Comentário05 março

Aumenta o fluxo de inovações em energias renováveis

Sérgio Abranches

Quatro exemplos recentes mostram o dinamismo do setor de energias renováveis e um fluxo cada vez maior e mais acelerado de inovações. O “pipeline” de pesquisa e desenvolvimento está com muito movimento e o circuito entre pesquisa, desenvolvimento tecnológico e entrada no mercado está se encurtando. Há grande número de novas tecnologias em preparação para serem introduzidas nesse mercado em rápida expansão. Aumentam as alternativas, caem os custos da energia e crescem as possibilidades de transição sem sacrifícios para a economia de baixo carbono. Leia Mais »

Comentário03 março

Desmatamento na Amazônia aumenta pelos dados do INPE

Sérgio Abranches

Aumentou o desmatamento da Amazônia. E não foi pouco. Ficou mais difícil avaliar, porque o governo reduziu muito a transparência dos dados do DETER, o sistema de alerta em tempo real. Uma ingerência política que, infelizmente, o INPE, o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, aceitou. Mudaram a forma e o período de divulgação dos dados. Dá mais trabalho garimpar os números e determinar a tendência do desmatamento. Para jornalistas que não cobrem sistematicamente a área e cidadãos interessados, ficou muito menos transparente. Mas já se sabia que o desmatamento está crescendo porque o Imazon, centro de pesquisas independente que fica em Belém, no Pará, continua a medir mensalmente o desmatamento também usando imagens de satélite. Leia Mais »

COP 2111 fevereiro

O cronômetro para a COP 21 de Paris começou a contar

Sérgio Abranches

O que aconteceu até agora nas negociações para a COP 21 em Paris, que estão no seu quarto dia em Genebra? O texto do rascunho do acordo inchou. Chegou à Suíça com 38 páginas e ganhou 62 novas páginas. Que alquimia produziu esse inchaço? O democrático processo de abrir o rascunho para contribuições dos 192 países envolvidos na negociação. Foi pouco inchaço para tantos países. Se todos tivessem conseguido inserir sua própria visão e seus próprios interesses, o texto teria batido fácil nas 200 páginas. Agora, terão que negociar o enxugamento do texto. Os países não entraram ainda em negociações para valer. Foram conversas relativamente calmas. Isso porque as questões cruciais para o sucesso de um acordo não foram postas em discussão ainda. Leia Mais »

Comentário06 janeiro

Energia domina as tendências em tecnologias limpas para 2015 e depois

As principais tendências em tecnologias limpas para 2015 estão, principalmente, relacionadas às energias renováveis não convencionais e ao uso inteligente de energia. O destaque continuará a ser o forte crescimento da energia solar no mundo todo e a busca de sistemas mais inteligentes e descentralizados de uso de energia elétrica. No Brasil, ainda estamos longe dessas principais tendências e já somos o 9o país do mundo em atratividade de investimentos em energia renovável, muito aquém, contudo, de nosso potencial se tivéssemos uma política energética competente e que criasse os incentivos certos.

Sérgio Abranches Leia Mais »

Comentário09 dezembro

Cidades-ícone globais têm planos ousados de sustentabilidade

Sérgio Abranches

Duas grandes cidades globais e que são ícones de beleza histórica e charme, como Paris, ou de beleza contemporânea e cosmopolitismo, como Nova York têm planos para liderar numa revolução urbana em busca da sustentabilidade. O prefeito Bill de Biasio está pondo no lugar as últimas peças que permitem implementar o ousado plano Nova York 50. O prefeito anterior, Bloomberg, implementou o plano Nova York 30. Há muito, a mais importante cidade dos Estados Unidos, olha para a frente, para o futuro. Em Paris, a prefeita Anne Hidalgo, tem planos para banir o diesel dos veículos de todos os tipos, até 2020 e reestruturar vários bairros, principalmente no centro da cidade, para torná-los bairros de pedestres, sem carros. Leia Mais »

Artigos20 novembro

Emissões de carbono em alta são impressão digital dos erros do governo Dilma

Sérgio Abranches

As emissões brasileiras de gases estufa aumentaram, mesmo com desempenho pífio da economia em 2013. É o que mostram os resultados do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que acabam de ser divulgados pelo  Observatório do Clima, uma coalizão de ONGs voltadas para a pesquisa, financiadas por um grupo de fundações filantrópicas. É o segundo ano consecutivo desse estudo, mostrando aumento geral das emissões. Agora é possível ver a trajetória das emissões brasileiras desde 1970 (desde de 1990, incluindo emissões do desmatamento).  Esse aumento reflete uma reversão da tendência registrada desde 2005. As emissões vinham caindo ano a ano porque as taxas anuais de desmatamento estavam caindo e o desmatamento era a principal fonte de emissões. Esse quadro mudou completamente. Leia Mais »