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	<title>Comentários sobre: Riscos e Tendências para 2010: Eleições Críticas &#8211; Chile</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Sep 2010 02:51:52 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: sabranches</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/09/riscos-e-tendencias-para-2010-eleicoes-criticas-chile/comment-page-1/#comment-635</link>
		<dc:creator>sabranches</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 14:53:57 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Clara,
Estou de acordo. O principal fator é o desgaste do projeto da Concertación. Meu ponto é que quando se analisa risco e tendência, o que se deve olhar não é para o pensamento dominante, mas verificar se há possibilidade de um resultado diferente daquele apontado pela maioria. No caso do Chile, o que se pode dizer é que a dinâmica do segundo turno será completamente diferente da do primeiro. Pelo alinhamento puramente ideológico, Frei tende a conquistar todo o voto de esquerda que rejeite a direita e que foi para ME-O. Isso pode significar que, provavelmente, Frei e Piñera partiriam para a disputa dos indecisos e volantes praticamente empatados.

Mas é isso. Em algum momento, a hegemonia da Concertación deve acabar e haverá espaço para a direita chegar democraticamente ao poder. Se isso não acontecer nessa eleição, um cenário alternativo pode ser o aumento da contradição interna na Concertación em um eventual governo Frei, com despolarização e desenvolvimento de um ambiente multipartidário. Mas não creio que o Chile possa ter, com facilidade, um modelo diferente do presidencialismo de coalizão.
Obrigado pelo comentário.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Clara,<br />
Estou de acordo. O principal fator é o desgaste do projeto da Concertación. Meu ponto é que quando se analisa risco e tendência, o que se deve olhar não é para o pensamento dominante, mas verificar se há possibilidade de um resultado diferente daquele apontado pela maioria. No caso do Chile, o que se pode dizer é que a dinâmica do segundo turno será completamente diferente da do primeiro. Pelo alinhamento puramente ideológico, Frei tende a conquistar todo o voto de esquerda que rejeite a direita e que foi para ME-O. Isso pode significar que, provavelmente, Frei e Piñera partiriam para a disputa dos indecisos e volantes praticamente empatados.</p>
<p>Mas é isso. Em algum momento, a hegemonia da Concertación deve acabar e haverá espaço para a direita chegar democraticamente ao poder. Se isso não acontecer nessa eleição, um cenário alternativo pode ser o aumento da contradição interna na Concertación em um eventual governo Frei, com despolarização e desenvolvimento de um ambiente multipartidário. Mas não creio que o Chile possa ter, com facilidade, um modelo diferente do presidencialismo de coalizão.<br />
Obrigado pelo comentário.</p>
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		<title>Por: Name Clara Favilla</title>
		<link>http://www.ecopolitica.com.br/2010/01/09/riscos-e-tendencias-para-2010-eleicoes-criticas-chile/comment-page-1/#comment-634</link>
		<dc:creator>Name Clara Favilla</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 14:32:04 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Abranches, 
tenho muitos amigos chilenos e ouso dizer, a partir do que escuto deles, que o desgaste do projeto Concertación pode, pela primeira vez, balançar, o alinhamento ideológico que tem marcado as eleições chilenas. 

Além disso, a direita chilena vem perdendo aos poucos aquela associação automática a atentados aos principios democráticos. 

Guardando as devidas proporções e diferenças, a eleição de Piñera representaria pro Chile o que a de Lula representou para o Brasil. Alternância de poder  com a sociedade sempre vigilante em torno de possíveis excessos como estamos vivendo aqui com o polêmico decreto sobre Direitos Humanos.  

O que expresso é apenas um sentimento e concordo que a eleição ainda não está perdida para Frei. 
Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Abranches,<br />
tenho muitos amigos chilenos e ouso dizer, a partir do que escuto deles, que o desgaste do projeto Concertación pode, pela primeira vez, balançar, o alinhamento ideológico que tem marcado as eleições chilenas. </p>
<p>Além disso, a direita chilena vem perdendo aos poucos aquela associação automática a atentados aos principios democráticos. </p>
<p>Guardando as devidas proporções e diferenças, a eleição de Piñera representaria pro Chile o que a de Lula representou para o Brasil. Alternância de poder  com a sociedade sempre vigilante em torno de possíveis excessos como estamos vivendo aqui com o polêmico decreto sobre Direitos Humanos.  </p>
<p>O que expresso é apenas um sentimento e concordo que a eleição ainda não está perdida para Frei.<br />
Abraços</p>
]]></content:encoded>
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