se sabe, está investindo tudo no PMDB. Para ele tirar Meirelles da órbita do PSDB, pelo qual se elegeu deputado, e levá-lo para o condomínio peemedebista é um movimento interessante. O presidente não nutre simpatia pelo senador e ex-governador Marconi Perillo, que patrocinou a entrada de Meirelles na política eleitoral. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O atual governador, Alcides Rodrigues Filho (PP) pode tentar a reeleição. Ele foi eleito em uma coligação apadrinhada por Perillo e da qual o PSDB era o pivô. Perillo se elegeu senador, por essa coligação. Portanto, tem mais quatro anos de mandato. Não tenho informação se os dois têm acordo para o caso de Perillo querer voltar ao governo. Se ele decidir continuar no Senado, o PSDB pode ter, pelo menos, Lúcia Vânia na competição pelo Senado, buscando a renovação de seu mandato. O outro senador goiano é Demóstenes Torres (DEM), que perdeu a eleição para o atual governador. Ele pode tentar renovar o mandato ou disputar novamente o governo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">No PMDB, os dois nomes fortes estão em situação bem distinta. Íris Rezende é prefeito de Goiânia, mas tem manifestado vontade de disputar o governo. Maguito Vilela perdeu o governo do estado no segundo turno para Alcides Rodrigues Filho, por pouco menos de 380 mil votos. É prefeito de Aparecida do Norte e é natural que queira voltar ao Senado. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Nos corredores de Brasília, o que se diz é que Meirelles sonha com o governo do estado. Mas há também quem diga que pode ser convidado para ser vice de Dilma Roussef. O problema é que o deputado e presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que nunca teve boas relações com Lula e o PT, dos quais é aliado recente e há quem diga reticente, tem a expectativa de ser o vice na chapa lulista. Se essa expectativa for frustrada, fica ainda mais <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/09/28/pmdb-nao-se-unira-em-torno-de-candidatura-alguma-lula-paga-preco-alto-demais/"><span style="text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">difícil manter o PMDB na coligação</span></a>. A inevitável divisão do partido ficaria ainda mais adversa aos planos do presidente Lula. No momento, Temer está em confronto com Orestes Quércia (PMDB-SP), que quer o PMDB ao lado de Serra. Se perder a vaga de vice, não tem por que continuar apoiando a candidatura de Dilma Roussef. Era aliado de Serra antes, pode voltar a sê-lo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Se Íris Rezende quiser mesmo disputar o governo, restaria a Meirelles buscar uma das duas vagas de senador, provavelmente ao lado de &#8211; e em concorrência com &#8211; Maguito Vilela. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica; min-height: 22.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 18.0px Helvetica;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É no fechamento dessas articulações que Meireles deve se envolver até a data da desincompatibilização. É um nome de peso e prestígio, embora pouco testado eleitoralmente, mas certamente capaz de levantar a moral do partido no estado. O fato é que o PMDB que já reinou no estado, hoje não tem nem o governo e nenhum senador. Meirelles tem peso específico que lhe permite negociar, com chance, a candidatura que mais desejar.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/01/meirelles-no-pmdb-de-goias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Datafolha: nada de novo. Pura inércia.</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/18/datafolha-nada-de-novo-pura-inercia/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=datafolha-nada-de-novo-pura-inercia</link>
		<comments>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/18/datafolha-nada-de-novo-pura-inercia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 19:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro]]></category>
		<category><![CDATA[Datafolha]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Heloísa Helena]]></category>
		<category><![CDATA[Marina]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Serra]]></category>
		<category><![CDATA[sucessão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ecopolitica.com.br/?p=185</guid>
		<description><![CDATA[
			
				
			
		
Sérgio Abranches
Fatos novos, como ocorrências envolvendo candidatos que já estão aí, ou candidatura nova, como a de Marina Silva, podem alterar muito o cenário eleitoral nos próximos meses.

No cenário principal do Datafolha, que não incluiu a senadora Marina Silva,o que se vê é uma paradeira geral: Serra oscila nas intenções de voto, de 38% para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F08%2F18%2Fdatafolha-nada-de-novo-pura-inercia%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F08%2F18%2Fdatafolha-nada-de-novo-pura-inercia%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=2010,A%C3%A9cio,Ciro,Datafolha,Dilma,elei%C3%A7%C3%B5es,Helo%C3%ADsa+Helena,Marina,pesquisa+eleitoral,Serra,sucess%C3%A3o" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p><em>Sérgio Abranches</em></p>
<p>Fatos novos, como ocorrências envolvendo candidatos que já estão aí, ou candidatura nova, como a de Marina Silva, podem alterar muito o cenário eleitoral nos próximos meses.</p>
<p><span id="more-185"></span></p>
<p>No cenário principal do Datafolha, que não incluiu a senadora Marina Silva,o que se vê é uma paradeira geral: Serra oscila nas intenções de voto, de 38% para 37%, entre maio e agosto. Nada. Dilma Roussef mantém os mesmos 16%. Ciro Gomes, fica nos mesmos 15%. Heloísa Helena, oscila de 10% para 12%. Tudo parado. Ainda ficam 20% dos votos na faixa de alienação eleitoral: entre nulos, brancos e não sabe.</p>
<p>Quando entra o nome de Marina Silva na Cartela, o movimento é pequeno. Ela ainda não tem recall para fazer muita diferença.</p>
<p style="text-align: center; " align="center"><img class="aligncenter" src="http://www.riscopolitico.com.br/risco/sinais/imagens/09_08_17_graf.jpg" alt="" width="527" height="435" /></p>
<p>O gráfico acima mostra que com a entrada de Marina, ninguém perde. Ela tira um ponto de Ciro (15% -&gt;14%) e dois da “alienação eleitoral” (20% -&gt; 18%). Além da estabilidade, o quadro mostra uma eleição despolarizada, com tendência de fragmentação do voto. O índice de fragmentação do quadro sem Marina, levando em conta as “intenções válidas” de votos dá 4,22. Isso corresponde, mais ou menos, a 4 candidatos efetivos, portanto competitivos, e não apenas dois. O índice de fragmentação eleitoral do gráfico acima, com a inclusão de Marina Silva, sobre para 4,44. Um incremento de 5%, com a mexida de 3 pontos percentuais, o que indica a sensibilidade desse quadro a qualquer fato novo. A tendência é fragmentar mais o voto, aumentar a incerteza e a competitividade das eleições.</p>
<p style="text-align: center; " align="center"><img class="aligncenter" src="http://www.riscopolitico.com.br/risco/sinais/imagens/09_08_17_graf1.jpg" alt="" width="520" height="445" /></p>
<p>Quando sai Serra e entra Aécio Neves, Ciro cresce 7 pontos percentuais, Heloísa Helena, 5 pontos percentuais, a alienação eleitoral aumenta 6 pontos e Dilma Roussef, 2 pontos percentuais. Má notícia para a candidata petista: ela não parece não ter muito apelo no voto volante. Fica estável quando todas as demais posições se mexem.</p>
<p>Outra que não vê mexerem suas intenções de voto é Marina Silva. Desconhecida do público, fica nos mesmos 3%. Significa, provavelmente, que só aponta seu nome na cartela quem já a conhece e vai votar nela de qualquer jeito.</p>
<p>O cenário com Aécio e Marina eleva em 27% o índice de fragmentação eleitoral, de 3,4 para 4,4 indicando, claramente, espaço para quatro candidatos competitivos. Um cenário de candidatos embolados, disputando o mesmo espaço no eleitorado &#8211; caso de Aécio, Dilma e Ciro. Pode dar qualquer par no segundo turno e tem muito espaço aberto para Marina Silva progredir e encostar nos outros.</p>
<p>Porque o PV tem uma pesquisa que mostra Marina no patamar de Ciro Gomes e Heloísa Helena? A pesquisa do IPESPE, do cientista político Antônio Lavareda, mostra, no cenário completo, com Serra e Heloísa Helena, o seguinte resultado: Serra, 28%; Ciro, 16%; Dilma,14%; Heloísa Helena, 13%; e Marina, 10%.</p>
<p>No cenário sem Heloísa Helena, uma hipótese criada por declaração da ex-senadora alagoana de que apoiaria Marina, caso ela se candidatasse, o resultado é: Serra, 30%; Ciro, 22%; Marina e Dilma empatadas em 14%. Retirando Ciro Gomes do cenário, Serra passa a 37%; Marina, 24%; e Dilma, 16%. No cenário com Aécio e sem Ciro Gomes, Marina assume a liderança, com 27%; Aécio obtém 25%; Dilma, 19%.</p>
<p>Nos cenários com Serra, todos os números são comparáveis aos do Datafolha, exceto os de Marina Silva. No cenário com Aécio, os números de Marina e do governador mineiro, destoam dos resultados obtidos pelo Datafolha.</p>
<p>Não é preciso atribuir má fé à pesquisa coordenada por Lavareda para explicar essas diferenças. Fora a explicação óbvia da diferença de amostragem e a menos óbvia de pesquisa por telefone vs pesquisa direta em campo, Alon Feuerwerker, colunista do Correio Braziliense, chama atenção para o fato de que já diferenças no questionário. A pesquisa do Datafolha mostra uma cartela apenas com os nomes dos candidatos. A do IPESPE mostraria nome e atributo: governador de São Paulo, governador de Minas, ministra da Casa Civil, ex-Ministra do Meio Ambiente&#8230;) Nesse caso, a identificação mais completa do candidato equaliza mais o recall, em um contexto de eleitores mal informados, desmotivados, para os quais a eleição está longe demais.</p>
<p>Diferenças amostrais podem produzir desvios entre pesquisas, mas dificilmente dessa magnitude, porque a concorrência é grande, há sérios riscos de perder credibilidade e mercado, os parâmetros se aproximam bastante e é possível compará-las usando técnicas de meta-análise. Diferenças de levantamentos entre campo e telefone, podem dar desvios estatisticamente significativos. Já fiz, com Marcos Coimbra, teste nesse sentido, com dados do Vox Populi, para decidir que pesquisa usar. A conclusão é que essas diferenças significativas se dão em determinadas questões e não em outras. Tendem a aparecer em perguntas sobre opinião em relação a temas controvertidos, que podem ter um corte sócio-econômico muito claro. Acho difícil que produzam efeitos da magnitude aqui observada, em preferências eleitorais tão abstratas no momento.</p>
<p>A única explicação que me convence é a da diferença na apresentação dos nomes. Essa sim, pode mudar muito, especialmente em relação aos candidatos menos conhecidos, de menor recall automático. A lembrança de quem é a pessoa, acende uma luz e permite a indicação. Pode, também, superestimar a preferência por esses candidatos, por indução por isso não se utiliza esse procedimento. Essa indução é auxiliada pela mesmice representada pelo quadro com Serra e Dilma atrás de uma polarização inexistente.</p>
<p>O que se pode dizer das pesquisas é que são diferentes, têm prazo de validade muito curto e, ambas, indicam, que há espaço para um nome como o de Marina Silva fazer diferença e mexer muito com as posições relativas dos candidatos daqui em diante. Pode ocupar o espaço vazio criado pela indefinição dos tucanos e a estacionada de Dilma.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/18/datafolha-nada-de-novo-pura-inercia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cenário eleitoral muda rapidamente se Marina Silva sair candidata</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/12/cenario-eleitoral-muda-rapidamente-se-marina-silva-sair-candidata/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=cenario-eleitoral-muda-rapidamente-se-marina-silva-sair-candidata</link>
		<comments>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/12/cenario-eleitoral-muda-rapidamente-se-marina-silva-sair-candidata/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 05:50:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ecopolitica.com.br/?p=144</guid>
		<description><![CDATA[
			
				
			
		
Sérgio Abranches
Pessoas próximas à senadora Marina Silva dizem que ela já se decidiu a deixar o PT para se candidatar à presidência pelo PV.

Marina não parece mais sensível à argumentação de seus principais aliados políticos, nem aos apelos do presidente Lula, por meio de intermediários. Lula, ao que tudo indica, ainda não desistiu e tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F08%2F12%2Fcenario-eleitoral-muda-rapidamente-se-marina-silva-sair-candidata%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F08%2F12%2Fcenario-eleitoral-muda-rapidamente-se-marina-silva-sair-candidata%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=2010,elei%C3%A7%C3%B5es,Lula,Marina+Silva,pol%C3%ADtica,PT" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><em>Sérgio Abranches</em></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Pessoas próximas à senadora Marina Silva dizem que ela já se decidiu a deixar o PT para se candidatar à presidência pelo PV.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><span id="more-144"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Marina não parece mais sensível à argumentação de seus principais aliados políticos, nem aos apelos do presidente Lula, por meio de intermediários. Lula, ao que tudo indica, ainda não desistiu e tem convocado vários interlocutores com trânsito junto a Marina para conversar em Brasília.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Desde que Marina admitiu que estava considerando a proposta do PV, o Planalto e seus aliados acreanos estão abalados, em espécie de assembléia permanente, tentando encontrar uma maneira de demovê-la. É difícil, segundo um desses interlocutores, porque não se trata de oferecer uma barganha a Marina. Agora, a única maneira que antevêem é convencer Marina de que a candidatura do PT levará para a campanha uma plataforma ambiental avançada. Mas, para isso, seria preciso convencer a ministra Dilma Roussef e, mais que isso, persuadí-la de que a pauta ambiental e climática é para valer e relevante. Talvez não haja tempo.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Marina pegou o esquema eleitoral montado por Lula de surpresa. Eles esperavam um confronto Dilma x Serra, no qual Serra, simpático à visão de crescimento contida no PAC, não conseguiria montar um discurso oposicionista convincente, com uma proposta alternativa realmente contrastante. Enfrentando uma candidatura sem personalidade nítida contrastante e com o apoio de Lula, Dilma poderia ganhar.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O súbito aparecimento da possibilidade de uma candidatura Marina Silva soou o alarme no Planalto, de que o plano político do qual estavam muito seguros, seria seriamente ameaçado. A eleição não seria mais polarizada e Marina dividiria o eleitorado de Dilma, </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O ex-governador do Acre, Jorge Viana, um amigo próximo de Marina e de Lula, disse no domingo ao jornalista <a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/"><span style="font: 12.0px Helvetica; text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">Altino Machado</span></a> que ainda estava de “quarentena” e não comentaria a decisão da senadora porque ele e o governador do Acre Binho Marques ainda teriam mais uma conversa com ela. O governador emitiu nota, na qual diz que “</span><span style="letter-spacing: 0.0px color;">como amigo, companheiro e conhecedor de suas virtudes, serei sempre solidário a ela. Também reconheço sua importância na defesa de uma causa maior, uma causa do mundo. Como governador do Acre, tenho responsabilidades que não posso descuidar.” </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Na semana passada, Marina Silva recebeu o título de Doutora Honoris n Universidade Federal da Bahia, com a presença do governador petista e amigo de Lula, Jaques Wagner. Perguntado se conseguiria demovê-la de deixar o PT, ele disse o seguinte, segundo Altino Machado conta no <a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/"><span style="font: 12.0px Helvetica; text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">Blog da Amazônia</span></a>: </span><span style="letter-spacing: 0.0px color;">“tenho que ser sincero: a luta da Marina tem ganhado uma projeção cada vez maior no cenário nacional e mundial. Nós não temos a menor possibilidade de pressioná-la para mudar o que pensa e faz”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Todos dão como certo a saída de Marina Silva do PT.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa convicção foi certamente influenciada pelas conversas privadas que ela vem mantendo com vários companheiros, mas também pelo que disse em reunião mais íntima, só com os amigos mais próximos e a família, relatada por Altino Machado. Nela, Marina disse: “vocês não precisam me acompanhar, fiquem no PT”. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Se todos esses sinais estiverem corretos e Marina Silva deixar o PT para iniciar negociações para montagem de uma coalizão eleitoral em apoio a sua candidatura à presidência da República, o cenário para a sucessão de Lula muda imediatamente. A candidatura de Marina Silva tem o poder de alterar radicalmente a <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/10/o-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb/"><span style="font: 12.0px Helvetica; text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">estrutura competitiva</span></a> do jogo sucessório. Marina tem carisma, ameaça a posição de Dilma Roussef a quem esse atributo falta de forma absoluta.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A biografia de Marina é o sonho de qualquer marqueteiro político. Analfabeta até os 16 anos, hoje tem curso superior. Sua infância foi consumida nos seringais, caçando e pescando, para ajudar o pai a manter uma família grande. Sua educação política foi nos movimentos sociais da Amazônia, junto aos seringueiros. Foi do sindicado dos seringueiros, junto com Chico Mendes. Ganhou o <a href="http://www.goldmanprize.org/theprize/about"><span style="font: 11.0px Verdana; text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">Goldman Environmental Prize</span></a>, em 1996, conferido aos “heróis dos movimentos comunitários ambientais”, e o prêmio <a href="http://blog.norway.com/2009/04/02/the-sophie-prize-2009-awarded-to-marina-silva/"><span style="font: 11.0px Verdana; text-decoration: underline; letter-spacing: 0.0px color;">Sophie</span></a> de 2009, da Noruega, “por sua coragem, sua criatividade e sua habilidade para forjar alianças, mas primeiro e principalmente, por sua batalha pela conservação da floresta Amazônica”. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A quase totalidade dos ambientalistas brasileiros, a maioria dos quais ligada PT e de eleitores de Lula, com os quais conversei nos últimos três dias, se mostrou entusiasmadíssima com sua candidatura. Muitos deles estão ansiosos para ajudá-la a organizar a mobilização de sua campanha pelas redes sociais na Internet, inspirados na campanha de Obama. O primeiro site, quando foi criado, ganhou rapidamente 2000 filiados e estagnou. Com o anúncio da possibilidade da candidatura, nesses últimos dias, já saltou para 4000 e “continua bombando”, diz uma das militantes “marinistas”. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Segundo fontes em Rio Branco, o presidente Lula chamou o ex-governador Jorge Viana e o governador Binho Marques para uma conversa em Brasília, aparentemente para discutir o que ainda pode ser feito para demovê-la. Se todos os esforços falharem, Lula terá um outro problema. A substituição de Carlos Minc, que anunciou sua saída do ministério do Meio Ambiente, em março, para disputar as eleições legislativas. O que poderia ser uma simples substituição pelo secretário-executivo, pode complicar. Com Marina candidata, Lula teria que mostrar mais apreço pelo Meio Ambiente e buscar um ambientalista acima de suspeita para o lugar. Não será fácil. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Marina também terá um duro caminho pela frente, se decidir pela candidatura. A começar pela atração de outros partidos para formar uma coalizão eleitoral (coligação) que lhe dê tempo suficiente de TV para ser competitiva. Ela tem chance de conquistar o apoio de dois ou três partidos médios da esquerda. Após assegurar o tempo de TV, ela terá que desenhar um discurso de campanha que transcenda o ambientalismo e amplie seu apelo eleitoral, com um olho nos assalariados e os pobres preocupados com salário, renda e programas sociais; e outro nos mercados financeiros e setores empresariais desconfiados com seu “esquerdismo”. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c; min-height: 14.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; color: #0c0c0c;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Se ela terá sucesso nesse apelo mais geral, só o tempo dirá. Mas sem mesmo anunciar sua candidatura e a saída do PT, ela agitou o partido, o Planalto e o mundo político como um tornado vindo das águas do rio Acre. Não é pouco, para começo de conversa.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/12/cenario-eleitoral-muda-rapidamente-se-marina-silva-sair-candidata/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O fator Marina influi nas candidaturas do PT e do PSDB</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/10/o-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=o-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb</link>
		<comments>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/10/o-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 20:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Marina]]></category>
		<category><![CDATA[meioambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ecopolitica.com.br/?p=139</guid>
		<description><![CDATA[
			
				
			
		
Sérgio Abranches

“Marina Silva (PT-AC) deixou em todos os interlocutores a certeza de que será mesmo candidata a presidente da República, durante as 32 horas que permaneceu em Rio Branco (AC) para ouvir familiares, amigos e aliados políticos a respeito do convite para trocar o PT pelo PV”, informa o jornalista acreano Altino Machado, em seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F08%2F10%2Fo-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2009%2F08%2F10%2Fo-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=2010,Brasil,elei%C3%A7%C3%B5es,Marina,meioambiente,mudan%C3%A7a+clim%C3%A1tica,pol%C3%ADtica" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"><em>Sérgio Abranches</em></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"><span id="more-139"></span></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">“Marina Silva (PT-AC) deixou em todos os interlocutores a certeza de que será mesmo candidata a presidente da República, durante as 32 horas que permaneceu em Rio Branco (AC) para ouvir familiares, amigos e aliados políticos a respeito do convite para trocar o PT pelo PV”, informa o jornalista acreano Altino Machado, <a href="http://bit.ly/bGluC"><span style="text-decoration: underline;">em seu blog</span></a>. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Entre os interlocutores, muitos eram emissários do presidente Lula, tentando convencê-la a não sair. De repente, a certeza na candidatura Dilma Roussef (PT-RS) parece ter ficado meio abalada. Lula falou em, reunião recente, que seria preciso “consagrar todas as políticas em uma lei para que nenhum engraçadinho venha destruir essas coisas”. Referia-se aos programas sociais do governo. Sinal de insegurança sobre o resultado eleitoral? Ele vinha dizendo que tinha certeza que elegeria sua candidata. Recentemente, em mais de um momento, deu sinais de que percebe uma disputa mais difícil do que imaginava a princípio. Será que tem pesquisas, mostrando problemas na candidatura de Dilma Roussef? Que o Planalto tem pesquisa, certamente. O que elas realmente estão indicando tem sido um segredo compartilhado apenas pelos íntimos da campanha. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A perspectiva da candidatura de Marina Silva acendeu a luz amarela no painel de controle político do Planalto. Dilma Roussef sentiu-se confortável para dizer que Marina Silva não deveria sair. Como ela é candidata em exercício, não é opinião que a ex-ministra do Meio Ambiente fosse ouvir. Era mais um recado ao PT, para sair em campo e evitar a candidatura. Mas, ao que tudo indica, nem mesmo os interlocutores do presidente que têm a amizade de Marina Silva estão conseguindo demovê-la.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Hoje na Bahia, segundo se lê também no blog de Altino Machado, o jornalista <a href="http://bahiaempauta.com.br/2009/08/na-bahia-e-no-acre-marina-silva-da-impressao-de-despedida-do-pt/"><span style="text-decoration: underline;">Vitor Hugo Soares</span></a>, no Bahia em Pauta, registra a seguinte declaração do governador Jaques Wagner: “Tenho que ser sincero: a luta da Marina tem ganhado um projeção cada vez maior no cenário nacional e mundial. Nós não temos a menor possibilidade de pressioná-la para mudar o que pensa e faz”. O contexto era solenidade na UFBA, hoje, em Salvafor,  à qual compareceu, em que Marina Silva recebeu o título de doutora Honoris Causa.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Altino Machado diz, no <a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/08/10/voces-nao-precisam-me-acompanhar-permanecam-no-pt-diz-senadora-marina-silva-a-aliados/"><span style="text-decoration: underline;">Blog da Amazônia</span></a>, que Marina Silva, deu a alguns interlocutores a chave que desfaz a dúvida sobre sua decisão. Teria dito a eles, todos petistas, que: “vocês não precisam me acompanhar. Permaneçam no PT e mantenham a coesão da Frente Popular do Acre, para que possam ser ampliadas as conquistas até aqui alcançadas nos três mandatos consecutivos de nosso partido. Esse é um projeto político que tem dado certo no Estado.” </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Poder ser uma despedida, um conselho político e uma liberação de compromissos dos mais chegados a ela no PT, com seu novo caminho. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Os proto-candidatos do PSDB, José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) comemoraram. Serra, com parcimônia, porém falando de afinidades com a plataforma verde de Marina e que o PV é seu aliado em São Paulo. Aécio, apesar de ser o mineiro, foi mais explícito, especulou sobre a possibilidade de aliança com Marina Silva no segundo turno.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Se ela for para o segundo turno contra Dilma Roussef, o PSDB provavelmente a apoiaria. Se for uma disputa PSDB x PT, tenho dúvida se Marina ficaria contra seu partido de vida e de coração. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É claro que as razões que a levam a deixar o PT estão fundadas na frustração com a agenda ambiental atrasada do presidente Lula e o desrespeito representado por entregar a condução da política para a Amazônia ao ex-ministro Mangabeira Unger. Mas também deve pesar a decepção com o comportamento ético da cúpula petista, quase sempre do lado errado, como no caso agora com José Sarney, que a constrange por ser da bancada petista no Senado.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O PSDB não tem melhores credenciais para apresentar, em várias áreas. Foi leniente com seu ex-presidente Eduardo Azeredo, no caso do mensalão. Abriga aliados de ruralistas, que defendem trabalho escravo e o fim da legislação de proteção à Amazônia. Muitos de seus parlamentares usam e abusam da privatização dos recursos do legislativo e praticam o nepotismo. É do PSDB, aliás do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a lei mais atrasada e obscurantista sobre controle da internet.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Tanto José Serra, quanto Aécio Neves, têm muito bons secretários de Meio Ambiente. Mas a questão ambiental e climática ainda permanece como um acessório nos dois governos e não como vetor principal das decisões, como Marina Silva pensa que deva ser. Marina está em boa companhia nessa convicção: concordam com ela as principais lideranças social-democráticas européias, o presidente Obama, do EUA, o primeiro-ministro Gordon Brown, do Reino Unido, e lideranças mais conservadoras como Angela Merkl, da Alemanha, e Nicholas Sarkozy, da França.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Muitos setores petistas vêem, equivocadamente, a candidatura de Marina Silva, como uma espécie de linha auxiliar da candidatura tucana de José Serra. Sua função seria tirar votos de Dilma para ajudar a eleger Serra. Fora a visão conspiratória, essa análise não tem fundamento. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Essa eleição tem tudo, menos resultado certo no momento. A vantagem de Serra nas pesquisas é recall, terá que ser confirmada na campanha. Se ele for candidato e conseguir converter os 30% de pesquisa que tem hoje em voto, pode se qualificar para o segundo turno. Tanto Dilma, quanto Marina, quanto Ciro Gomes têm, em princípio, condições de se qualificar também. Se o candidato for Aécio, todos ficam mais ou menos nivelados na partida. É claro que Marina Silva aumenta a competição e ocupa espaço próprio, podendo tirar votos tanto de quem disputar representando o status quo do PT, quanto de quem disputar pelo PSDB. Não há favoritos hoje nessa disputa ainda longínqua. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Em que espaços ela disputa com Dilma, podendo levar vantagem? Entre os eleitores petistas &#8211; e não são poucos &#8211; desencantados com o comportamento ético do partido; entre os ambientalistas do PT; no eleitorado feminino; no eleitorado jovem, muito mais simpático a uma mensagem ambientalista que tenha credibilidade; no eleitorado negro; no eleitorado com preocupações sociais; no Norte. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Mas ela disputa espaço também com os tucanos, Serra ou Aécio: no eleitorado jovem; no eleitorado feminino; no eleitorado negro; no eleitorado com preocupações sociais; no eleitorado ambientalista não-petista (existem e não são poucos); no Norte-Nordeste. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Marina Silva não fará o discurso da eficiência, embora possa ficar tentada a fazê-lo em relação à sua gestão no Meio Ambiente. Mas o centro de sua campanha será uma proposta sócio-ambientalista. Se ela puxar muito para o lado extrativista e comunitário, perde espaço junto à classe média urbana, que quer ver uma proposta com maior conteúdo científico e tecnológico para o enfrentamento da questão climática e proteção da Amazônia. O discurso extrativista tem força no Norte-Nordeste e em parte da esquerda do Centro-Sul, mas deixaria o eleitorado urbano dessas regiões, com preocupações ambientalistas, porém mais ao centro do espectro ideológico, aberto à pregação dos tucanos.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">A agenda mundial imporá a todos os candidatos o discurso ambiental e climático. A questão-chave será a credibilidade dele. Como o carro-chefe da campanha de Dilma é o PAC, totalmente anti-ambiental e contrário à redução do teor de carbono da economia, sua credibilidade nesse tema será muito baixa. Ficará entre Marina Silva e os tucanos. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É evidente que essa eleição não será decidida pela questão ambiental. Mas ela terá peso porque sensibiliza a parte mais educada &#8211; e formadora de opinião da classe média &#8211; especialmente os mais jovens, com menos de 40 anos. Não é uma fatia desprezível do eleitorado. Numa eleição muito competitiva, pode ser um fator significativo. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Outra vantagem de Marina Silva é ser um fator novo. Novidades sempre atraem o eleitor indeciso, sobretudo em momentos de profundo desencanto político como o que se vive hoje. Aconteceu com Obama. Ele acendeu a chama da esperança em eleitores que, provavelmente, não votariam naquela eleição. Aqui, seriam os 20% de votos nulos e brancos, mais um percentual que não é possível estimar, de faltosos. Pode chegar a algo como 25%. Imaginemos que uma candidatura nova, icônica, como a de Marina Silva, com uma biografia que, como expressão de superação pessoal, de auto-desenvolvimento, valorização da educação como instrumento de ilustração e mobilidade, não tem paralelo na política brasileira, consiga reverter metade dessa alienação eleitoral. Captaria em torno de 12% de eleitores que, em outras circunstâncias, por desencanto anulariam o voto, votariam em branco ou viajariam para não votar e poder justificar a ausência. Se, naquelas fatias do eleitorado, conseguir 14%, como diz o PV que ela teria, estamos falando de uma candidatura de 25%, arredondando. Não precisão em pesquisas, tão distantes da disputa, sem a campanha começar e que ainda podem nem passar de rumor. Nessa hipótese, com todas essas cautelas, poderia ser bastante competitiva no quadro de 2010. </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">É claro que há outros fatores, como o tempo de TV, reação dos setores mais conservadores do empresariado, do mercado e da sociedade, que operam contra Marina. Mas, esses, ela pode, ainda superar. Marina pode obter a adesão de outros partidos. Na TV, há um tempo mínimo necessário. Além dele, o programa eleitoral começa a ficar cansativo e perde audiência. A eficácia do tempo de TV é crescente até esse limite e cadente, a partir dele.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Também é preciso lembrar que, com muito pouco tempo de TV, Heloisa Helena (PSOL-AL) ficou em terceiro lugar, porque captou exatamente uma parte do voto dos desencantados. A campanha dela acabou perdendo fôlego porque foi se afastando do discurso crítico e indignado que esses eleitores esperavam dela. Tampouco ela tinha uma proposta programática abrangente como a que Marina Silva pode ter, mas o fato de ela ter hoje intenções de votos perto dos 10%, sem ter mandato e sem exposição na mídia, mostra que há demanda para uma candidatura alternativa “às que estão aí”.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Para não enfrentar bloqueio de setores mais conservadores, Marina Silva terá que apresentar assessores econômicos que sejam confiáveis. Tem a vantagem de que não precisam ser o que a esquerda chama de “neoliberais”. A crise econômica e as mudanças na política econômica na Europa e no EUA, superaram essa fase. Hoje a doutrina dominante é mais regulatória, até por causa da centralidade da questão climática. Ela deixaria de ser competitiva se reproduzisse a visão econômica atrasada do governo, um modelo requentado dos anos 60 e 70, de alto carbono, que não tem qualquer viabilidade no século XXI. Mas esse modelo é antagônico à pauta ambiental, já foi apropriado por Dilma Roussef, pode até ser adotado também pelo PSDB, hoje vazio de idéias novas, mas não caberia jamais no figurino de Marina.</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; min-height: 16.0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"> </span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Em resumo, a candidatura de Marina Silva, se acontecer mesmo, não é um fator desprezível e influi na competitividade tanto da candidatura do PT, quanto do PSDB.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ecopolitica.com.br/2009/08/10/o-fator-marina-influi-nas-candidaturas-do-pt-e-do-psdb/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
