China: Cortes nas emissões de carbono dos desenvolvidos é crucial
“As nações ricas precisam concordam com cortes significativos e mensuráveis de suas emissões de gases de efeito estufa, se o mundo quiser estabelecer um marco para enfrentar o aquecimento global nas conversações lideradas pela ONU em dezembro”, disse um alto funcionário chinês na quarta-feira, segundo matéria da Reuters.
A Reuters relata que Xie Zhenzua, vice-chefe da Comissão de Desenvolvimento Nacional e Reforma, que gerencia as políticas para mudança climática, disse à agência oficial de notícias, Xinhua, que o compromisso de países industrializados é crucial para um acordo em Copenhague, em dezembro.
Autoridades chinesas e de outras potências emergentes como Índia e Brasil estão certas ao demandar um compromisso claro, formal e para ser cumprido dos países desenvolvidos. Isso é particularmente verdadeiro para o EUA, ainda debatendo sua primeira lei climática federal.
Mas deve ficar claro, também, que nenhum acordo climático dará resultado se um compromisso comparável não for assumido pelas potências emergentes, ainda que relativo a seu estágio de crescimento econômico. Compromissos diferenciados são legítimos se são proporcionais ao grau de desenvolvimento e, também, definidos em relação ao fluxo presente de emissões desses países. Economias emergentes deveriam ser incluídas em um novo Anexo, de países de alto crescimento e altas emissões, embora ainda em desenvolvimento, com metas de emissões compulsórias e diferenciadas. Essas metas poderiam ser mais brandas, embora nunca simbólicas, até 2020, crescendo a partir daí, dando a esses países tempo suficiente para converterem suas economias a um padrão progressivo de baixo carbono.
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