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	<title>Ecopolitica &#187; COP16</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
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		<title>Emissões de carbono sobem e há impasse na política do clima</title>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 15:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
A Agência Internacional de Energia (IEA) anunciou neste final de semana que em 2010 aumentaram em 5,5% as emissões de gases estufa originárias do setor de energia.
Faith Birol, economista-chefe da IEA, disse que esse aumento, em um ano ainda de crise econômica, preocupa muito. Ressalta o risco de que o mundo ultrapasse o limite [...]]]></description>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: center;">Sérgio Abranches</p>
<p>A <a href="http://iea.org/index_info.asp?id=1959">Agência Internacional de Energia</a> (IEA) anunciou neste final de semana que em 2010 aumentaram em 5,5% as emissões de gases estufa originárias do setor de energia.<span id="more-2136"></span></p>
<p>Faith Birol, economista-chefe da IEA, <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2011/may/29/carbon-emissions-nuclearpower">disse que</a> esse aumento, em um ano ainda de crise econômica, preocupa muito. Ressalta o risco de que o mundo ultrapasse o limite de acumulação de gases estufa na atmosfera que tornaria impossível cumprir a meta de tentar manter o aquecimento gobal na vizinhança de 2 graus Celsius ao longo deste século. Acima desse patamar de aquecimento médio a mudança climática tenderia a atingir extremos muito perigosos.</p>
<p>Semana que vem, em Bonn, os negociadores se reúnem para a última etapa preparatória da COP17. A perspectiva é muito negativa. Pelo que aconteceu nas reuniões anteriores e pelas declarações de negociadores de países-chave, não deve haver avanço em Durban, na África do Sul. Pode é haver retrocesso. Em Copenhague, como contei em meu livro, Copenhague Antes e Depois, houve alguns avanços importantes que ficaram pouco visíveis sob o véu de decepção com a frustração das expectativas para a COP15. Em Cancún, o Acordo de Copenhague foi oficializado no que ele tinha de mais importante e houve alguns avanços adicionais, registrados nos Acordos de Cancún. Esperava-se mais avanço em Durban, ainda que não houvesse a expectativa de aprovação de um acordo global vinculante sobre mudança climática. Mas está ficando cada vez mais difícil haver qualquer avanço.</p>
<p>É importante haver progresso nessas negociações, porque está ficando claro que o Protocolo de Quioto não terá um segundo período de compromissos. O primeiro período se esgota em 2012 e o novo teria que ser aprovado este ano em Durban. Mas, na reunião do G8, semana passada, Japão, Canadá e Rússia informaram que não assinarão um segundo período de compromissos para o Protocolo de Quioto. Essa decisão <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/12/08/protocolo-de-quioto-a-beira-da-exaustao/">liquida</a> a eficácia do Protocolo que, no seu primeiro período, teve <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/03/10/diplomacia-do-clima-copenhague-vs-kyoto/">desempenho</a> mais que <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/09/porque-devemos-abandonar-o-protocolo-de-kyoto-e-almejar-muito-mais/">medíocre</a>.</p>
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		<title>Cancún: Continuidade e avanço</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/12/14/cancun-continuidade-e-avanco/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 12:31:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Por que, com expectativas tão baixas, Cancún conseguiu avançar nas negociações do clima?

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<p>Por que, com expectativas tão baixas, Cancún conseguiu avançar nas negociações do clima?<span id="more-1399"></span></p>
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		<title>Os Acordos de Cancún</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Dec 2010 19:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
Os Acordos de Cancún representam continuidade e avanço em relação ao Acordo de Copenhague. Demos passos importantes na COP16, na direção certa, mas ficamos ainda longe de um tratado global sobre mudança climática.
O primeiro benefício das decisões da COP16 foi paradoxal: as delegações oficializaram o Acordo de Copenhague no que ele tinha de essencial [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>Os Acordos de Cancún representam continuidade e avanço em relação ao Acordo de Copenhague. Demos passos importantes na COP16, na direção certa, mas ficamos ainda longe de um tratado global sobre mudança climática.<span id="more-1393"></span></p>
<p>O primeiro benefício das decisões da COP16 foi paradoxal: as delegações oficializaram o Acordo de Copenhague no que ele tinha de essencial e positivo, embora a maioria absoluta o continuasse a rejeitar com retórica carregada. Mas o Acordo de Copenhague era uma condição para que se pudesse ter avanço em Cancún. Afinal, as metas voluntárias de redução de emissões de grandes emissores fora do Protocolo de Quioto, o Fundo Verde, o mecanismo de transparência para ações financiadas com recursos próprios, entre outras provisões importantes, faziam parte dele. Foram incorporadas ao documento do grupo de trabalho que negocia um novo tratado dentro da Convenção do Clima, o AWG-LCA, e aprovadas formalmente pelo plenário da COP16.</p>
<p>O segundo passo importante foi evitar o colapso do Protocolo de Quioto, por “default”, ou por abandono de países do seu Anexo I, como Japão, Rússia, Nova Zelândia e Austrália. A saída desses países representaria, para todos os efeitos, a denúncia do tratado, que não teria um segundo período de compromissos. A partir de 2012, o Protocolo se tornaria inaplicável. Tenho dito que <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/12/08/protocolo-de-quioto-a-beira-da-exaustao/">não compartilho</a> a defesa que países e ONGs fazem do <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/11/30/cancun-protocolo-de-quioto-ainda-na-agenda-nao-faz-sentido/">Protocolo de Quioto</a>. Estou convencido que o Protocolo de Quioto não tem relevância <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/03/10/diplomacia-do-clima-copenhague-vs-kyoto/">nem em comparação</a> ao Acordo de Copenhague, que era voluntário. Ele deve <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2009/10/09/porque-devemos-abandonar-o-protocolo-de-kyoto-e-almejar-muito-mais/">ser abandonado</a> para bem do futuro da política global para mudança climática, mas no quadro da negociação de um novo tratado global, que inclua a todos os países, com metas compulsórias, porém diferenciadas. O seu colapso produziria um vazio legal e uma crise que poderiam afetar de forma muito negativa o quadro multilateral de negociação da política global do clima.</p>
<p>A decisão evitou a rejeição formal de um segundo período de compromisso e propôs que que se tenha uma solução em tempo suficiente para que não haja defasagem nas metas de redução de emissões a partir de 2012, quando vence o primeiro período de compromisso. Vamos ser claros, essa prorrogação pode tanto significar a manutenção do Protocolo, quanto sua superação. Os países que quase provocaram o seu colapso em Cancún, não vão mudar de ideia. Aceitarão um segundo período de compromisso, se for aprovado um acordo comparável para os países que não estão cobertos por ele e são grandes emissores presentes ou potenciais: EUA, China, índia, Brasil, Coréia do Sul, Indonésia, México, África do Sul, entre outros. Se for mesmo comparável, o Protocolo seria redundante. Países que jamais aceitaram discutir a superação do Protocolo de Quioto, como China e Brasil, passaram a admitir que, no futuro, haverá apenas um tratado válido para todos. O negociador oficial do Brasil, embaixador Luiz Alberto Figueiredo me disse, em Cancún, que está claro para todas as Partes da Convenção do Clima que, no futuro haverá só um tratado que inclua a todos, com obrigações diferenciadas. Mas ninguém se arrisca a dizer quando essa decisão será tomada. Pode ser em Durban, África do Sul, no ano que vem? Pode, mas à luz da conjuntura atual, não é provável.</p>
<p>O Acordo de Cancún foi além. Superou alguns impasses técnicos e políticos em temas cuja discussão havia progredido Copenhague, mas não chegou a uma decisão final satisfatória: REDD+, adaptação, financiamento e transparência (monitoramento, relatório e verificação).</p>
<p>No caso do REDD+, o texto aprovado em Cancún foi apoiado pela maioria dos especialistas no tema. Não é, ainda, um mecanismo operacional. Mas as principais linhas mestras desejadas por aqueles que defendem esse tipo de financiamento ficaram acertadas. Foi criado formalmente o Fundo Verde, cuja meta é atingir US$ 100 bilhões ao ano, em 2020. Uma proposta bem recebida em Copenhague, mas que acabou não sendo formalizada.</p>
<p>No tema da adaptação, pendências de financiamento e institucionalização foram resolvidas no plano geral. O problema de governança no Fundo de Adaptação foi encaminhado, embora não tenha sido resolvido em definitivo. O Banco Mundial ficará como responsável (trustee) interino, por três anos. Nesse período espera-se que se defina uma instituição responsável em definitivo. Foi aprovado o termo de referência para avaliação do Fundo a cada três anos. A reivindicação dos países mais vulneráveis de se criar uma instituição internacional para tratar de perdas e danos foi bem encaminhada. Definiu-se um quadro de referências e um Conselho executivo para Adaptação. Em tecnologia e transferência de tecnologia, também se decidiu criar um Comitê Executivo de Tecnologia, que cuidará de implementar o quadro de referências para transferência de tecnologia e uma Rede e Centro de Tecnologia do Clima, uma espécie de redes de redes, que avaliará as necessidades tecnológicas dos países, ajudará na capacitação e articulará a cooperação tecnológica. Falta negociar e aprovar uma série de detalhes que criem uma política com elementos institucionais para sua implementação. Mas politicamente se avançou muito.</p>
<p>Em Copenhague, EUA e China haviam concordado, com a mediação do Brasil e da Índia, numa histórica reunião do BASIC, que seria adotado um sistema de Consulta Internacional e Análise &#8211; ICA, paralelo ao MRV, para medição, relatório e verificação das metas do Acordo de Copenhague. Mas ninguém seria capaz de dizer o que era essa ICA. Em Cancún, negociaram uma definição mais precisa e que permite operacionalizá-la como mecanismo de transferência. A operacionalização pode ainda render alguns embates, mas avançou-se mais da metade do caminho para se chegar a um desfecho para dessa discussão. Uma das mais sensíveis do ponto de vista político.</p>
<p>A chave para se entender Cancún e depois de Cancún: a COP16 deu continuidade a um novo estágio, mais avançado, de progresso político nas negociações globais do clima, que teve início em Copenhague. Na COP15, o Acordo de Copenhague, com todos os seus problemas, representou uma mudança de paradigma nas negociações. Deu-se lá a transição de uma fase de negociações com polaridade negativa, em que as decisões sofriam o bloqueio de um grupo crítico de veto, representado pelos maiores emissores fora do Protocolo de Quioto &#8211; EUA, China, Brasil e Índia &#8211; para uma fase de polaridade positiva, com a remoção desses vetos.</p>
<p>O fim do veto permitiu que, pela primeira vez, todos os grandes emissores apresentassem metas quantificadas de redução  de emissões. Metas voluntárias e insuficientes, mas as primeiras jamais admitidas por EUA, China, Brasil e Índia. Como as expectativas eram muito altas e se queria sair de Copenhague com um impossível acordo legalmente vinculante, com todas as questões substantivas resolvidas, criou-se um clima de tudo ou nada. Este clima foi agravado por uma crise de confiança criada pela atitude conspiratória do primeiro-ministro Lars Locke Rasmussen, que negociou uma saída para Copenhague por fora e pelo alto. Nesse ambiente envenenado por desconfianças e incertezas, em nada ajudou os chefes de governo que negociaram o Acordo de Copenhague terem abandonado a reunião antes do final e sem darem instrução política adequada a suas delegações. Numa sessão convulsionada e sob presidência muito inepta, o Acordo acabou ficando num vazio institucional. Não foi oficialmente rejeitado, nem aprovado. A plenária apenas tomou nota dele. Com esse status de informalidade, ele não tinha função nas negociações formais da Convenção do Clima, a UNFCC. Ao longo deste ano, negociações conduzidas com habilidade permitiram que os termos do Acordo de Copenhague fossem inseridos no documento central da Convenção, chamado de LCA.</p>
<p>Chega-se, então a Cancún, com uma base para avançar mais nos entendimentos sobre os componentes do LCA, que haviam sido negociados quase a contento em Copenhague, mas o ambiente de desconfiança acabou levando novamente a impasses. A presidência mexicana, cuja estratégia começou a ser imaginada pelo presidente Felipe Calderón ainda no calor dos embates na gélida Copenhague, fez uma diferença política crucial. Habilmente conduzida com cautelosa firmeza pela chanceler Patricia Espinosa, conseguiu o essencial para que houvesse avanços em Cancún: restaurar a confiança e regenerar o compromisso dos atores-chave com o processo multilateral de negociações.</p>
<p>A cautela, permitiu que todas as desconfianças e impasses fossem processadas politicamente e que tudo fosse negociado informalmente, sem que um só documento fosse produzido. Regras estritas para o papel dos ministros permitiam que, no plano técnico, grupos de redação fossem trabalhando, porém sem finalizar qualquer documento, sempre à espera da decisão política. Os documentos foram redigidos na forma final só na tarde da sexta-feira. Ao serem divulgados, no final da tarde, surpreenderam os delegados positivamente, por considerarem, no limite, as posições mais importantes de cada grupo de países. Eram claramente um compromisso, a melhor alternativa possível, não a ótima, mas conformavam um grau de consenso que permitiria eliminar qualquer veto relevante.</p>
<p>A restauração da confiança, a participação aberta a todas as delegações em todas as fases da negociação e a transparência com eram tratadas pela presidência propostas e objeções, criou um ambiente inédito de cooperação. A informalidade permitiu incrementar a convivência entre países com interesses opostos e aumentou a disposição de ouvir as posições uns dos outros. A estratégia de negociações informais até a última hora colocou a reunião em uma zona de perigo. Ela podia fracassar por falta de qualquer resultado concreto. Mas terminou viabilizando um acordo sobre textos completos, ao invés de apenas avanços focalizados.</p>
<p>A firmeza da presidente salvou Cancún de um desfecho melancólico como o de Copenhague, onde um punhado de pequenos países vetou a vontade de mais de 100 delegações entre elas as representantes dos maiores emissores de carbono. Diante do pedido da Bolívia de que não fossem adotados os documentos por falta de consenso, a presidente Patricia Espinosa tomou talvez a mais importante decisão política de toda uma geração de COPs: a de que a regra do consenso não significa dar a uns poucos o direito de veto da mais ampla maioria. Não é a regra da maioria simples, de 50% mais um, nem a regra de uma maioria qualificada definida por uma percentual maior que 51% dos votos. Também não é mais a regra da unanimidade. É uma regra de bom senso, dos grandes números: se mais de uma centena de países está a favor e entre eles estão os mais decisivos para o processo de mitigação e de apoio financeiro e técnico às ações de mitigação, somados aos mais vulneráveis na sua grande maioria, há consenso, mesmo quando uns poucos façam objeção aos resultados. Combina grau absoluto de concordância e representatividade dessa concordância.</p>
<p>Política é assim: caminha passo a passo, eliminando vetos, propiciando maior clareza dos interesses envolvidos, criando consensos parciais, em busca do consenso geral. A decisão política sempre começa pelo mais geral, enquanto se continua a divergir em cada questão em particular, nos detalhes de operação e implementação. A adoção de uma política por completo, passível de obediência e implementação, requer um processo de amadurecimento e aproximações sucessivas. Pode levar mais tempo do que a ciência nos dá. Esperemos que não. Está andando mais lentamente que os sinais de mudança climática. Isso pode acabar por acelerar a política. Requer que antes se decida cada novo passo domesticamente. Nisso o <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/12/10/cop-vale-o-processo-em-si/">processo de negociação multilateral</a> ajuda muito, é um elemento propiciador de mudanças domésticas.</p>
<p>A COP17, em Durban, África do Sul, será o terceiro estágio desta nova fase da política global do clima. Como Cancún precisou de Copenhague para ter o resultado que teve, Durban será alavancada pelos progressos de Copenhague e Cancún. Pode ser a etapa final no longo e penoso caminho rumo a um acordo abrangente, inclusivo e cientificamente substantivo sobre mudança climática? Pode. Mas não é provável. Principalmente se a crise econômica persistir no EUA e na Europa. Menos ainda se ela atingir a economia da China. Mas pode haver bastante avanço nessa direção. Cancún andou devagar na direção certa e deu uma acelerada no final. Dificilmente se perderá a direção em Durban e, provavelmente, andaremos mais rápido, uma vez que a confiança foi restaurada. Várias definições que removem obstáculos no caminho de um novo tratado foram adotadas. Pode não dar para chegar a ele, mas ficaremos bem mais perto desse objetivo.</p>
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		<title>Cancún: Balanço da COP16</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Dec 2010 15:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Sérgio Abranches
COP 16 oficializa o melhor do acordo de Copenhague, avança mais e tem balanço positivo.

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<p>Sérgio Abranches<br />
COP 16 oficializa o melhor do acordo de Copenhague, avança mais e tem balanço positivo.<span id="more-1390"></span></p>
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		<title>Cancún: Primeiro balanço</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Dec 2010 12:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
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Primeiro balanço dos resultados da COP16, por Sérgio Abranches e Suzana Kahn.

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<p>Primeiro balanço dos resultados da COP16, por Sérgio Abranches e Suzana Kahn.<span id="more-1386"></span></p>
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		<title>Países do BASIC gostam do documento preparado pelo Secretariado da COP16</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Dec 2010 02:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[COP16]]></category>
		<category><![CDATA[Cancún]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>

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Sérgio Abranches
Os países do BASIC acabaram de fazer uma reunião de avaliação do documento que pode servir de base para a resolução do plenário da Convenção do Clima em Cancún.Um dos negociadores me disse que o documento teve muito boa recepção na reunião de Brasil, África do Sul, Índia e China (BASIC). De fato, o [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>Os países do BASIC acabaram de fazer uma reunião de avaliação do documento que pode servir de base para a resolução do plenário da Convenção do Clima em Cancún.<span id="more-1383"></span>Um dos negociadores me disse que o documento teve muito boa recepção na reunião de Brasil, África do Sul, Índia e China (BASIC). De fato, o negociador chinês, Xe Zhenhua, o mais sisudo de todos, saiu todo sorridente da sala de reunião. Também saíram sorrindo o negociador chefe do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo e o ministro indiano, Jairam Ramesh.</p>
<p>Uma outra autoridade desse grupo me disse que as seções sobre adaptação e REDD+ estão muito boas, o que parece também ser o caso da seção sobre financiamento.</p>
<p>A avaliação é de que se o documento for adotado pela plenária será um avanço importante em algumas áreas e o esforço intenso de negociação de Cancún terá valido a pena.</p>
<p>A opinião geral é que o documento oferece uma boa base de entendimento e pode levar a uma resolução substantiva da COP16.</p>
<p>Em breve uma plenária informal avaliará o documento. Logo em seguida, os grupos de trabalho sobre o Protocolo de Quioto e sobre Ação Cooperativa de Longo prazo farão suas plenárias para acertar a versão final de seus documentos respectivos que serão apresentados à plenária da Convenção na sequência.</p>
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		<title>COP: Vale o processo em si</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 17:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[COP16]]></category>
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Sérgio Abranches
O clima no centro de convenções do Moon Palace, sede da COP16 em Cancún, onde negociadores tresnoitados esgotaram todas as possibilidades de um acordo, amanheceu definitivamente nublado. Delegados cansados de noites sem dormir, jogavam toalha. “Não deu”, me disse um deles.
Falavam em avanços insuficientes ao longo da noite. À tarde os espíritos haviam melhorado, [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>O clima no centro de convenções do Moon Palace, sede da COP16 em Cancún, onde negociadores tresnoitados esgotaram todas as possibilidades de um acordo, amanheceu definitivamente nublado. Delegados cansados de noites sem dormir, jogavam toalha. “Não deu”, me disse um deles.<span id="more-1378"></span></p>
<p>Falavam em avanços insuficientes ao longo da noite. À tarde os espíritos haviam melhorado, o clima estava mais otimista. Otimismo qualificado, explicavam. À noite, uma reunião de balanço geral mostrou a realidade: muitos avanços tópicos e impasse nos pontos centrais. Os negociadores retomaram as conversas às 11 da noite e deveriam relatar os resultados da madrugada em uma reunião pela manhã, às 8:30. A reunião foi adiada pra 9:30 e, depois, para 11:00 horas. Finalmente, foi adiada para a parte da tarde, sem hora marcada.</p>
<p>Mas agora o tempo é apenas para que as delegações tomem conhecimento dos textos consolidados pela Secretaria Executiva da Convenção. Textos que formalizam 11 dias de conversas informais e mantém entre colchetes os impasses que não foram resolvidos.</p>
<p>Pela manhã, bateu a realidade: “não deu”. Ainda não foi desta vez. Os textos serão lidos apressadamente e o que não foi aprovado antes, não será nessas últimas horas da COP16.</p>
<p>Um negociador observou com espírito que o compromisso de que todos falaram todo o tempo é um desejo comum, mas não algo que se leva para as mesas onde se dão as negociações centrais.</p>
<p>Eu nunca tive a expectativa de que os negociadores chegassem a um acordo sobre mudança climática aqui em Cancún. O que se podia esperar é que avançassem na compreensão e na formulação de instrumentos que serão importantes em um acordo futuro. Mas sua principal utilidade no presente é ajudar os países a adotarem políticas de redução de emissões e de adaptação à mudança climática. E isto está acontecendo. O próprio processo de negociação e interação acaba sendo mais importante que o resultado geral.</p>
<p>Não fosse a necessidade de apresentar algo novo na COP16, o decreto de regulamentação da lei de mudança climática brasileira talvez não tivesse sido assinado. Ao poder apresentar o decreto em Cancún, a delegação brasileira causa efeito e deixa menos evidente o fato de que, em muitas das negociações ao invés de facilitar, complicou.</p>
<p>A COP é uma espécie de laboratório de idéias, de altíssima diversidade, onde os países aprendem sobre necessidades e limitações de que não se tinham dado conta e que podem afetá-los no futuro breve. Doze dias de muita conversa, negociação, confronto, troca de ideias, exposição a novas ideias, são muito ricos e intensos e acabam se transformando em políticas públicas domesticamente.</p>
<p>Vale mais o processo em si que seus resultados concretos. E ele dá frutos. Foram fechados acordos regionais. Houve doações aos países menos desenvolvidos. Houve melhor especificação técnica de mecanismos complexos que podem ser úteis na formulação de políticas climáticas no plano doméstico. No ano que vem, na África do Sul, muitos países aproveitarão para mostrar o que já estão fazendo para reduzir emissões ou se adaptar à mudança climática. O processo tem valor em si mesmo. Muitos já se deram conta disso. São os menos deprimidos.</p>
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		<title>Cancún: Boletins Diários &#8211; 10.12</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 16:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[COP16]]></category>
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De Cancún não sairá acordo do clima. Mas os 12 dias de intensas negociaçōes permitiram avançar no entedimento de vários elementos da complexa política global para mudança climática.


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<p>De Cancún não sairá acordo do clima. Mas os 12 dias de intensas negociaçōes permitiram avançar no entedimento de vários elementos da complexa política global para mudança climática.<span id="more-1376"></span></p>
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<p><iframe src='http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2010%2Fcolunas%2Fecopolitica_101210&#038;autoplay=n&#038;OAS_sitepage=cbn/comentarios/sergioabranches' width='475' height='193' marginheight='0' marginwidth='0' frameborder='0' scrolling='no' bgcolor='#CCCCCC'/></iframe></p>
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		<title>Quase parados, mas na direção certa</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2010 17:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[COP16]]></category>
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Sérgio Abranches
Ontem o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, em uma coletiva de imprensa telegráfica e pouco elucidativa, disse que as conversas haviam entrado um estágio crucial, os negociadores estão trabalhando duro e todas as delegações estão engajadas no processo de negociação. Disse também, que há boa vontade para que se saia de Cancún com um bom [...]]]></description>
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<p>Sérgio Abranches</p>
<p>Ontem o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, em uma coletiva de imprensa telegráfica e pouco elucidativa, disse que as conversas haviam entrado um estágio crucial, os negociadores estão trabalhando duro e todas as delegações estão engajadas no processo de negociação. Disse também, que há boa vontade para que se saia de Cancún com um bom resultado e que estavam surgindo muitas ideias criativas.<span id="more-1371"></span></p>
<p>Figueiredo se disse cautelosamente otimista com as negociações. Perguntado por que, preferiu dizer que se não fosse otimista teria que abandonar a profissão de negociador. É uma boa tirada, mas informa pouco.</p>
<p>Não ajuda muito a determinar em que ponto estão, de fato, as negociações. Em outras conversas, o que se pode determinar é que nos grupos mais técnicos, onde se discutem os diversos componentes do Protocolo de Quioto e a Convenção do Clima, há progresso em algumas frentes importantes. Pelo que pude perceber, existe uma boa chance de que se chegue a um bom resultado no esquema de financiamento de curto prazo e no financiamento para adaptação dos países mais vulneráveis e mais pobres. Houve avanços em REDD+ e florestas, embora o negociador do EUA tenha dito que há muitos problemas em LULUCF (uso da terra, mudanças no uso da terra e florestas). Também é possível que se feche um acordo sobre transferência de tecnologia.</p>
<p>Se esses acordos parciais forem realmente fechados, pode-se dizer que Cancún terá sido uma reunião bem sucedida no plano técnico, embora se tenha mantido o impasse no campo político. Não tenho expectativa de progresso real no campo político tão cedo: a Convenção do Clima não é <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/12/08/cancun-acordo-refem-das-palavras/">um ambiente propício</a> a acordos substantivos. O Protocolo de Quioto, no qual os negociadores gastam a maior parte da energia política aqui em Cancún, está <a href="http://www.ecopolitica.com.br/2010/12/08/protocolo-de-quioto-a-beira-da-exaustao/">à beira da exaustão</a>. É difícil entrar no Protocolo, exige refazer contas de emissões e redefinir parâmetros. Há muita burocracia. É fácil sair dele, basta fazer como o Japão está dizendo que fará: não ratificar o segundo período de compromisso. Não é preciso sequer pagar o preço político de denunciar o Protocolo em uma plenária das Partes (MOP: estamos na MOP6). Está se tornando quase ociosa a discussão se o Protocolo terá ou não continuidade. Todos sabem que no futuro só poderá haver um acordo legalmente vinculante, inclusivo e abrangente.</p>
<p>Mas nesse ponto, embora saibam onde se chegará no futuro, ninguém se entende no presente. Quando se pergunta aos negociadores se haverá ou não um novo acordo para incluir Estados Unidos, China, Brasil, Índia no esforço global de mitigação, em situação comparável à dos países que estão no Protocolo de Quioto, as respostas são evasivas. Ninguém diz um redondo não. Ninguém diz um definitivo sim. O negociador do EUA, Todd Stern diz que um acordo legalmente vinculante é o objetivo final das negociações e de seu país. Ontem esclareceu que o EUA só entraria nesse acordo se nele estiverem China, Índia e Brasil. O negociador da China Xe Zhenhua disse que entrar ou não ainda é uma questão em aberto para seu país. Não diz sim, nem não, no momento. O ministro indiano Jairam Ramesh, disse que não entra. O negociador brasileiro, embaixador Luiz Alberto Figueiredo disse que o Brasil entra se for um acordo forte. Se não, é contra “cristalizar em lei um mau momento das negociações”. Traduzindo o diplomatês: um acordo só para constar, sem substância, não interessa. Mas nunca se sabe exatamente qual seria a substância considerada suficiente para se ter o acordo. Ele disse que a posição brasileira é parecida com a da índia, com nuances. “Índia diz: não, a não ser que…”; o Brasil diz: sim, desde que…”</p>
<p>Ou seja, vive-se um jogo de palavras, cujo resultado último não é acordo, mas procrastinação. Adia-se o acordo para um futuro, no qual as circunstâncias permitam que as palavras coincidam com os fatos. Para que isto ocorra, é preciso que as condições para políticas climáticas efetivas amadureçam primeiro no plano interno. Provavelmente, antes de se ter um acordo global legalmente vinculante na Convenção do Clima (UNFCCC) haverá progresso gradual nas políticas domésticas para mudança climática e acertos mais substantivos em fóruns menores, como o G20, o MEF (Fórum das Maiores Economias), o BASIC.</p>
<p>Todd Stern está certo quando diz que os países do BASIC (Brasil, Índia, África do Sul e China) não estão maduros para entrar em um acordo substantivo, com as condições que seu país considera necessárias. Mas o EUA chega às negociações com a pasta cheia de condições e imposições e vazia de ofertas. Ofereceu uma meta pífia de redução de emissões de gases estufa até 2020. Contribui com soma irrisória em relação a seu PIB para os fundos que se negociam. Não é uma atitude que mostre amadurecimento para fechar o acordo necessário do ponto de vista da ciência do clima.</p>
<p>Para tentar resolver os impasses de Cancún e obter pelo menos um pacote consistente de decisões práticas e alguns acenos políticos para o futuro, em relação ao Protocolo de Quioto (KP) e à Convenção do Clima (LCA), a presidente da COP16 Patricia Espinosa criou um grupo de 50 países para negociar mais. Segundo explicou o negociador oficial do México, embaixador Luiz Alfonso De Alba, o número é fixo, mas a composição muda, entram e saem países dependendo do tema em discussão. De Alba explicou que foram criados também grupos para redigir resoluções políticas, buscando compromissos aceitáveis. Por exemplo, Reino Unido e Brasil, que lideraram conversas sobre a continuidade do Protocolo de Quioto, estariam agora em um grupo de quatro, com Nova Zelândia e Indonésia, negociando um texto de conciliação sobre o segundo período de compromisso para o Protocolo. Pelo que se diz entre os diplomatas, a Rússia tem sido até mais dura que o Japão na recusa de admitir esse segundo período de compromisso, embora o Japão é que tenha assumido a posição mais extrema publicamente. Pode ser a possibilidade de fechar esse pacote básico que está deixando o embaixador Figueiredo cautelosamente otimista. Daria para dizer que a missão de Cancún foi cumprida a contento. Embora não tenha criado as condições necessárias e suficientes para um bom acordo global sobre mudança climática.</p>
<p>A frase que mais ouvi aqui ontem, foi “estamos na direção certa, mas estamos longe de chegar aonde precisamos chegar.” O título deste post me foi lembrado pelo Carlos Alberto Sardenberg, hoje, durante meu comentário na CBN. Ele lembrava do que se dizia de um ministro da Fazenda do Brasil que ele estava parado na direção certa. Aqui em Cancún, a política para mudança climática está quase parada, na direção certa. E muito longe do destino necessário.</p>
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		<title>Cancún: Boletins Diários 09.12</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2010 16:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
				<category><![CDATA[COP16]]></category>
		<category><![CDATA[Cancún]]></category>

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Cancún teve dia de Copenhague: pouca notícia e muitos rumores, alguma tensão e negociadores arredios.

Quase parados na direção certa em Cancún.

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<p>Cancún teve dia de Copenhague: pouca notícia e muitos rumores, alguma tensão e negociadores arredios.<span id="more-1368"></span></p>
<p><iframe src='http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2010%2Fcolunas%2Fecopolitica_101209&#038;autoplay=n&#038;OAS_sitepage=cbn/comentarios/sergioabranches' width='475' height='193' marginheight='0' marginwidth='0' frameborder='0' scrolling='no' bgcolor='#CCCCCC'/></iframe></p>
<p>Quase parados na direção certa em Cancún.</p>
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