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	<title>Ecopolitica &#187; Trilhas</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
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		<title>BNDES e FINEP financiam etanol de segunda geração</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 14:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
O BNDES e a FINEP vão financiar a pesquisa e desenvolvimento de etanol celulósico até a fase de projeto piloto, informa o Valor Econômico.
O BNDES  e a FINEP vão oferecer R$ 1,1 bilhão est ano em crédito subsidiado, subvenções e participação no capital para empresas desenvolverem projetos piloto de etanol de segunda geração. Já [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;">Sérgio Abranches</p>
<p>O BNDES e a FINEP vão financiar a pesquisa e desenvolvimento de etanol celulósico até a fase de projeto piloto, informa o <a href="http://www.valor.com.br/empresas/2492300/etanol-celulosico-tera-r-11-bi-do-bndes">Valor Econômico</a>.<span id="more-3245"></span></p>
<p>O BNDES  e a FINEP vão oferecer R$ 1,1 bilhão est ano em crédito subsidiado, subvenções e participação no capital para empresas desenvolverem projetos piloto de etanol de segunda geração. Já estão em exame 14 planos de negócios, inclusive de empresas multinacionais que adquiriram empresas brasileiras de açúcar e álcool. Posteriormente, o BNDES pode lançar programas para o financiamento da fase já comercial dos projetos.</p>
<p>A indústria de álcool Brasileira é muito competitiva, especialmente por causa de preços finais mais baixos permitidos pelo menor custo de produção. É uma vantagem da cana de açúcar e não da gestão empresarial do setor. Mas o Brasil corre o risco de não manter a liderança no mercado futuro de biocombustíveis, que será certamente dominado pela segunda geração, porque não tem investido no etanol celulósico.</p>
<p>Eventos climáticos extremos têm levado a recorrentes <a href="http://bit.ly/nIRLTa">quebras de safra </a>de cana nos últimos anos. Canaviais envelhecidos têm determinado perdas continuadas de produtividade. De grande exportador líquido, o Brasil está se transformando em grande importador também. Em 2011, importou perto de 1,1 bilhão de litros de etanol, principalmente do EUA.  As estimativas são de que terá que importar entre 1,7 e 2,0 bilhões de litros em 2012. Com a nova quebra de safra o Brasil pode acabar este ano importando tanto etanol quanto exporta. Dependendo da demanda, as importações podem ficar até ligeiramente acima das exportações.</p>
<p>Só agora o governo está dando a atenção correta ao problema. Antes, preferiu reduzir o percentual de mistura de álcool à gasolina, como se o problema fosse puramente conjuntural. Além de ser a resposta estruturalmente errada, foi um equívoco ambiental. Para manter a política de motores flex e de adição de etanol na gasolina, o Brasil precisa recuperar a produtividade dos canaviais e das usinas e investir pesado em biocombustíveis de segunda geração.</p>
<p>Os biocombustíveis de segunda geração permitirão aumentar a produção e a produtividade do setor de bioenergia, sem demandar novas áreas para plantio. O Brasil tem pelos menos duas fontes muito competitivas para biocombustíveis de base celulósica: a palha de cana, hoje queimada com graves danos à saúde dos trabalhadores e ao ambiente, e as aparas de eucalipto, que são deixadas nos eucaliptais para retirada das toras limpas. Ambas tem alto teor de celulose. Além disso, outros resíduos agrícolas e florestais e as sobras de capim elefante também são fontes ricas em celulose hoje desperdiçadas. A produção de etanol celulósico de palha e bagaço de cana permitiria aumentar em pelo menos 50% a produção de álcool de cana. As aparas de eucalipto, resíduos agrícolas e florestais permitiriam aumentar ainda mais a produção e a produtividade, sem demandar um só hectare de terra adicional. Isso reduziria a pressão pela expansão da área plantada com cana e evitaria que a cadeia do etanol se torne um fator de pressão indireta pelo desmatamento, ao deslocar outras atividades agropecuárias para as áreas florestadas. Também aumentaria a segurança alimentar, permitindo que a terra agricultável disponível seja ocupada por culturas alimentares.</p>
<p>O BNDES aplicará, ainda, R$ 2 bilhões para financiar novos produtos bioquímicos da cana de açúcar e a gaseificação de bagaço para produzir biocombustíveis e plásticos, segundo a matéria de Fabiana Batista para o Valor.</p>
<p>É um bom começo, embora o investimento no desenvolvimento da segunda geração de biocombustíveis tenha que ser muito maior, se o país quiser mesmo estar entre os países líderes do mercado de biocombustíveis em dez anos. Durante muito tempo o governo e as empresas do setor vinham desprezando os riscos e as oportunidades do desenvolvimento dessa nova tecnologia. EUA, Europa, Japão e China estão investindo pesadamente em P&amp;D de biocombustíveis de segunda geração, com base em resíduos agrícolas e algas. O país ainda corre o risco de perder espaço nesse mercado futuro. As vantagens competitivas que temos hoje são fundamentalmente derivadas da maior eficiência da fotossíntese da cana de açúcar comparada ao milho e outras culturas utilizadas no EUA e na Europa. Nenhuma de nossas vantagens competitivas centrais no mercado de biocombustíveis se baseia em virtudes técnicas, gerenciais ou estratégicas de nossas empresas. Agora, pelo menos, o Brasil passa a ter um início de política pública, planos empresariais e financiamento para entrar &#8211; atrasado &#8211; nessa corrida. Mas a maratona ainda está em curso e, se nos apressarmos, ainda podemos ficar no pelotão da frente, dadas as vantagens &#8211; naturais e de biodiversidade &#8211; que temos.</p>
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		<title>Cientistas poderão desenvolver  culturas que se adaptam à mudança climática</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 18:21:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Culturas que lidam com flutuações climáticas repentinas podem ser desenvolvidas em futuro breve, graças a descobertas recentes sobre os mecanismos de sobrevivência das plantas. Cientistas da Universidade de Edinburgh, que estão estudando como pequenas algas renovam proteínas velhas ou danificadas de células, dizem que suas descobertas podem ser úteis para o desenvolvimento de culturas apropriadas [...]]]></description>
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<p>Culturas que lidam com flutuações climáticas repentinas podem ser desenvolvidas em futuro breve, graças a descobertas recentes sobre os mecanismos de sobrevivência das plantas. Cientistas da Universidade de Edinburgh, que estão estudando como pequenas algas renovam proteínas velhas ou danificadas de células, dizem que suas descobertas podem ser úteis para o desenvolvimento de culturas apropriadas para climas nos quais as condições do tempo mudam rapidamente.<span id="more-3204"></span></p>
<p>Eles descobriram que a velocidade em que se dá a renovação da proteína determina a rapidez com que podem se adaptar a mudanças ambientais, como geadas ou secas repentinas.</p>
<p>“Até agora, nós sabíamos que as plantas substituíam proteínas velhas ou danificadas, mas não tínhamos ideia quanto tempo esse processo demorava para proteínas em particular, ou como esse processo variava entre diferentes partes da planta. Nossas descobertas serão úteis para maior compreensão sobre como as plantas são programadas para sobreviver,” explica Sarah Martin do Centro de Biologia Sistêmica da Universidade de Edinburgh, que dirigiu o estudo.</p>
<p>As taxas de renovação variam entre proteínas de acordo com seu papel e localização nas células. Proteínas que fazem a fotossíntese – o processo que converte a luz solar em energia – renovam rapidamente, porque elas correm o risco de sofrerem danos pela luz. Já as proteínas que protegem o DNA nas  células das plantas correm pouco risco de dano e se renovam lentamente.</p>
<p>Essas descobertas podem ajudar a criar culturas incorporando proteínas que respondem rapidamente a condições mutáveis. Podem, também, ajudar no desenvolvimento de culturas de alta produtividade em ambientes estáveis, onde as condições demandam pouca adaptação às condições locais.</p>
<p>Os cientistas fizeram essas descobertas ao desenvolver um método para detectar a rapidez com que as algas absorvem nitrogênio de sua alimentação, o qual é usado para produzir proteínas. O estudo foi financiado pelo Conselho de Pesquisas em Biotecnologia e Ciências Biológicas e pelo Conselho de Pesquisa em Engenharia e Ciências Físicas, e acabou de ser publicado na Revista de Pesquisas sobre o Proteoma (“Journal of Proteome Research”).</p>
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		<title>Árvores morrem no Sahel por causa da mudança climática</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 14:28:34 +0000</pubDate>
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Árvores estão morrendo no Sahel, região ao sul do Deserto do Saara, e a mudança climática causada pela ação humana é a responsável, diz novo estudo de cientista da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
“A chuva no Sahel caiu 20%-30% no século 20, a mais severa seca de longa duração do mundo, desde que começaram as [...]]]></description>
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		</div>
<p>Árvores estão morrendo no Sahel, região ao sul do Deserto do Saara, e a mudança climática causada pela ação humana é a responsável, diz novo estudo de cientista da Universidade da Califórnia, em Berkeley.<span id="more-3181"></span></p>
<p>“A chuva no Sahel caiu 20%-30% no século 20, a mais severa seca de longa duração do mundo, desde que começaram as medições de precipitação em meados dos 1800s,” disse o autor principal do estudo Patrick Gonzalez, que coordenou a pesquisa quando era “visiting scholar” no Centro de Florestas da UC Berkeley. “Pesquisas anteriores já haviam determinado a mudança como causa primária da seca, que superou a resiliência das árvores.”</p>
<p>O estudo será publicado nos próximos dias no Journal of Arid Environments (Revista de Ambientes Áridos), e se baseou em registros de mudança climática, fotos aéreas desde 1954, imagens recentes de satélite e  o trabalho tradicional de campo, que incluiu contar e medir mais de 1500 árvores. Os pesquisadores focalizaram seis países na região do Sahel, do  Senegal, na África Ocidental ao Chade, na África Central, em locais onde a temperatura média aumentou 0,8 graus Celsius e a chuva caiu em 48%.</p>
<p>O Sahel é uma das regiões mais pobres e vulneráveis do mundo. Ondas recorrentes de inanição já mataram milhões de pessoas lá. O renomado economista Amartya Sen, tem um estudo clássico sobre a fome no Sahel, publicado em inglês, em 1983, chamado “Poverty and Famines: An Essay on Entitlement and Deprivation” (<a href="http://www.amazon.com/Poverty-Famines-Entitlement-Deprivation-ebook/dp/B0049MPTVA/ref=tmm_kin_title_0?ie=UTF8&amp;m=AGFP5ZROMRZFO&amp;qid=1323778668&amp;sr=1-1">há edição do Kindle disponível</a>). Gonzalez disse que “ as pessoas no Sahel dependem das árvores para sobreviver. As árvores dão a comida, a lenha, os materiais de construção e os remédios que essas pessoas usam.”</p>
<p>O estudo de Berkeley descobriu que uma em seis árvores morreram entre 1954 e 2002. Adicionalmente, uma em cinco espécies de árvores desapareceram localmente, e as árvores nativas frutíferas e madeireiras que requerem mais umidade foram as que mais sofreram. Condições mais quentes e mais secas superaram fatores populacionais e referentes ao solo na explicação da mortalidade das árvores, dizem os autores. Os resultados por eles obtidos indicam que a mudança climática está mudando as zonas de vegetação rumo a áreas mais úmidas.</p>
<p>“No oeste do EUA, a mudança climática está gerando mortalidade de árvores ao aumentar sua vulnerabilidade aos besouros” disse Gonzalez, que agora é cientista para mudança climática do Serviço Nacional de Parques do EUA. “No Sahel, são os solos que estão ficando secos que matam diretamente as árvores. A mortalidade de árvores está ocorrendo no âmbito de todo o bioma; grupos inteiros de espécies estão morrendo.”</p>
<p>Os co-autores do estudo são Compton J. Tucker, cientista sênior do Centro Goddard da NASA e Hamady Sy, representante Mauritânia na Rede de Sistemas para Alertas Antecipados de Fome (Famine Early Warning Systems Network). A pesquisa foi financiada com fundos da NASA e do do Serviço de Sondagem Geológica dos Estados Unidos .</p>
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		<title>Mapa mostra malária matando na Ásia e na América Latina</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 15:04:19 +0000</pubDate>
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Enquanto as mortes por malária caem na África aumentando a esperança de que a doença possa ser erradicada em todo o mundo, um novo mapa da malária mostra que uma forma durável e potencialmente fatal da doença tem forte presença em partes do Sul da Ásia e da América Latina.
Nas Américas, a área de maior [...]]]></description>
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			</a>
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<p>Enquanto as mortes por malária caem na África aumentando a esperança de que a doença possa ser erradicada em todo o mundo, um novo mapa da malária mostra que uma forma durável e potencialmente fatal da doença tem forte presença em partes do Sul da Ásia e da América Latina.<span id="more-3097"></span><br />
Nas Américas, a área de maior preocupação é uma região grande, mas pouco povoada, do Norte da Amazônia, a maior parte da qual está no Brasil. Mas ela atinge também partes da Amazônia no Peru, na Colômbia e na Venezuela. América Central, quase toda a Nicarágua está infestada pelo parasita vivax da malária, que infecta também porções de Honduras e da Guatemala. O mapa foi divulgado hoje no Encontro Anual da Associação Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASTMH).</p>
<p>“Este mapa no ajuda a entender como será difícil erradicar a malária” disse Peter Gething, que coordenou o projeto do Mapa da Malária de Universidade de Oxford (Malaria Atlas Project &#8211; MAP). “Ele mostra que me partes substanciais do mundo, a malária vivax é endêmica e a transmissão é significativa. Infelizmente, os recursos médicos para combater esse tipo de malária vão de ineficientes a não-existentes.”<br />
Outros estudos publicados no número de dezembro da Revista Americana de Medicina Tropical e Higiene, adicionam outras evidências de que a malária pode estar matando pessoas com muito maior frequência do que se imaginava previamente. Também confirmam que os tratamentos existentes são inadequados e potencialmente tóxicos para milhões de pessoas. Também ajudam a tornar mais claro o nível de precaução que os viajantes devem observar quando visitando essas regiões.<br />
A vivax não é tão mortal quanto a malária causada pelo parasita Plasmodium falciparum, que predomina na África, mas é mais comum no resto do mundo, criando o risco de infecção para uma população estimada em 2,85 bilhões de pessoas. Seu maior perigo reside na sua capacidade de reincidência, ao permanecer escondida no fígado por meses, até anos. Por isso a vivax é mais difícil de detectar e curar.<br />
Outras áreas de infestação pela malária vivax apontadas pelo mapa incluem uma porção substancial da Índia. As taxas são altas até mesmo em áreas urbanas como Mumbai, onde a malária não era comum. Papua Nova Guiné também tem altas taxas de infecção e transmissão da mesma forma que grande parte do território da Indonésia e de Myanmar (incluindo Yangon).<br />
Na África, Gething disse que, embora se saiba que a vivax existe, as taxas de infecção parecem ser “muito, muito baixas” na maior parte do continente. Mas o mapa indica um nível moderado e estável de transmissão de vivax em áreas do Chifre da África e por toda Madagascar.<br />
Os pesquisadores consideram que uma área é de infestação de malária vivax se os dados indicarem taxas de infecção superiores a 7%. Gething explica que esse limite poderia ser considerado relativamente baixo para infecções pelo parasita falciparum. Mas é alta para o vivax, em parte porque esse número só considera parasitas detectados no sangue, e também porque as taxas da doença causada pelo vivax se mostram muito difíceis de reduzir.</p>
<p>Ele disse que em áreas onde o vivax é endêmico, a qualquer momento se pode encontrar pessoas portando o parasita apenas em seus fígados, de onde ele emerge periodicamente na corrente sanguínea, para causar novas infecções. Este “grande reservatório” de vivax é difícil de quantificar com os instrumentos existentes de vigilância, explica. Não existe, hoje, um teste simples para detectar parasitas no fígado.</p>
<p>“Uma pessoa com vivax pode na verdade representar múltiplas infecções de malária ao longo de vários anos, em uma única comunidade. Cada vez que o parasita se move do fígado para o sangue, ele contribui, novamente, para a expansão da doença e da transmissão,” alertou Gething.</p>
<p>O problema causado pela reincidência do vivax é exacerbado, segundo pesquisador, pela falta de opções de tratamento.<br />
A persistência do parasita vivax, apesar da imensa campanha global para eliminar a malária, faz com que muitos o considerem o “último parasita a resistir”. Especialistas em malária dizem que, embora o vivax ainda pareça menos mortal que o falciparum, há crescente evidência de que as fatalidades ligadas a ele justificam dar-lhe mais importância na campanha global pela erradicação da malária.<br />
“É hora de reforçar a luta contra a malária vivax e parar de olhar para essa forma da doença como relativamente branda e tolerável,” disse Peter J. Hotez, presidente da Sociedade Americana de Medicine Tropical e Higiene (ASTMH).</p>
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		<title>Emissões globais de carbono aumentaram 49% em duas décadas</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 08:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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As emissões globais de carbono derivadas do uso de combustíveis fósseis cresceram 49% nas últimas duas décadas, diz estudo publicado ontem  na Nature Climate Change. 
O artigo intitulado “Crescimento rápido de emissões de CO2 após da crise financeira global de 2008-2009 (‘Rapid growth in CO2 emissions after the 2008-2009 global financial crisis’) é parte do Projeto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p>As emissões globais de carbono derivadas do uso de combustíveis fósseis cresceram 49% nas últimas duas décadas, diz estudo publicado ontem  na Nature Climate Change. <span id="more-3049"></span></p>
<p>O artigo intitulado “Crescimento rápido de emissões de CO<sub>2</sub> após da crise financeira global de 2008-2009 (‘Rapid growth in CO<sub>2</sub> emissions after the 2008-2009 global financial crisis’) é parte do Projeto Global de Carbono (<a href="http://www.globalcarbonproject.org/">Global Carbon Project</a>), e mostra que as emissões de combustíveis fósseis aumentaram 5,9% em 2010 e 49% desde 1990, o ano de referência estabelecido pelo Protocolo de Quioto. Na média, as emissões do uso de combustíveis fósseis aumentaram 3,1% ao ano, entre 2000 and 2010. Esse crescimento é três vezes maior que o crescimento médio anual dos anos 1990. Os autores projetam que em 2011 o aumento será da ordem de 3,1%.</p>
<p>As emissões totais, que combinam uso de combustíveis fósseis, produção de cimento, desmatamento e outras emissões pelo uso da terra, atingiram, pela primeira vez, 10 bilhões de toneladas de carbono em 2010. Metade dessas emissões ficaram acumuladas na atmosfera, elevando a concentração de CO<sub>2</sub> a 389,6 partes por milhão. O restante das emissões foi absorvido pelos oceanos e sorvedouros em terra, como as florestas, em proporções aproximadamente iguais.</p>
<p>Tanto países desenvolvidos, quanto países emergentes contribuíram para esse elevado crescimento das emissões. Além disso, os países mais desenvolvidos continuaram a terceirizar parte de suas emissões para economias emergentes pela via do comércio internacional. As maiores contribuições  para o crescimento das emissões globais em 2010 foram da China, Estados Unidos, Índia, Rússia e União Europeia. As emissões do comércio de bens e serviços produzidos em economias emergentes, mas consumidos em países desenvolvidos, chegaram a 16%, em 2010. Eram 2,5%, em 1990.</p>
<p>No Reino Unido, as emissões de CO<sub>2</sub> cresceram 3,8% em 2010, mas ficaram 14% abaixo dos níveis de 1990. Contudo, as emissões derivadas do comércio internacional aumentaram de 5% das emissões geradas domesticamente, em 1990, para 46%, em 2010 &#8211; mais do que compensando as reduções domésticas. As emissões do Reino Unido ficaram 20% acima dos níveis de 1990, quando se leva em consideração as emissões do comércio internacional.</p>
<p>“As emissões globais de CO<sub>2</sub> estão em linha com as projeções mais altas to Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, IPCC, desde 2000. Essas projeções apontam para aquecimento global muito acima dos 2 graus Celsius até 2100,” disse Corinne Le Quéré, diretora do Centro Tyndall para Pesquisa em Mudança Climática e professora da Universidade de East Anglia. “Mas os governos se comprometeram a manter o aquecimento abaixo de 2 graus Celsius.”</p>
<p>Glen Peters, do Centro para Pesquisa sobre Clima e Ambiente da Noruega e principal autor do trabalho, disse que: “Muitos viram a crise financeira global como uma oportunidade para levar a economia global a abandonar o crescimento persistente e alto das emissões, mas o retorno a emissões elevadas em 2010 sugere que não se explorou essa oportunidade.”</p>
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		<title>Regulação consegue reduzir chuva ácida nos Estados Unidos</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2011/11/16/regulacao-consegue-reduzir-chuva-acida-nos-estados-unidos/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 22:33:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
Estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois demonstra a efetividade das regulações da agência ambiental do EUA para reduzir a incidência de chuva ácida. 
O relatório se baseia na análise da presença de poluentes em amostras semanais de mais de 250 estações de coleta espalhadas pelo EUA. Os dados são coletados pelo National Atmospheric Deposition [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>Estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois demonstra a efetividade das regulações da agência ambiental do EUA para reduzir a incidência de chuva ácida. <span id="more-2872"></span></p>
<p>O relatório se baseia na análise da presença de poluentes em amostras semanais de mais de 250 estações de coleta espalhadas pelo EUA. Os dados são coletados pelo <a href="http://nadp.isws.illinois.edu/">National Atmospheric Deposition Program</a>, NADP, e mostram tendências de chuva ácida de 1984 a 2009. “É o estudo de mais longo prazo e de escala mais ampla de precipitação de poluição nos Estados Unidos ”, diz Christopher Lehmann, pesquisador do programa, que faz parte do <a href="http://news.illinois.edu/news/11/1116acid_rain_ChristopherLehmann_DavidGay.html">Illinois State Water Survey</a> (Sondagem da Água do Estado de Illinois) da Universidade de Illinois. O estudo teve por objetivo determinar como tendências na poluição da chuva estariam correlacionadas com as regulações de emissões. “Nós estamos vendo regulações de fontes de emissões exercendo impacto direto e positivo para reduzir poluentes na chuva.”</p>
<p>É uma importante contribuição para a avaliação da efetividade da atividade regulatória da Agência de Proteção Ambiental do EUA, a EPA. “Queremos ter certeza de que as regras adotadas são efetivas, que estão fazendo aquilo que foram desenhadas para fazer”,  disse David Gay, o coordenador do NADP. “É para isso que estamos aqui. Nós gastamos muito dinheiro para promulgar a regulação. Há grande preocupação com seu impacto na indústria. Este estudo mostra evidência clara e significativa do impacto direto e positivo da regulação”.</p>
<p>O relatório atribui a queda da chuva ácida às emendas feitas em 1990 à legislação sobre qualidade do ar, o Clean Air Act,  regulando as emissões de dióxido de enxofre e óxido de nitrogênio, os gases que se transformam em ácido sulfúrico e ácido nitroso, quando misturados à água da chuva. Caíram a frequência e a concentração de  precipitação ácida – chuva ou neve &#8211; com um pH de 5,0 ou menos – no período de 25 anos, diz o relatório.</p>
<p>A chuva ácida tem efeitos generalizados não apenas nos ecossistemas, mas também na infraestrutura e na economia. A precipitação poluída afeta negativamente as florestas, a agricultura e outras indústrias. O ácido também provoca a erosão de estruturas, danificando prédios, rodovias e pontes.</p>
<p>“O que sobe, desce. A química da chuva está diretamente correlacionada à poluição do ar. Quando nós olhamos a magnitude das tendências, descobrimos que ela se compara muito bem com a magnitude das reduções de emissões registrada pela EPA”, disse Lehmann. “A tendência é de queda e nós devemos comemorar esse dado, mas continua sendo um problema. Ainda há muito que avançar e há novas regulações a caminho, para continuar a reduzir os compostos de enxofre e nitrogênio,” concluiu.</p>
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		<title>Dados de satélite ajudarão após o desastre na Região Serrana do Rio</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2011/01/20/dados-de-satelite-ajudarao-apos-o-desastre-na-regiao-serrana-do-rio/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 15:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trilhas]]></category>
		<category><![CDATA[desastres]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[região serrana]]></category>
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INPE terá dados adicionais de satélites para ajudar no trabalho de recuperação das áreas afetadas pelo desastre na região serrana do Rio de Janeiro.Sérgio Abranches
Esses dados são fornecidos por um serviço relativamente novo, que se tornou operacional em novembro de 2000, criado pela acordo internacional sobre cooperação para uso de equipamentos espaciais no evento de [...]]]></description>
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<p>INPE terá dados adicionais de satélites para ajudar no trabalho de recuperação das áreas afetadas pelo desastre na região serrana do Rio de Janeiro.<span id="more-1584"></span>Sérgio Abranches</p>
<p>Esses dados são fornecidos por um serviço relativamente novo, que se tornou operacional em novembro de 2000, criado pela acordo internacional sobre cooperação para uso de equipamentos espaciais no evento de desastres naturais ou tecnológicos. O <a href="http://www.disasterscharter.org/web/charter/home">International Charter Space and Major Disasters</a>, distribui dados orbitais para auxiliar países afetados por desastres naturais.</p>
<p>As imagens podem ajudar a identificar e gerenciar ações necessárias em áreas atingidas por fenômenos naturais extremos. O Brasil passou a fazer parte deste acordo no ano passado. Desta forma, além das imagens que o próprio INPE tem, o país pode contar com “dados fornecidos sem custo pelas agências internacionais que fazem parte do programa”, diz o chefe da Divisão de Geração de Imagens do INPE, Ivan Márcio Barbosa.</p>
<p>Desde que foi criado, o International Charter Space and Major Disasters já foi acionado diversas vezes por numerosos países, após eventos extremos como erupções vulcânicas, terremotos, tsunamis e enchentes.</p>
<p>Em 2004, por exemplo, essas imagens foram de grande valia na avaliação dos efeitos do tsunami na Indonésia.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.ecopolitica.com.br/wp-content/uploads/2011/01/article-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1585" title="article-1" src="http://www.ecopolitica.com.br/wp-content/uploads/2011/01/article-1.jpg" alt="" width="446" height="325" /></a></p>
<p style="text-align: center;">clique para ampliar</p>
<p>No ano passado, das inúmeras vezes em que foi ativado, serviu como instrumento de apoio na erupção do Eyjafjöll na Islândia.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.ecopolitica.com.br/wp-content/uploads/2011/01/article1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1591" title="article" src="http://www.ecopolitica.com.br/wp-content/uploads/2011/01/article1.jpg" alt="" width="429" height="303" /></a></p>
<p style="text-align: center;">clique para ampliar</p>
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		<title>Twitter: ferramenta de jornalismo cooperativo e difusão de informações ambientais.</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/08/12/twitter-ferramenta-de-jornalismo-cooperativo-e-difusao-de-informacoes-ambientais/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 22:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[CBN]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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Sérgio Abranches
Nem sempre é preciso estender o texto dos tuítes para que a informação seja correta e completa.
@betoverissimo Imazon e Inpe confirmam avanço do desmatamento no sul do estado do Amazonas. Até pouco tempo citado como o mais conservado da região.
@abranches RT @betoverissimo Imazon e Inpe confirmam avanço do desmatamento no sul do Amazonas. Até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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		</div>
<p>Sérgio Abranches</p>
<p>Nem sempre é preciso estender o texto dos tuítes para que a informação seja correta e completa.<span id="more-1116"></span></p>
<p>@<a href="http://twitter.com/betoverissimo">betoverissimo</a> Imazon e Inpe confirmam avanço do desmatamento no sul do estado do Amazonas. Até pouco tempo citado como o mais conservado da região.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> RT @betoverissimo Imazon e Inpe confirmam avanço do desmatamento no sul do Amazonas. Até pouco citado como o mais conservado da região.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> Confirmado: A pressão no Sul do Amazonas aumentou com a melhoria da ligação entre Lábrea e o Rio Branco (BR-317).</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> INPE e Imazon apontam aumento do desmatamento no Sul do Amazonas, área antes mais preservada, meu comentário na #CBN: <a href="http://bit.ly/bCJKmU">http://bit.ly/bCJKmU</a></p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> @<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> Bom comentario. Após reduzir as forças privadas do desmatamento (soja e carne), é preciso lidar com impactos de ações públicas.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> Obrigado. Precisamos mesmo completar com sucesso o ciclo de proteção à Amazônia para podermos investir mais para salvar o cerrado.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> O impacto do TerraLegal na AMZ parece ser positivo. Mas é preciso esperar os resultados do PRODES para ver onde estão os pequenos desmatesabranches</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> RT @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a>: O impacto do TerraLegal na AMZ parece ser positivo. Mas precisa esperar dados do PRODES p/ ver onde estão os pequenos desmates.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/paulogbarreto">paulogbarreto</a> @gcamara vetores + prováveis do desmatamento atual &#8211; crédito subsidiado para pequenos imóveis, agricultura subsistencia e doação de terras</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> As estradas sempre terão  impacto no desmatamento, especialmente qdo as taxas caem. Tirem as grandes causas, ficam as pequenas.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/nilodavila">nilodavila</a> @<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a>: Em Lábrea Terralegal tem 300 mil ha em cadastro 80% com mais de 4 modulos. Maior concentração no eixo da BR317</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> RT @<a href="http://twitter.com/nilodavila">nilodavila</a>: @<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a>: Em Lábrea, Terralegal tem 300 mil ha em cadastro 80% c/+ 4 modulos. Maior concentração no eixo da BR317.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a> @<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> Como disse antes, é preciso cautela pois dados do DETER são parciais. 75% dos desmatamentos em 2009 foram menores que 50 ha.</p>
<p>@<a href="http://twitter.com/abranches">abranches</a> RT @<a href="http://twitter.com/gcamara">gcamara</a>: @abranches Como disse antes, é preciso cautela os dados do DETER são parciais. 75% dos desmatamentos em 2009 foram &lt; que 50 ha.</p>
<p>Não há necessidade de mais palavras. Está tudo contado aí.</p>
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		<title>IEA: Investimento em energias limpas cresceu em 2009</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/07/22/iea-gasto-com-energias-limpas-cresceu-em-2009/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 18:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trilhas]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
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Sérgio Abranches
A pesquisa em energias limpas recebeu um impulso significativo dos pacotes de estímulos para combater a crise financeira.

Os investimentos cresceram bastante em 2008 e 2009. Mas podem não se sustentar em 2010. O estímulo associado a políticas anticíclicas é temporário. Tende a não se renovar. E há, ainda, muita defasagem entre os investimentos em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.ecopolitica.com.br%2F2010%2F07%2F22%2Fiea-gasto-com-energias-limpas-cresceu-em-2009%2F&amp;source=abranches&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;hashtags=economia,energia,e%C3%B3lica,sustentabilidade,tecnologia&amp;b=2" height="61" width="50" /><br />
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		</div>
<p>Sérgio Abranches</p>
<p>A pesquisa em energias limpas recebeu um impulso significativo dos pacotes de estímulos para combater a crise financeira.</p>
<p><span id="more-1071"></span></p>
<p>Os investimentos cresceram bastante em 2008 e 2009. Mas podem não se sustentar em 2010. O estímulo associado a políticas anticíclicas é temporário. Tende a não se renovar. E há, ainda, muita defasagem entre os investimentos em P&amp;D e o volume necessário para promover as mudanças imprescindíveis no padrão energético global. Trata-se de promover  uma real revolução na geração e no uso de energia.</p>
<p>É o que diz o relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), Global Gaps in Clean Energy R&amp;D: Update and Recommendations for International Collaboration, <a href="http://iea.org/papers/2010/global_gaps.pdf">aqui</a>. O relatório vê</p>
<blockquote><p>“sinais muito reais de que algumas das mudanças necessárias estão começando a ocorrer, em parte por causa da implementação do financiamento para tecnologias de energia limpa dos pacotes de estímulo “verde”. Contudo, isso é só o começo: sustentar e acelerar a transição [para uma matriz energética global de baixo carbono] vai requerer intervenção inédita dos governos no desenvolvimento de políticas que operem com os mercados de energia e de consumo e exerçam influência sobre eles. Também demandará expansão significativa na pesquisa, desenvolvimento e demonstração (PD&amp;D) em todas as TEBCs (tecnologias de energias de baixo carbono).”</p></blockquote>
<p>O crescimento do investimento público em P&amp;D foi substancial nos últimos anos.</p>
<blockquote><p>“O gasto governamental em PD&amp;D em energia limpa continuou a aumentar. Como resultado dos pacotes de estímulo “verde” durante os dois últimos anos, em 2009 houve um significativo aumento das despesas dos países membros da IEA para PD&amp;D em energia limpa. Com os estímulos, a despesa anual dos países membros da IEA tem sido em torno de US$ 23 bilhões; US$ 16 bilhões sem contar o gasto dos pacotes de estímulo. Esse aumento relacionado ao estímulo quase dobra o gasto dos países membros da IEA em relação aos níveis de 2008 e excede o período de pico anterior, no início dos anos 1980. Contudo (&#8230;) não se espera que esse aumento se sustente em 2010.”</p></blockquote>
<p>Segundo o relatório, no período 2008-2009 várias grandes economias anunciaram medidas de estímulo voltadas para melhorar suas condições econômicas: muitos desses planos incluíram investimento em pesquisa, desenvolvimento, demonstração e uso de tecnologias de energia de baixo carbono. Ao final de 2009, as maiores economias haviam</p>
<blockquote><p>“alocado mais de US$ 520 bilhões para tecnologias de energia limpa, incluindo reformas em prédios para obter eficiência no uso de energia, ferrovias de alta velocidade, redes inteligentes (smart grids) e energia renovável.”</p></blockquote>
<p>O maior volume de investimento em PD&amp;D no pacote de estímulo foi no EUA, de US$ 12 bilhões, seguido pela União Européia, com US$ 6 bilhões. Coréia e China também fizeram investimentos importantes, embora os pacotes não discriminassem as atividades de PD&amp;D financiadas.</p>
<p>Não será esforço pequeno ou descontínuo que conseguirá o efeito necessário para que possamos transitar para uma economia de baixo carbono, em algumas décadas.</p>
<blockquote><p>“Para atingirmos as metas de segurança energética, mudança climática e acesso [à energia limpa] será preciso nada mais nada menos que uma revolução energética. Isso implica várias necessidades: melhoras significativas em todo o conjunto de tecnologias de energia de baixo carbono (TEBCs), incluindo eficiência energética em prédios, indústria e transportes; a quase total descarbonização do setor de eletricidade, por meio da rápida aceleração no uso de energia renovável; de combustão de carvão mais limpa e mais eficiente e sequestro e estocagem de carbono; e a introdução de uma nova geração de veículos avançados.”</p></blockquote>
<p>Esse gasto associado aos estímulos para a economia tiveram um impacto mensurável no incentivo aos investimentos de mercado em tecnologias de energia de baixo carbono.</p>
<blockquote><p>“No setor de energia renovável por exemplo o Conselho Global de Energia Eólica estima que as instalações de turbinas alcançaram mais de 37 GW em 2009, 38% mais que em 2008. A China foi a principal força desse movimento, representando 35% das novas instalações, fazendo do país a maior região em instalações de energia eólica pela primeira vez. O EUA também instalou 10 GW de energia eólica nova em 2009. Outras tecnologias renováveis também tiveram modesto crescimento, comparado ao declínio esperado do investimento por causa da crise financeira. No EUA, o gasto de estímulo do Departamento de Energia foi acompanhado praticamente em 1:1 pelo investimento privado.”</p></blockquote>
<p>O Brasil se destaca pela concentração integral dos esforços de PD&amp;D em bio-energia, desprezando os setores de eólica, solar e veículos avançados nos quais a China, por exemplo, está investindo muito.</p>
<p>O relatório identifica e quantifica as defasagens no investimento em PD&amp;D para que se realize a meta de máxima descarbonização possível da matriz energética global. Recomenda uma série de políticas e ações estratégicas para eliminar essas defasagens.</p>
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		<title>iPhone e iPad como recursos para a sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 19:09:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
Conectividade como um fator de mudança e instrumento para promover a sustentabilidade.Passei os últimos dois dias em um seminário sobre inovações em logística: Future.log, Fórum Internacional de Inovações em Logística. Fiz o keynote da primeira sessão sobre “Sustentabilidade no Supply Chain”. A segunda sessão foi sobre “Supply Chain Sincronizado com a Demanda”. Meu keynote [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>Conectividade como um fator de mudança e instrumento para promover a sustentabilidade.<span id="more-913"></span>Passei os últimos dois dias em um seminário sobre inovações em logística: Future.log, Fórum Internacional de Inovações em Logística. Fiz o keynote da primeira sessão sobre “Sustentabilidade no Supply Chain”. A segunda sessão foi sobre “Supply Chain Sincronizado com a Demanda”. Meu keynote foi sobre megatendências do século 21 e a sustentabilidade como um imperativo para os negócios, sociedades e governos. Mas eu quero mesmo é compartilhar algumas das coisas que aprendi na segunda sessão.</p>
<p>Uma das tendências mais interessantes que apareceu nas apresentações sobre gestão da cadeia de suprimentos foi a importância da mobilidade nas compras e na obtenção de dados como principais fatores de mudança na logística contemporânea e na logística do futuro. Fiquei surpreso em ver que o iPhone, mais que qualquer outro aparelho móvel, aparecia em todas as sentenças sobre recursos de mobilidade. David Sanders, VP de Vendas e Mercados Estratégicos &#8211; Américas, da Sterling Commerce AT&amp;T,  disse que o iPhone está se tornando uma fonte principal para obter dados sobre os padrões de demanda por meio das escolhas online dos consumidores. E seu uso começa a se disseminar para obter informação gerencial ao longo da cadeia de suprimentos (supply chain). Steve Steuterman, diretor de pesquisa da AMR Research, também salientou o uso do iPhone como uma tendência crítica que está mudando profundamente a gestão da cadeia de suprimentos. Sanders está ainda mais animado com as possibilidades do iPad: “o tamanho da tela permite apresentar ao mesmo tempo uma quantidade ainda maior de dados online, em tempo real”.</p>
<p>O que me impressionou mais foi o potencial da conectividade por meio do iPhone e do iPad como recurso para promover o consumo sustentável e a sustentabilidade ao longo da cadeia de suprimento. A coleta de dados e a implementação de sistemas de feedback podem ser usados para monitorar a supply chain, melhorar a rastreabilidade de insumos, controlar as emissões de carbono. Os consumidores podem obter dados comparados sobre a intensidade de carbono de produtos equivalentes, saídos de cadeias de suprimento diferentes, e tomar suas decisões baseados no resultado dessa comparação.</p>
<p>Eu argumentei que nós já estamos surfando um tsunami de mudanças que vai levar de roldão a maioria dos paradigmas profissionais, econômicos e empresariais hoje em uso. E vai abrir caminho para novos paradigmas. Essa mudança vai, ao final, ser mais completa e revolucionária do que foi a transformação que levou da Idade Média ao Iluminismo. O Iluminismo foi marcado por uma onda geradora de conhecimento por meio da diferenciação, segmentação e especialização de vários ramos das mesmas poucas árvores originais. A grande transformação que estamos começando a experimentar será marcada pela convergência de várias ciências, tecnologias e mídias. Uma convergência que está tornando as tecnologias de informação e comunicação cada vez mais onipresentes como propiciadoras da própria convergência e das mudanças, e como instrumentos para novos processos e práticas.</p>
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