Empresas querem metas de emissões de carbono
Empresas brasileiras de grande porte preparam documento a ser entregue ao governo pedindo que o país adote metas de redução das emissões de carbono. Matéria do Valor Econômico, assinada por Samantha Maia (aqui: requer assinatura) informa que o grupo, formado até agora por 11 peso-pesados da indústria e 3 associações corporativas, considera que o Brasil tem posição conservadora na política global do clima e que é preciso encontrar formas de compatibilizar reduções de emissões e rentabilidade. Um dos participantes sintetiza a conclusão que levou a essa atitude: “dizer hoje que não vamos nos comprometer com as mudanças climáticas é irreal”.
Foi assim que começou a mudança no EUA. Empresas de grande porte adotaram uma posição proativa em relação à mudança climática, enquanto o governo Bush permanecia em atitude não cooperativa, negando a necessidade de ação e sabotando as reuniões da Convenção sobre Mudança Climática.
É claro que há como compatibilizar reduções de emissões e rentabilidade: adotar práticas mais efetivas de eficiência energética e no uso de recursos; examinar a cadeia produtiva e o ciclo de vida do produto, para disseminar esse uso eficiente e eliminar pontos de alta emissão; adotar uma logística sustentável, que reduza a dependência rodoviária e ao diesel. Um programa realmente efetivo de ganhos de eficiência e produtividade ao longo da cadeia de suprimentos e dos processos de produção e circulação dos produtos reduz emissões. Para garantir a credibilidade e a obediência às metas, a adoção de práticas de transparência corporativa, com publicação e auditoria do balanço de emissões por produto, considerando toda a cadeia de suprimentos e seu ciclo de vida, dão o instrumento necessário. (Sérgio Abranches)
Tags:economia, metas de emissões CO2, mudança climática



Os governos absorvem novas e importantes responsabilidades, principalmente quanto a sustentabilidade do planeta e que passa inovação na indústria sobre influencia da mão governamental, quando não faz muito tempo, os esforços convergiam para distanciar o governo na crença de que o mercado resolveria tudo sozinho.
Exemplos:
Antes da crise global haviam US$130 tri em ativos, US$650 tri derivados deste para um pib de US$60 que não é capaz de remunerar a contento por conta da gestão de pessoas que que não usam criatividade e recursos de forma inteligente para atrair os ativos acumulados, simplesmente porque estão na zona de conforto.
Em 2008 o BNDES dispôs de R$212,4 bi para uma audiência de R$92,4 bi.
Sobraram mais de R$100,00 bi por ausência de pessoas competentes para remunerar este capital demandas interessantes e rentáveis.
O protocolo de kioto preve emissões de CO2 de 20 ton em 2012, enquanto que em 2008 foram emitidos 31 ton e mantida a tendência, teremos que sumir com 44 ton de CO2, um mercado de R$1,4 tri nos próximos quatro anos.
50% dos brasileiros não tem rede para coleta/tratamento/geração de energia, como já ocorre com as duas termelétricas Bandeirantes e São João que geram biogás a partir do antigo problema: Aterro Sanitário.
Esta iniciativa gerou dois leilões em 200/2008 com receitas de ~R$70 mi.
Enquanto isto temos os esgotos Tietê e Pinheiros em São Paulo, quando temos um potencial enorme de geração de energia `a partir de fezes como ja ocorre com 5000 biodigestores que produzem energia e biofertilizante Brasil `a fora.
São estas e muitas outras inciativas, inclusive com apoio do BNDES que tornou o Brasil líder mundial em energias renováveis, agronegócio e comodities, uma blindagem natural para qualquer tipo de crise.
Não basta, hj estamos queimando gas por falta de demanda, quando devemos, já implementar uma integração energética no hemisfério sul para transferir o excedente energético e fomentar expansão da economia, bem como de maiores trocas comerciais com nossos parceiros naturais como faz a UE.
Voltando `a vaca fria.
Repare o espaço interno dos carros quando parados nos congestionamentos no Brasil e mundo `a fora:
Temos um carro para cinco pessoas com apenas uma pessoas.
Ai estamos gastando pelo menos 4 vezes mais energia, além do espaço frontal/traseiro do capô que não serve para nada.
Ok, continuemos com crescimento de dois digitos na produção automobilistica, mas, lembremos que quem pode comprar um carro para cinco pessoas, tb pode comprar um carro para uma pessoa, para ir ao trabalho, econtrar os amigos na balada e etc e, quando necessário usa o carro de cinco lugares.
Temos roupa para varias ocasiões mas apenas um tipo de carro para todas as ocosiões. Não funciona e, por crer que terão menos lucros a indústria não se mexe, quando na verdade um carro com quatro rodas, air bag, som, ar condicionado e etc, mas para apenas uma pessoa pode ter o preço igual ou superior à um carro para cinco pessoas.
Claro, não estamos falando de motos, mas de inovações que virão da influência governamental, seja de agências ambientais ou da participação do governo na administração direta no capital social, mesmo que mínima, apenas para que este possa direcionar a industria para a redução nas emissões.
Será necessário um fundo soberano com esta finalidade?
Na eco92 crucificamos os CFCs e criamos o HCFCs que tem potencial de efeito estufa quando produzimos e exportamos compressores para geladeiras residenciais, comerciais, industriais e ar condicionado que funcionam com CO2 (R744).
Parece que chegou a hora de parar com o samba do crioulo doido e assumir a liderança natural que nos é ortogada.
Deus é brasileiro!