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17 abril, 2012

Emissões crescem nos EUA com a retomada econômica

Sérgio Abranches

Relatório da EPA, agência regulatória dos Estados Unidos mostra crescimento de 3,2% nas emissões de gases estufa, em 2011, comparadas às emissões de 2010.

Em Copenhague, o presidente Obama assumiu o compromisso de reduzir essas emissões 17% abaixo dos níveis de 2005, até 2020. Mesmo com esse crescimento, atribuído à retomada da atividade econômica, essa meta não parece difícil de cumprir, pode ser antecipada e elevada para o período 2015-2020. A expectativa criada pelas decisões tomadas na COP17, em Durban, é que os países revejam, em 2015, as metas assumidas em Copenhague, na COP15, e legalizadas em Cancún, na COP16, à luz do novo relatório do IPCC que será divulgado em 2014.

O gráfico, com dados da EPA, mostra que as emissões brutas dos EUA estão 5,3% abaixo do nível de 2005 e as emissões líquidas – que consideram fontes e sorvedouros (sequestro) – 6,0% abaixo. Entretanto, as emissões brutas ainda estão 10,5% acima do total de 1990, ano de referência usado pela União Europeia e pelo Protocolo de Kyoto. As emissões líquidas estão 8,6% acima. Esses números mostram que o EUA poderia perfeitamente adotar meta mais ousada de redução de emissões, 20% no mínimo, e usas o ano de 1990 como referência. Com as novas medidas recentemente adotadas pela EPA para emissões de automóveis, caminhões, tratores e trailers, o controle das emissões melhorou e as reduções esperadas podem ser significativas.

O Brasil decidiu atribuir à Rede Clima, formada pelas principais instituições federais de pesquisa do país, universitárias ou não, o cálculo de suas emissões. Foi uma boa providência. Mas os relatórios não saem e não há transparência em relação a nossas emissões.


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