Sérgio Abranches
Houve um breve momento, no Bella Center, onde se desenrolava em tensão crescente a COP15 em busca do Acordo de Copenhague, que o frenesi ficou em suspenso. Não que houvesse calma. Sabia que nas salas reservadas, negociações nervosas, desentendimentos e choques estavam acontecendo naquele mesmo instante. Leia Mais »
A COP15 acabou de forma inesperada, numa espécie de operação resgate, como se um furacão houvesse atravessado o Bella Center, o centro de convenções de Copenhague onde se realizaram a reunião da Convenção do Clima e a cúpula de chefes de estado e governo.
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O pior que poderia acontecer em Copenhague seria os chefes de governo ou estado chegarem, paralisarem a COP15, negociarem parcialmente um acordo e debandarem antes do texto final ser aprovado e apresentado à opinião pública e à imprensa. Pois foi o que aconteceu.
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A menos que os líderes digam algo muito diferente em negociações fechadas, o que sai do plenário aberto da COP15 é um acordo mínimo. O acordo possível.
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Está começando hoje, em um jantar com a rainha da Dinamarca, a verdadeira Cúpula do Clima. Seu objetivo é fechar o Acordo de Copenhague.
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Um acordo dentro das regras formais da Conferência das Partes que tenha substância e efetividade é praticamente impossível. São 192 dispostos a usar o poder de veto, e votantes apenas circunstanciais, deliberando sobre assuntos de grande complexidade, alto impacto em suas economias e interdependentes. Nada está fechado antes que tudo esteja fechado.
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