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	<title>Comentários sobre: Com anúncio das metas do EUA e da China cúpula do clima de Copenhague ganha musculatura política e alguma substância real</title>
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	<description>Política Mudança Climática Século XXI</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 Jan 2012 15:36:09 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: Paulo Drummond</title>
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		<dc:creator>Paulo Drummond</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 16:06:35 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo integralmente com sua colocação do antepenúltimo parágrafo.

Enquanto temos a Ciência necessária e os cientistas prontos e capazes, os números apresentados são meramente políticos e constituem numa falácia. Se não vejamos:

1. Quando há uma meta a apresentar, em qualquer situação (científica ou não) não se pode valer de faixas de variação, porque  já denotam uma incerteza do que se pode. Meta é um resultado que se almeja, é uma projeção de fato desejável, é um objetivo claro, sem sofismas, sem subterfúgios; não é &#039;mais ou menos&#039; isso ou aquilo.

2. Quando se parte de um certo rigor científico para determinação de valores, as bases têm —obrigatoriamente— que ter valores conhecidos com o mesmo rigor científico. Ora, se temos medidas reais acrescentadas de estimativas, o resultado É uma estimativa. Estimativa não tem casa decimal. Se há receio de ultrapassagem arredonda-se para baixo; se há confiança para ousar, arredonda-se para cima. Não é com casas decimais que se ganha credibilidade.

3. Os valores apresentados são fruto de mera aplicação de valores em uma planilha eletrônica, qm que esqueceu-se de verificar as tolerâncias das variáveis envolvidas, a ponto de uma das somas ser inferior em um décimo o que seria de se esperar num cálculo manual. Arredondamentos automáticos são bons para estimativas, sim, mas tornam-se cientificamente ridículos numa apresentação política

4. Uma meta que se tenta definir como uma faixa de variação, ou banda, é uma conveniência torpe, de tal forma que se poderá dizer na época devida: &quot;sim, mas o mínimo foi atingido&quot;. Essas bandas, tão comuns na economia de hoje, são também isso: uma conveniência política. &quot;Centro da meta&quot;, por exemplo é uma bobagem. Ou é ou não é. Bandas de meta são próximos em significado à &#039;mais ou menos grávida&#039; ou &#039;um pouco ladrão&#039;.

Ainda que tenha mudado (e mudanças de atitude têm sido a prática), de &quot;escondidinho&quot; no G77 para a arrogância (comum também) em apresentar compromissos voluntários, o governo é muito modesto nos itens não amazônicos. Parar de desmatar não é tarefa complicada, como muitos hão de pensar. Difícil é mudar a tendência porca da matriz energética, do transporte, da indústria, da agricultura e das desigualdades sociais.

um abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo integralmente com sua colocação do antepenúltimo parágrafo.</p>
<p>Enquanto temos a Ciência necessária e os cientistas prontos e capazes, os números apresentados são meramente políticos e constituem numa falácia. Se não vejamos:</p>
<p>1. Quando há uma meta a apresentar, em qualquer situação (científica ou não) não se pode valer de faixas de variação, porque  já denotam uma incerteza do que se pode. Meta é um resultado que se almeja, é uma projeção de fato desejável, é um objetivo claro, sem sofismas, sem subterfúgios; não é &#8216;mais ou menos&#8217; isso ou aquilo.</p>
<p>2. Quando se parte de um certo rigor científico para determinação de valores, as bases têm —obrigatoriamente— que ter valores conhecidos com o mesmo rigor científico. Ora, se temos medidas reais acrescentadas de estimativas, o resultado É uma estimativa. Estimativa não tem casa decimal. Se há receio de ultrapassagem arredonda-se para baixo; se há confiança para ousar, arredonda-se para cima. Não é com casas decimais que se ganha credibilidade.</p>
<p>3. Os valores apresentados são fruto de mera aplicação de valores em uma planilha eletrônica, qm que esqueceu-se de verificar as tolerâncias das variáveis envolvidas, a ponto de uma das somas ser inferior em um décimo o que seria de se esperar num cálculo manual. Arredondamentos automáticos são bons para estimativas, sim, mas tornam-se cientificamente ridículos numa apresentação política</p>
<p>4. Uma meta que se tenta definir como uma faixa de variação, ou banda, é uma conveniência torpe, de tal forma que se poderá dizer na época devida: &#8220;sim, mas o mínimo foi atingido&#8221;. Essas bandas, tão comuns na economia de hoje, são também isso: uma conveniência política. &#8220;Centro da meta&#8221;, por exemplo é uma bobagem. Ou é ou não é. Bandas de meta são próximos em significado à &#8216;mais ou menos grávida&#8217; ou &#8216;um pouco ladrão&#8217;.</p>
<p>Ainda que tenha mudado (e mudanças de atitude têm sido a prática), de &#8220;escondidinho&#8221; no G77 para a arrogância (comum também) em apresentar compromissos voluntários, o governo é muito modesto nos itens não amazônicos. Parar de desmatar não é tarefa complicada, como muitos hão de pensar. Difícil é mudar a tendência porca da matriz energética, do transporte, da indústria, da agricultura e das desigualdades sociais.</p>
<p>um abraço</p>
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