Há uma guerra de “não-documentos” agitando a COP15. “Non-paper”, ou “não-documento, é o nome de documentos escritos por negociadores ou técnicos de um país ou grupo de países, não foi formalmente entregue ao Secretariado da Convenção do clima.
O governo do EUA planejou cuidadosamente o momento de anunciar a decisão da agência ambiental EPA que os gases estufa representam ameaça à saúde humana e ao ambiente.
Faz muito frio em Copenhague, mas o clima já está esquentando no Bella Center. O centro onde ocorrem todas as reuniões oficiais e a maioria das não oficiais, de bastidores, da diplomacia do clima vive situações de stress desde a véspera do primeiro dia.
Quem imaginava que o IPCC estivesse repensando suas conclusões, após as declarações de seu presidente, Rajendra Pachauri à imprensa, de que iria examinar a fundo a questão, errou. O IPCC não só condenou o roubo de e-mails, como reafirmou que a ciência do clima é sólida.
O presidente Obama deu mais um passo na direção certa na política do clima, ao decidir comparecer à reunião de chefes de governo, ao final da COP15 e não no começo, como havia anunciado anteriormente.
A ida no dia 9, seria apenas para fazer mais um discurso. É certo, que desde o início ele havia dito que estava disposto a comparecer ao final, se sua presença fosse necessária para fechar um bom acordo.
Há alguns dias a Casa Branca avançou um pouco mais e disse que Obama estaria disponível para a reunião final. Hoje, ele finalmente trocou as datas e anunciou que comparecerá à cúpula de chefes de governo.
Com a ida do presidente do EUA, Copenhague passa a ser realmente uma cúpula, com todos os recursos do poder mundial em presença para romper o impasse que bloqueia a política global do clima. Não garante o acordo, mas aumenta muito a probabilidade de que ele ocorra.