Artigos26 julho

O relógio da vida desarranjou e levou de cambulhada duas almas sertanejas

Sérgio Abranches

A última vez que estive pessoalmente com João Ubaldo foi em um painel na Academia Brasileira de Letras sobre direitos dos autores e o marco civil da Internet. Estavam na mesa além dele, outras pessoas de quem gosto e admiro: Ana Maria Machado, a mediadora, Alberto Mussa e Fernando Brant. Ele, sentado a meu lado, parecia que pensava no que diria, resmungava baixinho e ria para si mesmo. Nesses encontros intelectuais ou sociais, nunca se tem a noção de que estamos com alguém pela última vez. É uma deficiência grave da intuição, que nos faz perder a oportunidade de dizer uma palavra a mais. No caso de João Ubaldo, personalidade sempre sorridente, dar um sorriso mais caloroso, rir com mais gosto do seu humor sempre presente. Chegar em casa e reler as passagens que me são mais caras de seus vários livros marcantes.  Leia Mais »

Artigos10 julho

Pensamentos livres sobre a derrota que gostaríamos de esquecer para sempre

Sérgio Abranches

Primeiro foi o estupor. Como pode uma seleção, que teve desempenho superior na Copa das Confederações, capengou, mas avançou da fase de grupos até as semifinais na Copa do Mundo, ter um apagão e levar quatro gols em seis minutos? O país assistiu àqueles minutos, em estado de choque, sem entender o que se passava, também tivemos um apagão de entendimento. Mas foi pior, o time que se descontrolou a ponto de se transformar em um bando de baratas tontas, sem saber para aonde ir ou o que fazer, não reagiu. O técnico, como que abobalhado, assistia à tragédia sem reação. Sequer pensou em fazer uma substituição, que permitiria uma breve esfriada e a recomposição emocional do time. Ainda tomou outros dois gols. Fez um, que nem se pode dizer que foi de honra, diante de tamanha desonra. Leia Mais »

Artigos12 junho

Um crime misterioso em um Rio que não existe mais

Sérgio Abranches

Ler os relatos do “compêndio mítico” de Alberto Mussa é um fascinante passeio por um Rio de Janeiro invisível. Seus principais personagens são mamelucos, indígenas, negros, em uma paisagem que não existe mais. Mas com A primeira História do Mundo (Record, 2014) essa experiência é, talvez, ainda mais radical. Enquanto o autor nos ajuda a elucidar o primeiro homicídio da cidade, em 1567, eles nos conduz por uma fascinante viagem por um Rio de Janeiro originário, que acabara de ser transferido “do istmo entre o do Cara de Cão e o Pão de Açúcar para o cume do morro quer seria o do Castelo”. O Cara de Cão, e o Castelo não existem mais, o Pão de Açúcar remanesceu e se tornou ícone da terra que nasceu ali naquele espaço pantanoso, mas em uma paisagem muito distinta da original. Leia Mais »

Comentário03 junho

Obama avança na iniciativa sobre mudança climática

Sérgio Abranches

O presidente Obama anunciou pessoalmente a decisão de cortar as emissões de gases estufa das termelétricas no EUA em 30% até 2030, em relação a 2005, por meio de uma norma com padrões definidos pela agência ambiental, a EPA. É uma decisão politicamente muito significativa por duas razões. Esta é a primeira vez que um governo dos Estados Unidos impõe regulação severa à emissão de carbono das termelétricas. Em segundo lugar, Obama escala o confronto com os republicanos no Congresso, porque está novamente usando a agência ambiental, a EPA, como instrumento para formular uma política para mudança climática, que lhe foi negada pelo Congresso. Leia Mais »

Novo governante da Índia quer energia solar para 400 milhões em 5 anos

Sérgio Abranches

O novo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, é uma liderança controvertida. Sua vitória causa inquietação entre muçulmanos e cristãos, pela postura religiosa radical, em defesa da supremacia do hinduísmo. Conservador e com tendências autoritárias, preocupa também os que têm compromisso com a estabilidade e aprofundamento da democracia na Índia. Quando governou o estado de Guajarat, foi responsabilizado pelos violentos conflitos religiosos e massacres de muçulmanos e cristãos ocorridos em 2002. Apesar de posteriormente inocentado pelo Supremo Tribunal, persiste a acusação entre os seus opositores de que foi conivente por omissão nesses episódios. Leia Mais »

Energia renovável gera 6,5 milhões de empregos no mundo

Sérgio Abranches

A Associação Internacional de Energia Renovável estimou que os empregos renováveis, criados pela indústria de energia renovável – que exclui as grandes hidrelétricas – chegaram a 6 milhões e 500 mil em 2013. Houve um crescimento de 14,5% em relação a 2012, quando esses empregos chegaram a 5 milhões e 700 mil.Os maiores empregadores foram China, com pouco mais de 2 milhões e 600 mil empregos, Europa, com 1 milhão 250 mil,  Brazil, com perto de 900 mil, Estados Unidos, com 600 mil, e Índia, com 400 mil. Na Europa, a Alemanha é de longe o maior gerador de empregos em energia renovável, com mais de um terço do total da região, quase 400 mil empregos. Espanha também é grande empregadora, com mais de 100 mil empregos no setor de renováveis. Leia Mais »